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Never forget Orlando

Versão portuguesa

Desde Domingo que ando a tentar vir aqui escrever qualquer coisa mas não consigo. Entre raiva, fúria, desilusão e uma profunda tristeza, cada vez que vejo ou leio algo sobre o que se passou em Orlando só me apetece chorar. Sem saber muito bem como, a distância devia ser suficiente para isto não acontecer, ou assim pensei, estes acontecimentos atingiram-me como se tivesse sido atropelado por camião. Atingiu-me a um nível pessoal que eu jamais sabia ser possível. Eu só posso imaginar o que as familias das vitimas podem estar a sentir neste momento.

Como não me consigo centrar para escrever algo com significado, deixo aqui um vídeo e um link. Nunca se esqueça o que se passou no Pulse, em Orlando, EUA. 

O Amor vence!

English version

Since Sunday that I've been trying to come here and write something, but I can't. Between anger, rage, disappointment and a deep sadness, every time I see or read something about what has happened in Orlando I feel like crying. Without knowing exactly how, the distance should have been enough for this not to happen, or so I thought, these events have hit me like a truck. They've hit me on a personal level that I never thought possible. I can only imagine what the families of the victims are feeling at this moment. 

As I can't focus myself to write something meaningful, I leave a video and a link. Never forget what happened at Pulse, in Orlando, USA.

Love wins!





Preconceito disfarçado de opinião.

Sobre a adopção gay por José Miguel Tavares

Já há muito tempo que deixei de ler este fulano pois sentia-me sempre um pouco mais estúpido no final. Isto porque os argumentos que usa para justificar as suas posições provocam uma hecatombe na minha cabeça (onde os meus neurónios assumem o papel das reses sacrificadas).

No entanto, numa onda masoquista, decidi arriscar e ler outra vez. Não saí desiludido, apenas com menos umas quantas centenas de neurónios.

O argumento de que é preciso mais debate para este assunto (e do aborto também - dois referendos não são, aparentemente, suficientes para um amplo debate) é verdadeiramente fascinante. Já se anda a debater esta questão há mais de 10 anos. Não sei quanto tempo mais de debate é que esta gente acha adequado e apenas posso interpretar este argumento como hipócrisia e demagogia feita para esconder ou disfarçar a verdadeira razão: preconceito e homofobia.

Em cima disto, há também os casos reais onde crianças já são criadas por casais do mesmo sexo e não há indicações que os petizes estejam a sair ou já tenham saido mentalmente desiquilibrados. Mesmo que assim fosse, então estes casais estariam apenas a seguir o exemplo dos casais de sexo diferente, os quais são peritos em perturbar as crianças - se assim não fosse, não haveria necessidade de recorrer tanto a psicólogos e psiquiatras com os petizes.

Temos ainda os inúmeros pareceres científicos onde é claramente dito que não há diferenças de comportamento (salvo, porventura, a menor quantidade de preconceito na cabeças dos putos) entre crianças criadas por casais heterossexuais ou homossexuais.

O melhor de tudo é quando dizem que é necessário salvaguardar o interesse da criança. Certamente. Nesse caso, sugiro que se proiba a adopção. É que, olhando bem para a coisa, quando um casal heterossexual vai adoptar não vai a dizer: eu nem quero ter crianças, mas vou fazer esse enorme sacrificio para que uma delas possa ter uma vida melhor. Por favor, poupem-me. O raciocínio da adopção é um raciocínio egoista. Os candidatos a adoptantes querem adoptar por ELES querem ter uma criança. Isto é válido para casais heterossexuais, casais homossexuais e pessoas singulares.

Toda esta argumentação é da mais profunda hipócrisia e só mesmo o preconceito e ignorância juntos permitem que alguém diga semelhantes coisas. Acho interessante quando se argumenta a necessidade da criança ter uma figura masculina e feminina para um bom crescimento. Ora bem, então se isso é impedimento, então a lei da adopção tem que ser imediatamente revista. Tem que se retirar da lei a possibilidade de pessoas singulares poderem adoptar. Não se pode permitir também que só haja um pai ou uma mãe. No caso de pessoas solteiras com filhos, há que lhes obrigar a terem acompanhamento psicológico para a criança ou, simplesmente, retirar-lhes a prole.

Este argumento da necessidade de figuras de ambos os sexos é tão fraco que só mesmo a tentativa de disfarçar preconceitos justifica o seu uso.

A distorção da realidade baseada em preconceitos

 
Sexagenário preso por abuso sexual reiterado a menina de 10 anos - JN

Pedófilos atacam alunos da escola agrícola de Chaves - JN

Não sei se já repararam que, sempre que há uma crise onde a direita em Portugal está metida, começam a aparecer nos jornais casos de violação de menores. Com Durão Barroso, por exemplo, foi o caso Casa Pia (ainda por resolver).

Outra coisa interessante de notar, é a maneira como estes jornalistas de meia tigela abordam os casos. No primeiro, é um sexagenário que abusa de uma menina. No segundo, já é pedofilia pois trata-se de violação de rapazes. Ou seja, a coisa é a mesma mas, no primeiro como é pedofilia heterossexual é um abuso. No segundo, onde a pedofilia é homossexual, já é Pedofilia, não é abuso sexual. 

Interessante notar também o contraste da gravidade dos textos. No primeiro, é uma mera constatação de um facto. No segundo, é uma ofensa gravíssima. Agora repare-se como é distorcida esta maneira de falar das coisas. No caso do sexagenário, estamos a falar de uma violação continuada, de um membro da familia a outro. No segundo, estamos a falar de jovens que são aliciados com dinheiro e coisas afins para actos sexuais. Ou seja, no primeiro, apesar de ser uma pedofilia forçada é apenas considerado um abuso enquanto que no segundo, onde os putos até são pagos e, concluo, vão de livre e espontânea vontade, é pedofilia, são "atacados" como diz a notícia.

Em vez de se tratar o que é igual por igual e o que é diferente de maneira diferente, não. Põe-se tudo no mesmo saco, mistura-se muito bem e, como resultado, temos algo subjectivo, repleto de preconceitos e mentiras. Pior, chega-se a atenuar uma violação no seio familiar e agrava-se um acto que, por ilegal e repugnante que seja, foi consentido e pago. 

No final, fico com a ideia que, em Portugal, as palas são grandes e que, no lugar onde deveria estar a cabeça, os portugueses têm merda. 


Pai desmente que tenha entregue filho na PSP


Como eu gosto de gente louca que adora fazer passar os outros por loucos e estúpidos. 

Então não é que sua excelência, este fantástico progenitor, diz agora que não foi à esquadra? Mas ele tem noção do que diz ou fala porque ficou com o cú quente? Estará consciente ele que acabou de acusar o JN e a PSP de mentirem? O jornal ainda estou como o outro, podia ter havido informações erradas, agora a PSP? Não me parece que os polícias andem a inventar histórias de pessoas que lhes vão às tantas da madrugada à esquadra para entregar o filho por este ser homossexual! 

Esta coisa de ser homofóbico e depois se ter vergonha de o ser quando a sociedade recrimina esse comportamento tem que se lhe diga... De facto, o pai deveria procurar um médico mas não para o filho como ele anuncia na notícia. Ele deveria procurar um psiquiatra para tratar a insanidade e confusão que vai na sua própria cabeça.

Fico surpreendido e esperançado que esta anunciada investigação dê frutos porque este pai não merece ter seja que filho for. 

Registo também que, de todas as associações LGBTs, só a amplos (Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual) se dignou a falar do caso e, mesmo assim, fez pouco a meu ver. Não consegui achar mais nada em nenhuma das outras.

Acrescento ao último post



Ao último post, tenho afinal mais uma coisa a acrescentar. Onde estão as organizações de defesa de LGBTs? Será que ex-aequos, ILGAs e coisas do género só servem para vir falar para as TVs e fazer paradas e prides e servir de local de "engate"? Vir deplorar estes actos para os média não?! Ajudar o pobre rapaz não?!

Pó Diabo com esta gente toda que o mundo está completamente louco e desgraçados daqueles que não estão.

Se baixeza, ignorância e embrutecimento intelectual em Portugal desse dinheiro... não haveria deficit

 
Pai entrega filho em esquadra por ser gay - JN

Um pai entregou, na madrugada de quinta-feira, o filho na esquadra da PSP Valadares, em Vila Nova de Gaia, por ter descoberto a orientação sexual do menor, ao início da noite.

Segundo fonte policial, o progenitor perseguiu o menor, com 15 anos, logo que este lhe pediu autorização para uma saída nocturna com amigos. O pai foi então encontrar o adolescente na discoteca Pride, no Porto, pelas 1.30 horas de quinta-feira.

Reagindo a quente, alegadamente, o homem accionou primeiro várias autoridades, acusando a gestão do espaço - maioritariamente frequentado por jovens homossexuais - de ter permitido a entrada do menor.

Tendo em conta que a PSP pouco mais terá feito que registar a falha de identificação na entrada do espaço, apenas permitido a maiores de 18 anos, pai e filho regressaram então a casa, a Valadares.

Pelas 4.30 horas, o progenitor, engenheiro de profissão, apresentou-se na PSP daquela localidade com o adolescente lavado em lágrimas, para o entregar aos polícias que estavam de serviço.

O JN sabe que o pai se recusou a ficar com o filho em casa, tendo sido accionado o serviço de emergência social para encontrar uma resposta de albergue para o jovem.

Perante uma notícia destas, apenas faço três comentários, pois ando sem paciência para boas maneiras e, sobretudo, para o politicamente correcto.

1- Isto demonstra o estado em que andam os estabelecimentos nocturnos e a respectiva segurança. Nada mais digo sobre o assunto.

2- O jornalista deve estar bêbado pois chamar progenitor a esta reles e desprezável criatura é um insulto a todo o bom pai e mãe deste pais.

3- Esta Reles e Desprezável criatura, esta Desculpa para ser humano e autêntico Desperdício de Carne e Alma, é apenas o produto de educação moral cristã da igreja católica. Isto são os valores que a igreja incute. Esta é a sua noção de família. Este deve ser o amor pelo outro que os padres ensinam nas paróquias... No final, apenas me apetece dizer mais uma coisa: Diabo os carregue a este e a todos como ele. Ipse venena bibas é tudo o que lhe desejo.

P.S.: O uso trocado de maiúsculas e minúsculas foi intencional.

Desvarios do dia: julgamentos da vida alheia...


O ser humano, o Português, sobretudo, é uma criatura interessante. É um ser que gosta de julgar e opiniar sobre tudo e sobre nada, especialmente quando é sobre a vida alheia. E depois, como se não bastasse andarem sempre a meter-se na casa do vizinho, ainda se acham no direito de julgar tudo o que o vizinho faz.

O engraçado é como hoje tudo é julgado e qualificado. É tudo muito relativo e depende de quem faça o quê. Nem todos podem fazer tudo e o que é "socialmente" reprovável para uns, é "socialmente" permitido e, por vezes, até louvável para outros.

Reparem bem, se eu, homem, andasse sempre com uma mulher diferente todos os dias, era um garanhão, tinha vigor sexual e isso é o que se quer. Portanto, comportamento altamente louvável. Por outro lado, se fosse uma mulher a fazer o mesmo, isto é, a andar com um homem todos os dias, seria imediatamente classificada como puta (peço desculpa pela linguagem mas hoje apetece-me chamar os bois pelos nomes), uma autêntica vadia que devia era casar e ter filhos. Portanto, comportamento altamente reprovável, em tempos daria lugar a um auto-de-fé e ainda há sítios em que tal acontece.

Isto leva-nos a outro julgamento bastante interessante. Reparem que uma mulher solteira, a viver por conta própria, é uma mulher independente, uma verdadeira senhora com garra. Já se for o mesmo mas com um homem, solteiro e a viver sozinho, a primeira coisa que se pensa é que o gajo é gay.

E assim caímos ainda noutra interessante análise. Duas mulheres aos beijos, é socialmente aceitável, ao ponto de ser o desejo de muito heterossexual por aí, os quais venderiam a alma ao diabo para poder ter uma experiência dessas. Dois homens aos beijos, cruzes credo, vade retro Satana! Dois paneleiros que deviam ser enforcados ali logo no lugar, sem dó nem piedade e da maneira mais horrenda possível. No seguimento disto, chegamos a outro caso interessante: duas mulheres, a viverem sozinhas, são colegas de quarto; dois homens são gays.

E podia continuar mas destes exemplos fico-me aqui. Podia-se pensar que é só em casos destes que se fazem estes julgamentos idiotas sobre a vida alheia. Mas não, não é. Isto acontece em tudo na vida desde estes exemplo até aos nossos próprios hobbies, passatempos.

Quem gosta de ler, escrever, pintar é culto. Quem gosta de ir para o café é preguiçoso e boémio. Homem que leia um desportivo é macho. Homem que leia uma revista cor-de-rosa é gay (não sei se já reparam na obsessão que a sociedade tem pela homossexualidade). Adulto que goste de ir ao cinema com os amigos é normal. Adulto que goste de jogar jogos de computador com os amigos é infantil. Homem que goste de jogar futebol é macho. Mulher que o faça, passa a ser mais homem que mulher. Mulher que pratique ballet é de elite. Homem que pratique ballet é, no mínimo, estranho mas geralmente chama-se-lhe logo paneleiro (cá está outra vez) que é para evitar mais assunto. Uma pessoa com 1000 amigos no Facebook é altamente social e sociável. Torna-se importante e desejável ter alguém assim na nossa lista. Alguém com 20 amigos no Facebook é anti-social. Algo de estranho deve de haver com essa pessoa. Música clássica é cultura. Música popular é pimbalhada. Um filme de Manoel de Oliveira é arte. Um filme do Michael Bay é entretenimento.

Enfim, coisas muito interessantes estas. Denotam um embrutecimento intelectual massivo da sociedade. Uma sociedade mesquinha que não é capaz de ver para além do seu nariz e que se acha no direito e dever, por vezes, de julgar aquilo que os outros fazem. Que é incapaz de aceitar que nem todos gostamos do mesmo e não é por isso que somos mais estúpidos ou mais inteligentes. E com isto andamos sempre a chatearmo-nos por coisas sem sentido nenhum e perfeitamente insignificantes. Pior, enquanto perdemos tempo a ver e pensar no que o vizinho, colega do lado ou seja quem for anda ou vai fazer, perdemos tempo nós de fazer qualquer coisa de útil na nossa vida ou pelo menos ver como está a nossa vida. Mas ao fim e ao cabo, o importante é que nós digamos aos outros como devem ser. O nós sermos ou não aquilo que queremos que os outros sejam, é já irrelevante. O importante é que os outros adiram às normas.

Se, de facto, as pessoas olhassem mais para o seu rabo e menos para o rabo do vizinho,  se olhassem mais para o que andam a fazer em vez de se preocuparem com o que os outros andam a fazer seriamos todos mais felizes. É que se fosse para ajudar ainda era perfeitamente compreensível e louvável. Quando são precisos os amigos, raros são os que lá estão. É que ajudar alguém dá muito trabalho e implica que, no final, eles possam ficar melhor do que nós e isso ninguém quer. É uma treta de social. Antes de se julgar os outros, antes de se dizer que algo é bom ou mau, que algo deve ser assim ou assado na vida dos outros, talvez fosse bom que as pessoas olhassem melhor para as suas vidas antes de falarem na dos outros. Melhor, melhor seria apenas se as pessoas se pusessem na sua vida e deixassem a dos outros para os outros.

E acabou a onda de mau feitio por hoje.

Lições da Irlanda, país Católico

Às vezes os vêem-se coisas fantásticas vindas de onde menos se espera, neste caso, de um dos países mais Católicos do mundo. E agora, em Portugal, isto seria possível? Não! Seria um escândalo de proporções bíblicas. Tudo porque somos uma país de brandos costumes. 

Os homens podem deixar as mulheres casa enquanto vão as meninas (ou meninos - ultimamente tenho reparado na quantidade absurda de mulheres que por aí andam com os seus "maridos" ao engano). As mulheres podem andar por ai a beijarem-se umas às outras que todo o homem fica logo de pau feito. Pode-se violar crianças que só se fala durante dois dias e para espantar clientela e mau olhado. Pode-se ver Padres [Católicos] a engravidarem senhoras, a serem apanhados na sacristia a "rezar o terço", seja lá com quem for... Enfim, pode-se fazer quase tudo. O importante, no final do dia, é que não hajam paneleiros e borboletas homossexuais. Pelo menos, que não se os vejam!


Retirado do blogue Os Ponderantes


Passos com mais um não-assunto

Passos Coelho quer alteração à lei do aborto - Portugal - DN

 
Ainda me lembro de ouvir gente desta direita bacoca a dizer que, nos tempos actuais, o casamento homossexual não era um tema urgente ou que fosse preciso falar. Não era tempo. Havia coisas mais urgentes. Pois então pergunto, o que anda Passos Coelho a fazer falando do aborto? Afinal aquilo é importante? Não temos já uma lei, recente até e aprovada em referendo, a funcionar? Então os problemas mais importantes agora desapareceram? Evaporaram-se? Ou será que Passos Coelho não tem já mais nada de interessante para dizer e tem que arranjar tema de conversa/campanha?

Começou com uma revisão constitucional e vai agora acabar com uma "revisão" à lei do aborto? Pergunto-me se a seguir vai falar outra vez na quantidade de sal no pão?!... Ou, se calhar, a pensar nos problemas de obesidade em Portugal, vai propor legislar sobre a quantidade de hidratos de carbono nos Pasteis de Belém (vulgo, Pasteis de Natas)...

É gira a rapidez com que se criam não-assuntos para evitar falar daquilo que verdadeiramente importa e que Passos (e Sócrates) não tem nada de interessante para dizer. Gira é também a rapidez com que se muda de opinião em Portugal e como os demagogos e mentirosos saltam de uma posição para outra. No final disto, gostava de saber que votos pensa Passos que vai ganhar ao falar do aborto?

É isto que o candidato que se propõe ser alternativa a Sócrates tem para dizer? Ser do contra por ser do contra ou só para ser diferente? Ideias novas ou falar verdade pela primeira vez na vida enquanto líder do PSD não lhe passará pela cabeça? Se eu ouvir Passos Coelho dizer que, se for Primeiro-Ministro irá fazer quase tudo igual a Sócrates mas sem as trapalhadas do outro, eu voto nele, pois aí ele estará a falar verdade. Até lá e enquanto Passos tentar provar a sua [in]diferença perante Sócrates, lamento, mas nem um nem outro me convencem.

Eu Não Quero Voltar Sozinho - Curta

Com os devidos agradecimentos a Paulo Prudêncio que postou isto ontem no seu blogue Correntes. Nas suas palavras: "Pode ser um excelente conteúdo para a formação cívica (não desista por causa dos 17 minutos de duração)."

 

Cavaco, o Não-Presidente



Cavaco Silva ganhou as eleições. Isto é um facto. Cavaco ganhou com 52,9% dos votos. Outro facto. Mas agora pergunto: 52,9% de quê? A resposta é simples, directa e barata. São 52,9% dos 46,6% dos que votaram. Isto é, 23,16% dos eleitores inscritos. 

Nem um quarto dos votantes votou nele, logo ele é Presidente de uma minoria. Como é que disse a direita conservadora que o apoiou aquando do casamento entre pessoas do mesmo sexo? Não era que as minorias não podiam impor a sua vontade às maiorias? Interrogo-me como isto é que se aplica a Cavaco e aos seus apoiantes... Será que vale até ou, para não variar, estas coisas são só para os outros?

Pela primeira vez na história, Portugal tem um Presidente com a honra destroçada em público e sem votos reais a apoia-lo, ou seja, sem real legitimidade ainda que legalmente a tenha.

Mas, no final, de quem é a culpa? Dele? Obviamente que não!

Fonte: wikipedia (25/01/11)

Cavaco no seu melhor

Foto de Osvaldo Gago
 
Já sabíamos que tínhamos um Presidente da República birrento que, quando lhe tiram os chupa-chupas, vem para a TV fazer queixa à mamã e ao papá. Também já sabíamos que o Senhor Presidente gosta muito de falar para as objectivas e falar muito mas dizer muito pouco, especialmente coisas úteis.

Durante a campanha eleitoral, ficamos deslumbrados com os mexericos de bastidores usados pelo PSD para sacar mais uns votos. Mais tarde soube-se que afinal o problema começou todo na residência oficial da Presidência da República e que Cavaco demorou muito até perceber que alguém tinha de ser demitido.

Mais recentemente, tivemos a conformação de que Cavaco acha que é Rei de Portugal e não Presidente e que tem sérios problemas em saber onde acaba a sua família e onde começam as suas funções oficiais.

A última novidade vinda daqueles lados, foi o país ter descoberto que tem um Presidente da República que é capaz de por de lado os seus valores, concorde-se ou não com eles, só para não ter que ser forçado a assinar um papel. No casamento entre pessoas do mesmo sexo, depois de ter estado ao lado do Papa e deste ter-se imiscuído nos assuntos internos do país enquanto Chefe de Estado (foi nessa qualidade que ele veio a Portugal), Cavaco ignora o que o seu chefinho diz, ignora os seus valores e tudo aquilo que disse acerca disso, inventando a patética desculpa de que tem que assinar a lei por causa da crise... Começo a perceber porque Católicos andam tão preocupados com a falta de valores. De facto, se se olharem ao espelho muitas vezes são capazes de ficarem com essa ideia. Pena que ninguém lhes diga que os espelhos apenas dão os nossos próprios reflexos e que, portanto, a falta de valores não é da sociedade mas sim do mundo Católico que os apregoa e não os pratica.

Enfim, por último, a propósito do funeral de José Saramago, tivemos a confirmação de que Cavaco não bem o que é ser Presidente da República e a que é que está obrigado a fazer por protocolo ou por Lei. Num funeral de estado, Cavaco, Presidente da República, órgão máximo do Estado Português tem de lá estar a marcar passo, quer goste ou não. Mais uma vez, este senhor que ocupa o referido lugar, insiste em não saber onde acaba a sua vida pessoal e as suas patéticas quezílias pessoais e onde começa a sua Presidência.

Goste-se ou não daquilo que Saramago escrevia, concorde-se ou não com o que ele dizia, a partir do momento que se marca um funeral de Estado, há que cumprir com o protocolo que é para isso, na pior das hipóteses, que os Portugueses lhe pagam o salário; para representar o Estado e o Povo Português e não para convidar Papas e tirar fotos com a família Silva.

É uma pena que ainda haja alguém que acha que Cavaco é competente seja par ao que for. Talvez no passado possam ter razões para ter pensado isso. Eu nunca o achei e agora é dolorosamente óbvio que Aníbal Cavaco Silva já está fora do seu tempo e que nunca deveria ter sido eleito Presidente da República. Esperemos que haja juízo do Zé Povinho que vota e que nas próximas eleições escolham outro. Pior não é possível por isso já digo que qualquer um serve para o lugar. Pior não conseguirá fazer.

Ah pois e tal e coisa

Disto e da moralidade respectiva, os eternos moralistas católicos não falam. Não pedem referendos. Não insultam. Encolhem os ombros e lamentam, "Pobre rapariga... Um pai assim." Gostava de ver a mesma força com que insultam e querem impedir outros de prosseguirem a sua felicidade, na condenação destes casos e dos outros e mais outros.

Pai suspeito de violar as duas filhas surdas - JN
Surda violada pelo pai relata vida de horrores - JN

Para se continuar em beleza só falta algum desses vir dizer que a culpa disto também é dos... outros... Tal como fez um senhor com relativa importância na Igreja Católica.

Dúvidas existênciais...



Expliquem-me uma coisa como se eu fosse muito burro mesmo... Caso contrário corro o risco de não perceber mesmo.

Portugal enfrenta um dos mais violentos ataques à sua integridade enquanto país soberano por entidades de aquém e além mar que insistem em fazer do nosso país um meio para terem mais uns milhões no final do ano. Isto porque, conforme tenho lido, Portugal, com um crescimento de 1% do PIB, por muito irrisório que este seja, supera TODOS os países da UE, EUA e Canada até agora; o nosso nível de endividamento está ao mesmo nível do da França e Alemanha e melhor que Itália. O nosso deficit é menor que Espanha, Grécia, Irlanda e, maravilhem-se, Reino Unido. No entanto, nós somos o alvo. enquanto outros vão passando ao lado sem sequer serem falados. Note-se para a situação no Reino Unido e o drama que lá se vive e veja-se bem quem, se calhar, terá mais probabilidades de ir ao fundo.

Para além destes ataques externos e devido a eles, o nosso governo opta por ir buscar receita a quem já está completamente sugadinho até ao tutano. Opta por implementar medidas que só prejudicarão o país e os seus habitantes no longo prazo. Opta por "atacar" o deficit pondo o fardo nos ombros de quem nada fez para que se chegasse ao ponto que se chegou.

Inversamente, recusa-se, o governo, a cortar nos seus próprios gastos exorbitantes e perfeitamente supérfluos. Opta por obras, as quais necessitam de consenso transfronteiriço, o qual neste momento é, no mínimo, duvidoso.

A juntar a isto ainda temos toda a panóplia de problemas antigos que ainda estão por resolver. O caos da educação e justiça, o eterno problema do (des)funcionalismo público, os problemas orçamentais relativos ao SNS e fundos para as reformas, os impostos que eram temporários e continuam, a falta de dinamismo económico do país... e podia continuar.

Posto isto, e vem então agora a pergunta, perante este panorama caótico, porque insistem aqueles que dizem que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não é (era) prioritário em falar nele? Porque se insiste em falar de algo que já está resolvido partindo para o insulto ao desbarato?

Se querem falar de coisas acessórias, porque não falam antes dos casos de pedofilia na Igreja com os mesmos valores que exigem que se cumpram quando se fala de homossexualidade? Ou ainda, dos problemas que leva aos constantes divórcios? Se estão verdadeiramente preocupados com os problemas "morais" e usam as questões religiosas para defenderem os seus próprios preconceitos, então porque não iniciam, também uma luta contra o divórcio? Afinal, tal coisa também é contra os preceitos da Santa Igreja de Roma.

Mas a questão essencial é mesmo, porque raio, depois de estar já aprovado o casamento se continua a massacrar tudo e todos com esta questão quando há coisas mais importantes e que dizem respeito a toda a sociedade independentemente de quem levam para a sua cama? Será que ficaram todos cegos ou será apenas mais o eterno problema da inveja típica Portuguesa?


Antes de terminar, partilho um momento linguístico com os meus leitores. A tradução correcta para gay é alegre e não maricas como alguém disse que era. Afim de descrever um homem homossexual, gay, será igual em português visto que não temos palavra semelhante. Em todo o caso, gay em inglês refere-se não só a homens homossexuais mas também a mulheres homossexuais. Por isso, nunca seria maricas.

Maricas em inglês será fag ou faggot se se quiser fazer referência à orientação sexual do homem em questão. Já agora, fag também quer dizer cigarro ou então estar cansado depois dum trabalho. Caso maricas seja no sentido de fraqueza/falta de coragem, a tradução correcta será sissy ou pussy. Ah, lobby tem dois "b".

Medos e inseguranças.

Não podia deixar de repostar o seguinte comentário deixado no JN.

JResende
17.05.2010/22:36


Que os homossexuais possam "unir-se de facto" ..., agora que possam "casar-se"??? Isso é que não!!! Está aberta, e escancarada, a porta para adopção por parte de casais homossexuais. Na minha singela opinião a homossexualidade deve ser encarada como algo estranho à própria natureza humana. E para quem pensa de forma divergente, por favor expliquem-me, se todos virarmos homossexuais, como nascem os bebés???

-in JN Online

Repare-se a verdadeira razão pela à problemas com a homossexualidade. Não é por um homem manter relações sexuais com outro homem e, muito menos ainda, por uma mulher manter relações sexuais com outra mulher. Aliás, esta última situação seria o paraíso de qualquer homem heterossexual em Portugal, já que, macho que é macho tem que sonhar em "comer" duas mulheres ao mesmo tempo, de preferência enquanto elas se "comem" entre si. 

O problema é, na realidade, outro. O problema com a homossexualidade é o pavor que ela instiga nas pessoas. Pavor devido às suas próprias inseguranças sexuais. Os que mais atacam e pior dizem são aqueles que não estão perfeitamente seguros daquilo que sentem/querem. Algo no fundo lhes remói a alma. Um medo obscuro e irracional de poderem ser aquilo que tanto dizem mal. É o medo de, um dia, o que fizeram aos outros lhes vir bater à porta e, eles próprios, virem a ser alvo das mesmas obscenidades a que submeteram outros antes.

Contudo, a frase levanta duas dúvidas que importa esclarecer. Uma vem no seguimento do que já disse. Ninguém vira homossexual. Ou se é ou não se é, ponto. A segunda prende-se com a procriação. As orientações sexuais são independentes do acto de procriação, algo que, quem quiser perder 2 segundos da sua vida a raciocinar, facilmente concluirá. Uma coisa é a orientação sexual, ou seja, qual dos sexos preferimos para manter relações sexuais e outra é a capacidade para o fazer. Da mesma maneira que um homem heterosexual poderá manter relações homossexuais (refiro o que se passa, por exemplo, em cadeias por esse mundo fora) também um homem homossexual poderá manter relações heterossexuais. Repare-se mos inúmeros casamentos em que, depois de décadas de partilha da sua vida com uma mulher, com filhos etc e tal, alguns homens decidem assumir-se e acabar com a farsa em que transformaram as suas vidas. E o mesmo se passa com as mulheres. 

Assim sendo, quem se preocupa e afirma que os homossexuais são incapazes de se reproduzir está redondamente enganado. Ainda mais com a quantidade de possibilidades médicas para o fazer sem sequer se ter que recorrer à prática do coito.

Perda de tempo...



Bem, ao seu bom estilo, Cavaco Silva veio à televisão fazer birra e, sobretudo, fazer perder tempo ao país para dizer que vai fazer aquilo a que é obrigado a fazer legalmente. Se não agora, então mais tarde.

Gostei particularmente da justificação de que, é por causa da crise que não devolve o diploma à Assembleia da República. Estas demagogias baratas de quem, pelos vistos, já não sabe mais o que fazer no cargo que ocupa, não deixam de ter o seu quê de piada.

Interessante foi a questão base que, pelos vistos, motiva o Presidente da República: o problema não está nos direitos a conferir a uma união entre pessoas do mesmo sexo mas sim ao que lhe chamar. Sempre disse que, em Portugal, se consegue sempre discutir e falar do acessório e não do essencial. Esta farsa de tentar fazer de um problema de discriminação e direitos um problema de semântica é, no mínimo, demagógica.

Desconhecendo o que se passa por essa Europa e mundo fora, Cavaco Silva compara uniões civis as quais não são inteiramente semelhantes entre si. Pior, fala ele em ter problemas em chamar casamento em Portugal à união entre duas pessoas do mesmo sexo, partindo, logo de seguida, para nomear países onde, esses casamentos que se chamam outra coisa, são bem mais permissivos que a lei agora aprovada cá. Repare-se que, no Reino Unido e na Dinamarca, essa coisa que é casamento mas não se chama casamento dá direitos de adopção aos seus membros.

Então, se assim é, creio que, chamando ao casamento de pessoas do mesmo sexo, por exemplo, vrenhak, poder-se-ia fazer isso logo com a adopção inscrita na lei que Cavaco Silva a aprovaria sem hesitações.

Enfim, Cavaco, que até convidou um chefe de estado para vir a Portugal dizer que, o quanto mau é o casamento homossexual, perde-se nos seus raciocínios e dá um tiro no pé (mais outro aliás).

Esqueceu-se também de falar no Canada, EUA e Austrália. Com tanta comparação não falou também nos países que planeiam legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, chamando-lhe casamento. Para não variar, Cavaco continua esquecido e a falar apenas do que lhe interessa.

Conclusão, independentemente da perda de tempo que Cavaco habitua o país com as suas declarações onde muito fala mas nada diz, o essencial, que é o reconhecimento de uma realidade social garantindo-lhe os direitos (e, já agora, os deveres também), irá ser uma realidade dentro em breve. O que lhe chamam é o menos importante.

Declarações e mais declarações...

Cavaco Silva vai fazer declaração sobre casamento igay/i - Política - PUBLICO.PT
 

Imagem retirada daqui.

No Dia Internacional contra a Homofobia, este cavalheiro vem falar do casamento HOMOSSEXUAL (deixem lá o gay que as lésbicas também são gente e sei que são a fantasia de qualquer homem heterossexual por isso...). Em todo o caso, sendo o dia que é hoje, convirá rezar para que não venha nenhuma verborreia de Belém... 

Já agora, quem quiser e souber, tenha a bondade de me esclarecer uma coisa: este cavalheiro que ocupa, presentemente (e infelizmente para todos nós, na minha opinião), o lugar de Chefe de Estado, não fala dos últimos sacrifícios pedidos ao povo português, não fala da situação económica em que nos encontramos, não fala ao país no sentido de dar esperança e confiança aos portugueses e vem falar agora de casamento? 

Desculpem lá, mas não se andava por aí a dizer que este assunto não era nem prioritário nem importante? Não se disse por aí que havia mais coisas importantes a tratar? Então, agora isto, assim que de repente, ganhou importância suficiente para o Presidente da República preterir assuntos gravíssimos que afectam TODOS os cidadãos, independentemente das suas orientações sexuais, para falar em casamento entre pessoas do mesmo sexo? 

Já há uns tempos que tinha percebido que muitos haviam perdido a noção da realidade preocupando-se com o que é acessório e esquecendo do que é essencial. Parece que os males deste país se resumem a futebol, visitas de Papa e mexericos da vida alheia... O que ainda não tinha percebido é que a toda a nossa classe politico-dirigente padecia do mesmo mal, a começar pelo Senhor Cavaco Silva que insiste em comportar-se como uma criança birrenta a qual, sempre que não lhe fazem as vontades, vem deitar as suas mágoas para as televisões. Isso ou então vem ocupar tempo de antena para dizer um conjunto de palavras ordenadas às quais se poderia chamar texto/discurso não fosse a falta de conteúdo significativo.

Logo, espero por uma surpresa...

A propósito de declarações, já que o Presidente insiste em desperdiçar o seu tempo de agenda com supérfluos comunicados e afins, seria melhor que viesse explicar com que direito e precedente protocolar é que chamou a família toda para a residência presidencial a fim de tirar um foto junto com o Papa? Acho que seria interessante saber o que teria o Presidente a dizer sobre isto já que quebrou protocolo e imiscuiu a sua vida pessoal e familiar com as suas funções oficiais.



Foto retirada daqui.

E tal e coisa... Coisa e tal... E andamos em circulos...


Casamento heterossexual é resposta a "perigosos desafios ao bem comum"

"Já sobre o casamento, o Papa destacou também as iniciativas que pretendem tutelar a família, "fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher" e que "ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum"."
- in Público

Com isto ficamos a saber que o Papa sugere que, para além de não se legalizar o casamento homossexual, de se voltar atrás com a liberalização do aborto, ainda quer que se ilegalizem os divórcios. Agora pergunto quantos "católicos" irão apoiar isto e andar a defender o fim do divórcio com tanta dedicação como apoiaram e foram contra o casamento homossexual... Se calhar poucos ou mesmo nenhuns. 

Resta também saber se, depois do mais alto Pastor da Igreja ter falado, se a outra senhora que andava por aí a bater às portas para se fazer um referendo ao casamento homossexual irá agora também pedir para se fazer um referendo ao divórcio e, qui çá, outro (o terceiro portanto) ao aborto... 

Estas oscilações de opinião entre os mais fieis católicos que se intitulam defensores de valores não deixam de ser interessantes de constatar. Valores e referendos só para os direitos dos outros. Pois, afinal quem será o católico que se quer arriscar a não se poder divorciar?...

Mas fora estas opiniões oscilatórias, depois de se ter dado circo ao "povinho" com a vitória do Benfica e a visita do Papa está na altura de se acordar para a realidade. E a realidade é que os impostos vão aumentar. Pior, é que com a subida do IVA, as coisas vão ficar mais caras. Ou seja, os desgraçados do salário mínimo podem passar a ter a certeza que terão de arranjar mais um botão para apertarem o cinto. Os desgraçados da classe média ficam a saber que, para além de terem as coisas mais caras também terão suportar (mais uma vez) as (des)governações a que Portugal é votado.

Papa poderá referir-se ao aborto e casamento igay/i durante visita - Cultura - PUBLICO.PT

Papa poderá referir-se ao aborto e casamento igay/i durante visita - Cultura - PUBLICO.PT


Eu contínuo a perguntar-me porque haverá um chefe de estado estrangeiro comentar sobre seja o que for da politica interna de outro país soberano. 

Aceito que os políticos alemães falem da nossa politica económica, mas nem estes vêm cá dizer se as coisas estão bem ou mal. Se nem a UE nem o seu principal motor económico, a Alemanha, andam por aí a viajar a comentar para as massas o que vai bem ou mal cá (ou noutro sítio qualquer), então porque haverá o Papa, vir cá comentar sobre o que nós fazemos ou não na nossa terra? Será que ele também foi a Espanha, Suécia, África do Sul, Canada, Bélgica, Holanda ou Noruega dizer o que eles estão correctos ou não? 

Tenho a certeza que ele não se atreveria a isso. Se não se atreve lá porque será que se atreve cá? Espero que o bom senso impere que o Papa se dedique a falar antes do que vai fazer sobre os escândalos da pedófilia dentro da sua casa. E se não quiser falar mais disso, então que se dedique às baboseiras do costume para entreter as massas e que deixe a política interna portuguesa para quem de direito: os portugueses e o seu Estado.

Em todo o caso, será sempre interessante ver, mais uma vez, pregar que a vida é sagrada e o respeito pelas famílias vindo da boca de quem se recusa a assinar petições internacionais contra a pena de morte e de quem se meteu numa encrenca com a pedofilia como este Papa se deixou meter.

Casal violava os filhos e forçava-os a sexo entre eles - Portugal - DN

Casal violava os filhos e forçava-os a sexo entre eles - Portugal - DN

A culpa disto é, obviamente, do celibato a que estavam obrigados e da homossexualidade do casal... Ai esperem... O casal era heterossexual, ou seja, um homem e uma mulher, tal como manda a Santa Sé... e não praticavam o celibato... Os filhos também eram de ambos os sexos... Que salgalhada aqui vai...