I huinë vantëa! I huinë ranyëa! Elyë úvélas!
Espaço para desabafos sobre os mais pertinentes (ou então nem tanto) assuntos. Sejam bem-vindos a um mundo insano.
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O juramento de Fëanor - The Lays of Beleriand
Mais uma curiosidade do universo Tolkieniano feito por um dos inúmeros fãs das obras deste fantástico escritor.
Para saberem mais cliquem aqui.
A time to...
There is an appointed time for everything. And there is a time for every event under heaven:
A time to give birth, and a time to die; A time to plant, and a time to uproot what is planted.
A time to kill, and a time to heal; A time to tear down, and a time to build up.
A time to weep, and a time to laugh; A time to mourn, and a time to dance.
A time to throw stones, and a time to gather stones; A time to embrace, and a time to shun embracing.
A time to search, and a time to give up as lost; A time to keep, and a time to throw away.
A time to tear apart, and a time to sew together; A time to be silent, and a time to speak.
A time to love, and a time to hate; A time for war, and a time for peace.
Eclesiastes 3:1-8
Para quem precisar aqui está uma tradução.
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Basil Poledouris - Hunt for the Red October
Para quem gosta de livros de espionagem realista, sem fantasias e heroísmos utópicos, recomendo que leia os livros de Tom Clancy. Infelizmente, penso que não estão editados em Português.
Este filme em particular, também ele baseado num dos livros de Tom Clancy, é algo a ver ou rever.
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The Tolkien Ensemble - Parte 2
A história de Beren e Lúthien sobre a qual se diz que Tolkien fez com que os protagonistas reflectissem o amor que tinha pela sua esposa.
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The Tolkien Ensemble
Um projecto dinamarquês que visou transpor para musica todos os poemas da obra de J.R.R. Tolkien relacionada com O Senhor dos Anéis. Fica aqui um gostinho.
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Somos um país de poetas e etimologistas
Aqui há uns tempos, publiquei um post sobre o mal de Portugal serem os próprios portugueses. Hoje venho desenvolver aqui mais um bocadinho o tema.
Portugal tem, desde há décadas (senão séculos mesmo) problemas sérios para resolver os quais continuam, hoje em dia, a estarem mal resolvidos ou simplesmente por resolver. Resta perguntar porquê. Afinal de contas os diagnósticos já estão feitos há muito. Já todos sabemos onde estão os problemas ou, pelo menos, parte deles.
Então, se já se sabe isto, porque não se resolvem as coisas? Simples, porque somos um país de poetas e etimologistas. Somos um país que se preocupa apenas com a forma das coisas e não a substância das coisas. Preocupamo-nos com o que é acessório e não com o essencial. E isto acontece em tudo. O caso mais flagrante é o caso do futebol, algo completamente acessório à sobrevivência e vivência de cada dia mas que, no entanto, ocupa tempos infinitos da vida do país e que se sobrepõe a tudo. Chega-se mesmo ao cumulo de se interromper programas só para dizer que um treinador qualquer chegou não sei aonde.
Mas mais casos há. Na educação temos a ADD. Os problemas neste sector são muitos e já todos sabem quais são há muito. Contudo, foi preciso a ADD para se falar neles e, rapidamente, se deixou de falar em qualquer outra coisa que não a ADD. De repente, os únicos problemas da educação e dos professores eram a progressão na carreira e a ADD. Manuais de treta, programas ridículos e estupidificantes, falta de condições nas escolas, etc... Tudo desapareceu. A ADD era a fonte de todos os males.
Mais recentemente é a catadupa de casos mediáticos da justiça a que nada levam. Nunca há culpados e perdem-se horas a falar da vida das pessoas, dos meandros da justiça e tudo o mais. Chega-se ao cumulo de haver até comissões parlamentares que dizem que houve corrupção mas não houve corruptos.
Agora é o caso do casamento de pessoas do mesmo sexo. O que se discute afinal? Se aquilo deve ser chamado casamento ou vrenhak. Mais claro que isto não podia ser o caso do projecto de lei do PSD. O resultado deste projecto será o mesmo do do PS, só que um chama-lhe casamento e outro chama-lhe união civil registada. Um altera uma lei existente, outro cria uma coisa nova igual à outra que já existe.
Enfim, andamos a perder tempo a discutir o que chamar às coisas. Andamos a perder tempo a arranjar discutir semântica. Andamos a perder tempo a fazer belos discursos ao país sobre o estado da nação e sobre os males que afligem o país. Andamos a perder tempo a falar dos casos da justiça sem que, no entanto, isso possa levar a algum lado pois quem decide as coisas são os tribunais e não os jornalistas e os telespectadores. Andamos a discutir se o jogador A, B ou C vai para este ou para aquele clube enquanto os clubes se afundam em dívidas e os males do país ficam por resolver.
Em vez de se perder tempo a fazer, perdemos tempo a falar e a escrever relatórios e discursos bonitos. Somos um país de poetas que só está interessado em falar e usar linguagem bonita para inglês ver. Somos um país de etimologistas que se preocupa mais com o que chamar ao quê em vez de se fazer o que é preciso. Se ao menos isto se traduzisse numa excelente literatura moderna e prémios atrás de prémios internacionais e um povo com uma literatura invejável... Mas não. Temos um povo analfabeto que mal sabe ler quanto mais escrever. Um povo que não se defende, um povo que é levado por "palavras apetrechadas de asas" (Homero, Odisseia).
Enfim, o problema é mesmo não se fazer nada e andarmos todos a viver uma bela telenovela ou conto de fadas que um dia acabará numa hecatombe. Só que aqui, as reses sacrificadas serão os próprios portugueses.
"Namárië" - J.R.R. Tolkien
O poema Namárië primeiro recitado pelo seu criador, J.R.R. Tolkien, e depois cantado. Acima pode-se ver o poema escrito em Tengwar.
Namárië é um poema integrante da mitologia d'O Senhor dos Anéis e encontra-se escrito na língua Quenya. Esta língua, tal como todo o universo da mitologia da Terra Média, foi inteiramente criada de raiz por Tolkien, possuindo gramática e léxico próprios. É fantástica a capacidade dum homem criar tanta coisa. Línguas (Quenya, Sindarin e outras menos desenvolvidas), povos com histórias milenares e uma mitologia inteira sendo que foi tudo organizado por forma a dar obras literárias de imensa qualidade como O Silmarillion, O Hobbit e O Senhor dos Anéis.
Deixo então os vídeos.
Ai! laurië lantar lassi súrinen,
Ah! like gold fall the leaves in the wind,
yéni únótimë ve rámar aldaron!
long years numberless as the wings of trees!
Yéni ve lintë yuldar avánier
The long years have passed like swift draughts
mi oromardi lissë-miruvóreva
of the sweet mead in lofty halls
Andúnë pella, Vardo tellumar
beyond the West, beneath the blue vaults of Varda
nu luini yassen tintilar i eleni
wherein the stars tremble
ómaryo airetári-lírinen.
in the song of her voice, holy and queenly.
Sí man i yulma nin enquantuva?
Who now shall refill the cup for me?
An sí Tintallë Varda Oiolossëo
For now the Kindler, Varda, the Queen of the stars,
ve fanyar máryat Elentári ortanë
from Mount Everwhite has uplifted her hands like clouds
ar ilyë tier undulávë lumbulë
and all paths are drowned deep in shadow;
ar sindanóriello caita mornië
and out of a grey country darkness lies
i falmalinnar imbë met,
on the foaming waves between us,
ar hísië untúpa Calaciryo míri oialë.
and mist covers the jewels of Calacirya for ever.
Sí vanwa ná, Rómello vanwa, Valimar!
Now lost, lost to those of the East is Valimar!
Namárië! Nai hiruvalyë Valimar!
Farewell! Maybe thou shalt find Valimar!
Nai elyë hiruva! Namárië!
Maybe even thou shalt find it! Farewell!
Ah! like gold fall the leaves in the wind,
yéni únótimë ve rámar aldaron!
long years numberless as the wings of trees!
Yéni ve lintë yuldar avánier
The long years have passed like swift draughts
mi oromardi lissë-miruvóreva
of the sweet mead in lofty halls
Andúnë pella, Vardo tellumar
beyond the West, beneath the blue vaults of Varda
nu luini yassen tintilar i eleni
wherein the stars tremble
ómaryo airetári-lírinen.
in the song of her voice, holy and queenly.
Sí man i yulma nin enquantuva?
Who now shall refill the cup for me?
An sí Tintallë Varda Oiolossëo
For now the Kindler, Varda, the Queen of the stars,
ve fanyar máryat Elentári ortanë
from Mount Everwhite has uplifted her hands like clouds
ar ilyë tier undulávë lumbulë
and all paths are drowned deep in shadow;
ar sindanóriello caita mornië
and out of a grey country darkness lies
i falmalinnar imbë met,
on the foaming waves between us,
ar hísië untúpa Calaciryo míri oialë.
and mist covers the jewels of Calacirya for ever.
Sí vanwa ná, Rómello vanwa, Valimar!
Now lost, lost to those of the East is Valimar!
Namárië! Nai hiruvalyë Valimar!
Farewell! Maybe thou shalt find Valimar!
Nai elyë hiruva! Namárië!
Maybe even thou shalt find it! Farewell!
Sugestão de leitura
"que milénio: o deles ou o nosso?" é um livro escrito por Daniel Singer sobre as questões relacionadas com socialismo vs capitalismo. Uma mistura de análise histórica e opinativa sobre o que se passou até 1999 (altura da publicação do livro) e um desafio à noção de que não há alternativa ao estado actual das coisas. Mais do que isso, o livro desmantela as ideias e preconceitos que existem quer do lado capitalista, quer do lado socialista para com eles mesmos e para com o outro.
O facto mais interessante do livro é que a análise e opiniões nele expressas tornaram-se hoje, com a crise financeira, mais actuais que nunca. Na minha opinião uma excelente análise que vale a pena ler e reflectir sobre ela.
O livro em português é publicado pela Campo da Comunicação com tradução de Andreia Cunha e Catarina Mira.
Em inglês é publicado com o título "Whose Millenium? Theirs or Ours?" pela editora Monthly Review Press.
Deixo ainda algumas informações úteis.
Daniel Singer @ Wikipedia (EN)
Whose Millenium? Theirs or Ours? @ Monthly Review Press
Whose Millenium? Theirs or Ours? introduction @ danielsinger.org (EN)
O facto mais interessante do livro é que a análise e opiniões nele expressas tornaram-se hoje, com a crise financeira, mais actuais que nunca. Na minha opinião uma excelente análise que vale a pena ler e reflectir sobre ela.
O livro em português é publicado pela Campo da Comunicação com tradução de Andreia Cunha e Catarina Mira.
Em inglês é publicado com o título "Whose Millenium? Theirs or Ours?" pela editora Monthly Review Press.
Deixo ainda algumas informações úteis.
Daniel Singer @ Wikipedia (EN)
Whose Millenium? Theirs or Ours? @ Monthly Review Press
Whose Millenium? Theirs or Ours? introduction @ danielsinger.org (EN)
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Livro em revista: Substitute for love 1 - The Last Mile

Ora bem, acabei de ler um livro que sinceramente, embora tenha perfeita consciência que não agradará a todos certamente mas que agradará a muitos (e também desagradará a outros tantos).
Trata-se duma história de vida que podia bem ser a de qualquer um. O relato duma vida que tem como pano de fundo um amor não correspondido e a constante procura dum que o seja. Tragédia, aventura, humor negro tudo misturado para criar uma história tristemente contada e certamente experimentada por muitos mas que pouco ousariam contar de forma tão aberta e sem pudores linguísticos e descritivos.
Livro recomendado a todos os que gostam de ler as coisas tal como elas são sem romantismos que só existem na vida literária e com uma linguagem dura e directa sem pudores. Sem dúvida que em filme este livro seria Maiores de 16.
O único senão é o livro estar presentemente escrito apenas em Inglês tornando limitada a sua leitura.
Poderão adquirir o livro aqui estando disponível um pequeno excerto do mesmo.
Trata-se duma história de vida que podia bem ser a de qualquer um. O relato duma vida que tem como pano de fundo um amor não correspondido e a constante procura dum que o seja. Tragédia, aventura, humor negro tudo misturado para criar uma história tristemente contada e certamente experimentada por muitos mas que pouco ousariam contar de forma tão aberta e sem pudores linguísticos e descritivos.
Livro recomendado a todos os que gostam de ler as coisas tal como elas são sem romantismos que só existem na vida literária e com uma linguagem dura e directa sem pudores. Sem dúvida que em filme este livro seria Maiores de 16.
O único senão é o livro estar presentemente escrito apenas em Inglês tornando limitada a sua leitura.
Poderão adquirir o livro aqui estando disponível um pequeno excerto do mesmo.
Temos Poetisa!
Hoje poupo quem se digna a vir aqui ler esta insanidade de blog de polémicas e debates. Hoje proponho apenas reflexão e remeto-vos para a leitura atenta de um outro blog.
O poema que se segue é da autoria da Mariana Conceição e foi publicado no seu blog http://wingsofnature.blogspot.com a 8 de Dezembro de 2006. Às vezes as coisas não precisam de ser explicadas nem analisadas. Às vezes as coisas simplesmente são. Deixo ao vosso critério este encantador poema... Caberá ao leitor dizer o que dele pensa.
O poema que se segue é da autoria da Mariana Conceição e foi publicado no seu blog http://wingsofnature.blogspot.com a 8 de Dezembro de 2006. Às vezes as coisas não precisam de ser explicadas nem analisadas. Às vezes as coisas simplesmente são. Deixo ao vosso critério este encantador poema... Caberá ao leitor dizer o que dele pensa.
Porque Sim
porque canta o rouxinol, em vão, melodias de amor?
porque se põe o sol num leito de mágoa?
porque dançam as dríades numa aura de magia?
porque pintas o céu de laivos de sangue?
porque te escondes nas brumas do tempo,
e ocultas o teu riso prateado?
porquê a lua se veste de luz e a noite de nudeza profunda?
porque lês poesia tão desprovida de sentido?
porque nao alcança a sereia as profundezas da alma?
porque segue a Bela caminhos imaginários
e o Monstro se transforma em príncipe?
Porque sim.
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