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A culpa é sempre do vizinho...





Parece-me ilógico, insensato e, até mesmo, irresponsável dizer semelhante coisa até porque não nos podemos esquecer dos maus professores. Não adiante negar esta evidência. Eles existem. Eles andam aí a dar aulas a fingir que sabem. Professores, do público ou privado, há que teriam mais vocação para padeiro ou merceeiro do que para transmitir conhecimentos, seja a quem for.

Negar isto, é negar a realidade e, consequentemente, andar sempre a tratar de não-problemas e falhar em resolver os verdadeiros problemas do Ensino em Portugal.

Quero dizer com isto que a culpa é inteiramente dos maus professores que por aí andam a conspurcar a profissão e mentes de alunos? Não! Obviamente que não e quem ousar tal dizer das minhas palavras acusarei de má-fé, falta de seriedade e, se calhar, ainda acusarei de se ter sentido atingido pessoalmente.

Escusar-se-á também de tentar inferir que estou a querer dizer que a maioria dos Professores é notoriamente incompetente. É mesmo escusado até porque recuso essa ideia por completa. Que há maus professores, há. Que eles são mais do que é aceitável ou tolerável? Sim, isso também se pode dizer que digo. Se digo que são todos ou que estes são a maioria? Não!

Este problema de docentes inaptos a leccionarem é um dos problemas do Ensino. É um problema grave que importa resolver, tal como importa resolver os "outros". Negar este é mentir, antes de mais, a nós mesmos. É negar a realidade ou desconhecer por completo o que se passa para além do seu jardim.

Os problemas só se resolvem quando encararmos a realidade. Quando formos honestos, em primeiro lugar, connosco.

Mais acrescento: a frase acima transcrita, quer dizer (inadvertidamente, quero eu pensar) que os alunos são, por defeito, mal comportados e preguiçosos. Também os há, é certo. Contudo, implicar que são todos ou a maioria é, no mínimo, intelectualmente desonesto, isto para não dizer mesmo insultuoso.

Num momento em que tudo e todos mentem descaradamente, importa que se evite ao máximo este género de demagogias. A honestidade e a capacidade para encarar a realidade são, cada vez mais, cruciais para o sair de toda esta merda em que nos metemos e nos meteram.


Desafio e desafios



Respondendo ao desafio do Miguel Loureiro, do contra-facção, aqui ficam então as ditas respostas às ditas perguntas.

1 - Existe um livro que relerias várias vezes?

Sim, de facto existe. Todos os livros de J.R.R. Tolkien referentes ao seu universo da Terra Média. Não os leio novamente de fio a pavio mas releio de vez em quando as partes que mais gosto. Aliás, de uma forma geral, tendo a fazer isto a todos os meus livros.

2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?

Houve vários que me custaram ler mas eventualmente acabei de os ler a todos. As únicas excepções que me ocorrem agora foi o Advogado de John Grishman e o Fiel Jardineiro de John le Carré.

3 - Se escolhesses um livro para ler no resto da tua vida, qual seria?

The Silmarillion de JRR Tolkien, naturalmente.

4 - Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?

Acho que não tenho nenhum. Todos os livros que quero ler, mais tarde ou mais cedo, leio.

5 - Que livro leste cuja «cena final» jamais conseguiste esquecer?

Geralmente não me esqueço daquilo que leio. Só me esqueço, e aí não será só do final, se o livro não me satisfizer.

6 - Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual o tipo de leitura?

Depende da idade que seja. Mas quando era criança, geralmente lia poucos livros, preferindo folhear enciclopédias e outros livros afins, lendo aquilo que me chamava a atenção. Fora isso, não era de grandes leituras, não. Só no secundário é que comecei a ler com mais dedicação.

7 - Qual o livro que achaste chato, mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?

Todos os livros que acho chatos, vão para a prateleira. Não os acabo de ler. Pode-se dizer que faço mesmo birra.

8 - Indica alguns dos teus livros preferidos.

The Silmarillion, The Lord of the Rings, The Unfinished Tales de JRR Tolkien.
Brave New World de Aldous Huxley
Os Maias de Eça de Queirós
Odisseia e Iliada de Homero

9 - Que livros estás a ler?

Game of Thrones de George RR Martin

10 - Nomear é que é pior. Como já desafiaram quase todos a quem eu ia desafiar ficam apenas os seguintes: Paulo Prudêncio do Correntes, Valdeir Almeida do Ponderantes, Bartolomeu do Santos e Santinhos, Adolescente Gay do Adolescente Gay e a Ribas do Bitaites. Considerem-se também por mim desafiados(as) a Em@ do Ema a Preto e Branco ou a Cores e a Anabela Magalhães do Anabela Magalhães, Andy do Lua e o próprio Miguel Loureiro do contra-facção.

A estória da história...

 
Em resposta ao que O Jumento sabiamente escreveu aqui, publiquei o comentário que aqui agora reproduzo em forma de post.

A direita, mais do que a esquerda, tem uma tendência para fazer uma análise diferente da mesma realidade dependendo se está na oposição ou no governo. Na oposição tudo é mau e a culpa de tudo ser mau é de quem está no poder. Quando chegam eles próprios ao poder, tudo passa a ser culpa de outros.

Foi a "direita" que se deixou levar pela ganância uma elite dos seus membros e levou o mundo à pior crise nos últimos 100 anos. Mas não se engane ninguém. Isto não começou com a crise financeira. Isto começou com a falcatrua que foi a eleição de George W. Bush para a Presidência dos EUA. O resto decorre da má administração desse não-presidente e da ganância de quem com ele estava e tudo deu aos amigos.

Em Portugal, a crise começou não com o PS, se bem que este a agravou por falta de capacidade para melhor, mas sim com o governo de Cavaco Silva que destruiu a base económica que o país ainda detinha a troco de uns dinheiros para auto-estradas que não se conseguiriam sustentar e betão armado para estrangeiro ver. Agora no poder, a direita vai continuar a fazer o mesmo que sempre fez, zelar pelos interesses dos amigos e enteados. Mas não é preciso ficar muito chateado, afinal é apenas uma redistribuição dos lugares que passam do PS para o PSD e CDS. No meio disto, sem estarmos preparados levamos com a crise dos outros e com ela permanecemos e, pior, iremos primeiro ajudar a que os causadores da crise se levantem para depois nos levantarmos nós.

O que resta da esquerda também deve estar muito orgulhosa. O PCP conseguiu voltar a ser o que sempre foi, uma nulidade que vive da miséria alheia. O BE vai passar os próximos anos a lamber as feridas resultantes da sua tentativa de copiar o populismo de Portas mas à esquerda. O PS, esse, vai entrar como guerra interna para ver quem vai ocupar o lugar deixado vazio por Sócrates.

No meio disto tudo, agradeça-se aos eleitores que, cegamente, decidiram levar o país à falência apenas por embirrarem com o Primeiro-Ministro, esquecendo-se que quem lá iam por não será capaz de fazer melhor. Lá para Dezembro, senão antes, iremos ver o país a pedir novas eleições para resolver a crise criada por esta. Depois, sim, poderemos começar a resolver os problemas da crise que afinal é dos que agora exigem juros para não se afogarem eles mesmos.

PSD vai prosseguir política de mega-agrupamentos de escolas

 
Ainda continuam a acreditar que o PSD de Passos será diferente do PS de Sócrates? Daqui a 6 meses, não tenho dúvidas que estarei a ouvir uma quantidade de queixumes vindos daqueles que hoje defendem Passos como alternativa a Sócrates.

PSD vai prosseguir política de mega-agrupamentos de escolas - Política - PUBLICO.PT

Já agora, deixou outro link que poderá interessar. Podem aceder clicando aqui.

Regionalização: As verdades

Imagem retirada da Wikipedia

A propósito de um post d'O Jumento onde se fala da regionalização achei apropriado trazer à luz da ribalta algumas verdades sobre este assunto.

Os que são contra dizem que Portugal é pequeno, é mesmo dos mais pequenos da Europa. Bem, quem diz isto não olha para as estatísticas ou, então, está a mentir para defender interesses próprios, nomeadamente os de Lisboa que fica horrorizada só de saber que terá que dar dinheiro para que Trás-os-Montes ou Beira Interior tenham recursos para se desenvolver. 
Repare-se nos dados seguintes.

Na União Europeia temos 27 países. Desses 27 países, Portugal ocupa o 13º lugar em termos de área e o 9º em termos de população (dados retirados do Eurostat referentes a 2010). Ou seja, em área estamos acima do meio da tabela com 14 países mais pequenos e em população estamos mesmo nos 10 primeiros. Como alguém teria dito "e esta, hein?!"

Se olharmos para aqueles que estão perto de nós em área e população reparamos que aqueles que são ricos estão regionalizados de uma forma ou de outra. Holanda, Bélgica, Áustria, Suíça (fora da UE) e mesmo a Dinamarca estão todos regionalizados. Destes, Portugal é o maior de todos em área e em população só a Holanda é maior. A Bélgica, Áustria e Suíça não só estão regionalizados como são mesmo federações ou confederação no caso da Suíça. A Dinamarca é aquele que está apenas regionalizado e isto apenas desde 2007 pois até aí a Dinamarca estava divida em condados os quais podiam cobrar impostos. 

Note-se também que destes, Holanda, Dinamarca e Suíça são pouco maiores que o Alentejo, chegando a Bélgica a ser mesmo mais pequena em área. Isto é, em dimensão territorial Portugal é duas vezes maior do que qualquer um deles. Apenas a Áustria se mantém mais ou menos ao mesmo nível em área territorial. 

 Imagem retirada daqui
Fora destes fica a Irlanda a qual não está regionalizada mas note-se que a Irlanda tem menos de 4,5 milhões de habitantes numa área ligeiramente mais pequena que Portugal. Ficamos então com um caso contrário de um país que se desenvolveu sem estar regionalizado mas note-se que a Irlanda, por tradição, não sofre do centralismo desmesurado que se verifica em Portugal.

Depois temos ainda a Grécia (sensivelmente igual em população e área a Portugal) que, não estando regionalizada, está, curiosamente, na mesma situação que Portugal. Mostra-se incapaz de ter uma economia em franco crescimento, deficits altíssimos e uma situação financeira crítica. 

Em qualquer um dos países regionalizados também se verifica uma maior equidade nacional em termos de desenvolvimento do que se vê em Portugal ou Grécia. Em ambos, a capital assume um papel excessivamente preponderante face ao resto do país, possuindo um rendimento ao nível das zonas mais ricas da Europa enquanto que o resto dos seus países encontram-se nas regiões mais pobres dessa mesma Europa.

Então temos países administrativamente divididos e/ou com um sistema de Welfare State (Estado Social) bem estabelecido os quais conseguiram ter um nível de qualidade de vida muito alto e taxas de crescimento económico capazes de pôr o país a andar para a frente. Temos um outro país que, embora não se tendo regionalizado, não assumiu um modelo de desenvolvimento centralista, apostando noutro tipo de investimentos.

Por outro lado, temos dois países, Portugal e Grécia, que apostaram em modelos de desenvolvimento centralistas. Ambos foram incapazes de acompanhar o resto da Europa e, neste momento, estão com problemas de coesão nacional com uma região a usar os recursos do resto do país para o seu crescimento enquanto que o restante território empobrece. Ambos estão a braços com uma crise económica sem precedentes na história recente com problemas de natureza financeira à mistura. Ambos tiveram de pedir empréstimos para pagar as suas dívidas.

Sem ser do ponto de vista económico, do ponto de vista cultural, muitos argumentam sobre aquela coisa de Portugal ser uma nação única e indivisível em todos os seus momentos da história. Se assim fosse, deveríamos ter uma país mais ou menos homogéneo linguística e culturalmente falando (isto até porque quem diz isto, geralmente, diz que o país é pequeno). Bem do ponto de vista da língua, num país tão pequenos temos duas línguas, Português e Mirandês. Temos ainda, dentro da primeira uma diversidade tal de sotaques e palavras típicas das regiões que até mete medo para um país que se diz "pequeno". Vos garanto que eu vou a Lisboa e, se quiser, falo português e ninguém me entende. Quem experimentar por um transmontano a falar com um algarvio como ambos falam normalmente e com os regionalismos de cada um, ambos terão mais facilidade em perceber um Espanhol a falar Castelhano. Culturalmente, os costumes do Norte não são os da gente do Sul e mesmo a maneira de estar na vida é bem diferente das gentes do Norte, Centro, Alentejo e Algarve.


Peneda Gerês retirado da Wikipedia 

Isto prende-se, para quem lê história e não fala do pé para mão, com o desenvolvimento do país que foi um aglomerar de regiões com povos diferentes. Até a história de sermos Lusitanos é uma grande aldrabice. Primeiro porque a Lusitânia compreende apenas uma região e povo situado a norte do Tejo e a sul do Douro. Só mais tarde é que as tribos Galegas (Gallaeci - romanização do grego Kallaikói) adoptaram para si o nome de Lusitanos como termo denominador de todos os povos na Península que lutavam contra os Romanos. Aliás, Viriato é herói Português mas também Espanhol...


 Imagem retirada da Wikipedia

O conceito de nação, algo que se quer convencer as pessoas que sempre existiu, é relativamente recente do ponto de vista histórico. Não nos vamos esquecer que, os Reinos eram as terras do Rei e não nação coisa nenhuma.
Assim sendo, e embora o post não seja perfeitamente neutro, não vou dizer se se deve ou não regionalizar o país mais do que deixei implícito. Deixo a liberdade aos leitores para tirarem as suas próprias conclusões face a tudo o que apresentei. 

As melhores decisões são aquelas que tomamos quando desconstruirmos aquilo que nos querem impingir, geralmente, com segunda intenções e construímos as nossas próprias ideias e valores. Em vez de aprender aquilo que se houve e lê cegamente deve-se usar os factos para fazermos nós a nossa própria aprendizagem pessoal em vez de assimilarmos apenas informações, ideias e valores em segunda mão. Foi isso que tentei fazer com este post, contribuir (não se forma exaustiva) para o esclarecimento sobre esta temática que tanta demagogia e mentira faz por aí circular por quem apenas pensa nos seus próprios interesses.

Fontes:

Eurostat
Wikipedia

Eu Não Quero Voltar Sozinho - Curta

Com os devidos agradecimentos a Paulo Prudêncio que postou isto ontem no seu blogue Correntes. Nas suas palavras: "Pode ser um excelente conteúdo para a formação cívica (não desista por causa dos 17 minutos de duração)."

 

Virar tudo do avesso

Não costumo por textos inteiros aqui mas este está tão bom que não resisti. A sua autoria pertence a Baptista-Bastos. Sem mais rodeios aqui fica o texto para vosso deleite.

O paradigma de sociedade sob o qual temos vivido está a esboroar-se. E parece não haver resposta imediata para esta nova desagregação histórica. Em termos políticos somos herdeiros de um enredo corrompido que nos fez viver entre a opressão e o medo, o ódio e a resignação. Quem nos tem dirigido não possui estofo de estadista nem a dignidade de confessar a sua impotência. As últimas décadas são cerzidas com remendos, mistificações, ideologias esgotadas, sem nenhum dos dirigentes ter, alguma vez, apostado, seriamente, na verdade e na liberdade. Sem o menor rebuço nem a mais escassa repulsa, os governantes do PS e do PSD restauraram, nos últimos trinta e tal anos em que se sentaram no poder, o reino da indecisão, da infelicidade e da renúncia.

Os três ex-presidentes que foram ao Prós e Contras (RTP1, dia 11 de Outubro, p.p.) sublinharam essas características, e apenas nos incitaram a resistir e a procurar entender o mundo que nos foi imposto. Nenhum deles falou em resignação. Mas, como não estavam ali para pregar a virtude, nem para evocar excitações antigas, repetiram que a natureza do que nos acontece exige que impeçamos o mundo, o nosso pequeno, assustado e aflito mundo, de se desfazer totalmente. Como? De uma forma ou de outra disseram-nos que a "classe política" é um desfalecimento de causa, e que temos de nos haver e ungir com o que há. O que há, porém, é muito mau. Paciência, é assim.

O paradigma económico, social, político e cultural em que vivemos soçobra a olhos vistos. E ninguém analisa, explica e debate a origem do mal. Os nossos intelectuais mergulharam na nostalgia demencial dos seus insuportáveis universos e das suas angústias insignificantes, desligados das obrigações difíceis que, moralmente, lhes são exigidas. O jornalismo não explica porque não sabe. É penoso ler o que preopinantes impreparados escrevem sobre o que nos rodeia e, afinal, nos limita e escraviza. Os sinais do tempo não se reflectem numa imprensa pejada de comentadores do óbvio, notoriamente inclinada para um só lado da história. As televisões atingem os níveis da desonra. Não são, exclusivamente, "telelixo", constituem, em boa consciência, humilhações que nos infligem.

Soares, Eanes e Sampaio desconhecem como dar a volta ao texto no qual fomos enredados. A padronização do mundo, inculcada pelo capitalismo vitorioso, favorece não só o "pensamento único" (de que tanto se falou, há anos, com presunção e ignorância) como a democracia de superfície e a abdicação de pensar. Evidentemente, há perigos ocultos e ameaças latentes. Eanes falou nas explosões sociais inorgânicas que podem pôr em causa a própria definição de sociedade, tal como a entendemos. Pergunta-se: e essa não será a solução, virar tudo do avesso?


Para recordar a história



Uma história para os políticos e economistas de hoje lerem e recordarem que, quando paga o justo pelo pecador, as coisas podem dar para o torto. Seria bom que eles pensassem sobre isto.

Sugiro, então, a seguinte leitura:

Uma dívida que se pagou caro - Opinião - DN

Recomendação de leitura

Recomenda-se a leitura do post de hoje d'O Jumento. Podem aceder clicando aqui.

Selo


Muito amavelmente, a Em@, deixou-me mais esta prenda no seu blogue há uns tempos atrás. Por negligência e falta de disposição para pegar no blogue só agora tratei de pegar nisto. Desde já agradeço o selito.

Ditam as regras que eu diga 9 coisas sobre mim. Pois... Essa é a parte pior mas aqui vai.

1. Por contraponto à Em@, eu sou do Norte. Sempre me identifiquei com o Norte. O tempo frio do norte que se assemelha à frieza dos povos do norte sempre me apaixonaram... Isto para não falar da beleza de um Inverno cheio de neve.

2. Quando me dá para isso, sou mais casmurro que uma mula.

3. Segundo as palavras de alguém que passou pela minha vida há uns anos atrás, sou bruto e insensível. Há quem lhe chame mau feitio também. Ainda hoje não sei se isto foi um insulto ou um elogio. Há quem diga que foi uma coisa, há quem diga que foi outra.

4. Sou extremamente racional se bem que, por vezes, o coração leva a melhor e quando nem razão nem coração ganha a luta, entro em paranóia.

5. Gosto de animais tirando centopeias, pelas quais nutro um especial ódio. Gosto especialmente de repteis, particularmente de iguanas as quais acho adoravelmente tontas.

6. Raramente consigo odiar alguém mas quando o faço é para sempre.

7. Honestidade para mim é lema e lido mal com a mentira e falsidade.

8. A pior coisa que me podem fazer é desiludir-me. Pior que me trair, algo com o qual eu sei lidar, o pior é a desilusão ou desencanto até. Quando algo ou alguém me desilude ou desencanta a minha alma fecha-se e dificilmente volta a abrir.

9. Adoro o mar e não consigo viver longe da costa, pelo menos, de água. Se for para o interior e tenho de ter um lago ou, melhor ainda, um rio caso contrário definho.

Lisboa, restante Paisagem, SCUTs e Borlas

A propósito desta história das SCUTs O Jumento falou do oportunismo dos dirigentes locais (Presidentes de Câmara) nas suas exigências aqui e aqui. Embora seja, de facto, uma atitude oportunista que move os ditos senhores e não um sentido de luta pelas suas regiões também é facto que isto só acontece porque Lisboa e os seus dirigentes ignoram a existência do resto do país, salvo quando é para irem buscar dinheiro ou protagonismo. 

Cobram portagens nas SCUTs quando elas já estão mais que pagas mas esquecem-se que muitas delas não só não têm alternativas como algumas são nada mais do que estradas nacionais com múltiplas faixas de rodagem. Basta fazer a viagem Porto-Paredes ou a Via do Infante no Algarve para perceber a má qualidade quer de concepção quer de manutenção das mesmas. Assim sendo, antes de terem lata de cobrarem seja o que for, talvez fosse bom explicarem porque é se as auto-estradas estão em tão mau estado e porque é que há tanta pressa em por portagens agora sem que as ditas vias estejam em condições de uso para serem cobradas as suas utilizações. 

Já agora, expliquem-me como é que um estrangeiro que queira percorrer uma destas vias vai pagar a mesma? Terá que pedir por encomenda os ditos chips? E caso não saiba da existência dos mesmos (como penso que a maior parte dos Europeus não saberá) como é que avisam o mesmo que a auto-estrada é paga mas as portagens são virtuais?

Mas voltando à vaca fria, o problema do oportunismo regional é o oportunismo da capital. Sobre isto, e para não me repetir deixo o comentário que escrevi n'O Jumento

O Jumento esquece-se das "borlas" que Lisboa leva à custa do país.

Desde os transportes públicos, a começar pelo Metro de Lisboa, para o qual nunca falta dinheiro para fazer meia dúzia de metros de túnel, até CCBs, pontes em curva a pretexto de se baterem recordes Europeus, Expo, um novo aeroporto, uma nova ponta para um comboio que, pelos vistos não vai a lado nenhum... e fico-me por aqui. Enquanto isso a Linha do Tua cai de podre. O Aeroporto de Faro não recebe os investimentos que devia como aeroporto da maior região turística do país. Os portos de mar deste país são votados ao abandono enquanto se gasta pipas de massa em concursos meio duvidosos no porto de Lisboa. O utente do Metro do Porto paga 95 cêntimos por viagem para percorrer uma porção da linha dentro da cidade do Porto (a qual é consideravelmente mais pequena que Lisboa) enquanto que no Metro de Lisboa se paga 80 e anda-se dentro da cidade toda.

Por isso, caríssimo Jumento, por muita razão que tenha ao criticar a postura dos políticos destas regiões, devia começar antes por criticar o proxenetismo dos políticos e Lisboa que permitem que uma região viva das borlas pagas pelo país.

Concordo que o rendimento do país deve ser igualmente distribuído mas isso não acontece e dê as voltas que dê, Jumento, os dados estão aí para quem tiver olhos ver. Mas há uma coisa na qual o Jumento tocou  e falou muito bem. O país foi habituado à preguiça e ao oportunismo. Desde a função pública, passando pelos belos exemplos da AR, até às empresas privadas, desde gestores ao trabalhador da construção civil, todos estão habituados a fazerem o menos possível.

Mas também seria interessante perguntar que incentivos têm muitos destes para trabalharem com afinco se, no final do mês, ganham o mesmo e continuam a recibos verdes ou contractos a prazo.

Cumprimentos Jumento.

Reblogagem: "Os tempos estão de Direita"


Imagem retirada daqui.

Porque achei o artigo extremamente interessante e porque acho que se assiste hoje a um branqueamento constante das lutas sindicais, de classe, etc e tal do século XX, decidi deixar aqui o link para o post de Miguel Vale de Almeida. Recomendo a todos que o leiam pois vale a pena.

Deixo aqui ainda o comentário que lá deixei porque acho que resume bem o que se passa.

Um excelente texto.

É, de facto, assustador como a direita, sobretudo a extrema-direita, tem crescido na Europa e mesmo cá dentro. As campanhas de ataques aos direitos sociais (Welfare State) criados nos países ocidentais no século anterior como resposta aos “comunismos” do bloco de leste estão agora a ser desmantelados. Desde o fim do comunismo enquanto regime que a “direita” se tem vindo a desligar da social-democracia, regredindo para um capitalismo semelhante ao do inicio do século XX antes das lutas dos movimentos sindicais.

Devíamos estar todos preocupados com isto mas, infelizmente, alimenta-se o povo com futebol e coisas insignificantes.

Estratégias e técnicas para a manipulação da opinião pública e da sociedade…

1 – A estratégia da distracção
Elemento primordial do controle social, a estratégia da diversão consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mutações decididas pelas elites políticas e económicas, graças a um dilúvio contínuo de distracções e informações insignificantes.
A estratégia da diversão é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais, nos domínios da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética.
“Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por assuntos sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar, voltado para a manjedoura com os outros animais” (extraído de “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

2 – Criar problemas, depois oferecer soluções
Este método também é denominado “problema-reacção-solução”. Primeiro cria-se um problema, uma “situação” destinada a suscitar uma certa reacção do público, a fim de que seja ele próprio a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. Exemplo: deixar desenvolver-se a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público passe a reivindicar leis securitárias em detrimento da liberdade. Ou ainda: criar uma crise económica para fazer como um mal necessário o recuo dos direitos sociais e desmantelamento dos serviços públicos.

3 – A estratégia da degradação
Para fazer aceitar uma medida inaceitável, basta aplicá-la progressivamente, de forma gradual, ao longo de 10 anos. Foi deste modo que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante os anos 1980 e 1990. Desemprego maciço, precariedade, flexibilidade, deslocalizações, salários que já não asseguram um rendimento decente, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se houvessem sido aplicadas brutalmente.

4 – A estratégia do diferido
Outro modo de fazer aceitar uma decisão impopular é apresentá-la como “dolorosa mas necessária”, obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. É sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de repente. A seguir, porque o público tem sempre a tendência de esperar ingenuamente que “tudo irá melhor amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Finalmente, porque isto dá tempo ao público para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento.
Exemplo recente: a passagem ao Euro e a perda da soberania monetária e económica foram aceites pelos países europeus em 1994-95 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais do FTAA (Free Trade Agreement of the Americas) que os EUA impuseram em 2001 aos países do continente americano ainda reticentes, concedendo uma aplicação diferida para 2005.

5 – Dirigir-se ao público como se fossem crianças pequenas
A maior parte das publicidades destinadas ao grande público, utilizam um discurso, argumentos, personagens e um tom particularmente infantilizadores, muitas vezes próximos do debilitante , como se o espectador fosse uma criança pequena ou um débil mental. Exemplo típico: a campanha da TV francesa pela passagem ao Euro (“os dias euro”). Quanto mais se procura enganar o espectador, mais se adopta um tom infantilizante. Porquê?
“Se se dirige a uma pessoa como ela tivesse 12 anos de idade, então, devido à sugestibilidade, ela terá, com uma certa probabilidade, uma resposta ou uma reacção tão destituída de sentido crítico como aquela de uma pessoa de 12 anos”. (cf. “Armas silenciosas para guerra tranquilas” )

6 – Utilizar mais o aspecto emocional do que o da reflexão
Apelar ao emocional é uma técnica clássica para o curto-circuito na análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos. Além disso, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para ali implantar ideias, desejos, medos, pulsões ou comportamentos…

7 – Manter o público na ignorância e idiotice
Actuar de modo a que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão.
“A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser da espécie mais pobre, de tal modo que o fosso da ignorância que isola as classes inferiores das classes superiores seja e permaneça incompreensível pelas classes inferiores”. (cf. “Armas silenciosas para guerra tranquilas” )

8 – Encorajar o público a comprazer-se na mediocridade
Encorajar o público a considerar “cool” o facto de ser idiota, vulgar e inculto…

9 – Substituir a revolta pela culpabilidade
Fazer crer ao indivíduo que ele é o único responsável pela sua infelicidade, devido à insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades ou dos seus esforços. Assim, ao invés de se revoltar contra o sistema económico, o indivíduo se auto-desvaloriza e auto-culpabiliza, o que engendra um estado depressivo que tem como um dos efeitos a inibição da acção. E sem acção, não há revolução!…

10 – Conhecer os indivíduos melhor do que eles se conhecem a si próprios
No decurso dos últimos 50 anos, os progressos fulgurantes da ciência cavaram um fosso crescente entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dirigentes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” chegou a um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema chegou a conhecer melhor o indivíduo médio do que este se conhece a si próprio. Isto significa que na maioria dos casos o sistema detém um maior controle e um maior poder sobre os indivíduos do que os próprios indivíduos.

Reblogado daqui.

Reblogagem: Papa Leão X

O post que se segue foi retirado do blogue Pérola de Cultura da Lelé Batita. Um excelente retrato de como a Igreja Católica, antes e agora, gere o negócio da Fé. Obrigado Lelé por me deixares repostar isto. 

As indulgências do Papa Leão X - crimes repugnantes e hediondos, redimíveis a dinheiro


A Taxa Camarae do Papa Leão X (1513-1521)

Um dos pontos culminantes da corrupção humana

A Taxa Camarae é um tarifário promulgado em 1517, pelo papa Leão X (1513-1521) destinado a vender indulgências, ou seja, o perdão dos pecados, a todos quantos pudessem pagar umas boas libras ao pontífice.
Como veremos na transcrição que se segue, não havia delito, por mais horrível que fosse, que não pudesse ser perdoado a troco de dinheiro.
Leão X declarou aberto o céu para todos aqueles, fossem clérigos ou leigos, que tivessem violado crianças e adultos, assassinado uma ou várias pessoas, ou abortado, desde que se manifestassem generosos com os cofres papais.

“ 1. O eclesiástico que cometa o pecado da carne, seja com freiras, seja com primas, sobrinhas ou afilhadas suas, seja, por fim, com outra mulher qualquer, será absolvido, mediante o pagamento de 67 libras e 12 soldos.

2. Se o eclesiástico, além do pecado de fornicação, quiser ser absolvido do pecado contra a natureza ou de bestialidade, deve pagar 219 libras, 15 soldos. Mas se tiver apenas cometido pecado contra a natureza com meninos ou com animais e não com mulheres, somente pagará 131 libras e 15 soldos.

3. O sacerdote que desflorar uma virgem, pagará 2 libras e 8 soldos.

4. A religiosa que quiser alcançar a dignidade de abadessa depois de se ter entregue a um ou mais homens simultânea ou sucessivamente, quer dentro, quer fora do seu convento, pagará 131 libras e 15 soldos.

5. Os sacerdotes que quiserem viver maritalmente com parentes, pagarão 76 libras e 1 soldo.

6. Para todos os pecados de luxúria cometidos por um leigo, a absolvição custará 27 libras e 1 soldo; no caso de incesto, acrescentar-se-ão em consciência 4 libras.

7. A mulher adúltera que queira ser absolvida para estar livre de todo e qualquer processo e obter uma ampla dispensa para prosseguir as suas relações ilícitas, pagará ao Papa 87 libras e 3 soldos. Em idêntica situação, o marido pagará a mesma soma; se tiverem cometido incesto com os seus filhos acrescentarão em consciência 6 libras.

8. A absolvição e a certeza de não serem perseguidos por crimes de rapina, roubo ou incêndio, custará aos culpados 131 libras e 7 soldos.

9. A absolvição de um simples assassínio cometido na pessoa de um leigo é fixada em 15 libras, 4 soldos e 3 dinheiros.

10. Se o assassino tiver morto a dois ou mais homens no mesmo dia, pagará como se tivesse apenas assassinado um.

11. O marido que tiver dado maus tratos à sua mulher, pagará aos cofres da chancelaria 3 libras e 4 soldos; se a tiver morto, pagará 17 libras, 15 soldos; se o tiver feito com a intenção de casar com outra, pagará um suplemento de 32 libras e 9 soldos. Se o marido tiver tido ajuda para cometer o crime, cada um dos seus ajudantes será absolvido mediante o pagamento de 2 libras.

12. Quem afogar o seu próprio filho pagará 17 libras e 15 soldos [ou seja, mais duas libras do que por matar um desconhecido (observação do autor do livro)]; caso matem o próprio filho, por mútuo consentimento, o pai e a mãe pagarão 27 libras e 1 soldo pela absolvição.

13. A mulher que destruir o filho que traz nas entranhas, assim como o pai que tiver contribuído para a perpetração do crime, pagarão cada um 17 libras e 15 soldos. Quem facilitar o aborto de uma criatura que não seja seu filho pagará menos 1 libra.

14. Pelo assassinato de um irmão, de uma irmã, de uma mãe ou de um pai, pagar-se-á 17 libras e 5 soldos.

15. Quem matar um bispo ou um prelado de hierarquia superior terá de pagar 131 libras, 14 soldos e 6 dinheiros.

16. O assassino que tiver morto mais de um sacerdote, sem ser de uma só vez, pagará 137 libras e 6 soldos pelo primeiro, e metade pelos restantes.

17. O bispo ou abade que cometa homicídio por emboscada, por acidente ou por necessidade, terá de pagar, para obter a absolvição, 179 libras e 14 soldos.

18. Quem quiser comprar antecipadamente a absolvição, por todo e qualquer homicídio acidental que venha a cometer no futuro, terá de pagar 168 libras e 15 soldos.

19. O herege que se converta pagará pela sua absolvição 269 libras. O filho de um herege queimado, enforcado ou de qualquer outro modo justiçado, só poderá reabilitar-se mediante o pagamento de 218 libras, 16 soldos e 9 dinheiros.

20. O eclesiástico que, não podendo saldar as suas dívidas, não quiser ver-se processado pelos seus credores, entregará ao pontífice 17 libras, 8 soldos e 6 dinheiros, e a dívida ser-lhe-á perdoada.

21. A licença para instalar pontos de venda de vários géneros, sob o pórtico das igrejas, será concedida mediante o pagamento de 45 libras, 19 soldos e 3 dinheiros.

22. O delito de contrabando e as fraudes relativas aos direitos do príncipe contarão 87 libras e 3 dinheiros.

23. A cidade que quiser obter para os seus habitantes ou para os seus sacerdotes, frades ou monjas autorização de comer carne e lacticínios nas épocas em que está vedado fazê-lo, pagará 781 libras e 10 soldos.

24. O convento que quiser mudar de regra e viver com menos abstinência do que a que estava prescrita, pagará 146 libras e 5 soldos.

25. O frade que para sua maior conveniência, ou gosto, quiser passar a vida numa ermida com uma mulher, entregará ao tesouro pontifício 45 libras e 19 soldos.

26. O apóstata vagabundo que quiser viver sem travas pagará o mesmo montante pela absolvição.

27. O mesmo montante terá de pagar o religioso, regular ou secular, que pretenda viajar vestido de leigo.

28. O filho bastardo de um prior que queira herdar a cura de seu pai, terá de pagar 27 libras e 1 soldo.

29. O bastardo que pretenda receber ordens sacras e usufruir de benefícios pagará 15 libras, 18 soldos e 6 dinheiros.

30. O filho de pais incógnitos que pretenda entrar nas ordens pagará ao tesouro pontifício 27 libras e 1 soldo.

31. Os leigos com defeitos físicos ou disformes, que pretendam receber ordens sacras e usufruir de benefícios pagarão à chancelaria apostólica 58 libras e 2 soldos.

32. Igual soma pagará o cego da vista direita, mas o cego da vista esquerda pagará ao Papa 10 libras e 7 soldos. Os vesgos pagarão 45 libras e 3 soldos.

33. Os eunucos que quiserem entrar nas ordens, pagarão a quantia de 310 libras e 15 soldos.

34. Quem, por simonia, (compra ou venda ilícita de benefícios eclesiásticos) quiser adquirir um ou mais benefícios deve dirigir-se aos tesoureiros do Papa que lhos venderão por um preço moderado.

35. Quem, por ter quebrado um juramento, quiser evitar qualquer perseguição e ver-se livre de qualquer marca de infâmia, pagará ao Papa 131 libras e15 soldos. Pagará ainda por cada um dos seus fiadores a quantia de 3 libras.”

No entanto, para a historiografia católica, o Papa Leão X, autor de um exemplo de corrupção tão grande como o que acabamos de ler, passa por ser o protagonista da «história do pontificado mais brilhante e talvez o mais perigoso da história da Igreja».

(Fonte: Rodríguez, Pepe (1997), Mentiras fundamentais da Igreja católica. Terramar - Editores, Distribuidores e Livreiros -
(1.ª edição portuguesa, Terramar, Outubro de 2001 - Anexo, pp. 345-348)

Retirado de Pérola de Cultura

Vergonha precisa-se a qualquer preço! - post do Dr. Shue

Nota: O seguinte post é da autoria do Dr. Shue (como devem ter percebido pelo título). Encontra-se publicado no seu blogue, MAIRDENUBOSKE. Por esta razão desactivei os comentários para este post. Peço, a todos que queiram comentar, que o façam no blogue do Dr. Shue.

Tinha prometido a mim mesmo que faria um interregno durante o fim-de-semana mas parece que a moda da mentira é mais contagiosa que o bacilo de Koch. Menti-me a mim mesmo porque piamente acreditava que não iria sucumbir à tentação de redigir mais um fardo de farpas bem afiadas e prontas a serem usadas.

O problema reside no facto de realmente não faltar material que sirva de inspiração neste país. Seja stand-up comedian, seja cartoonista, seja simples humorista, mesmo que decadente, o que se torna difícil é a escolha de que sobre falar. O ridículo atingiu um nível tal que em vez de me irritar dou por mim a rir-me que nem um desalmado de tanto disparate e de tanta falta de vergonha que temos vindo a assistir, num crescendo constante. Aliás é a uma das poucas constantes no meio de toda a contenda entre sociedade civil e governo. Para além do desajustamento do discurso à realidade nacional, o mote principal tem mesmo sido a falta de vergonha

Falta de vergonha por ao fim de quatro anos de sacrifícios que resultaram num ainda maior afundamento da economia real em que nada do que servia de justificação foi conseguido, nem mesmo o equilíbrio das contas públicas ou a redução do défice, falta de vergonha por mesmo após o investimento realizado nas SCUT estar mais do que saldado virem agora cobrar portagens com base nesse mesmo argumento à semelhança da prática de décadas na ponte 25 de Abril com a teoria do "utilizador-pagador", falta de vergonha por andarem a enganar o povo com falsas promessas e apoios sociais quando o PEC (Plano de Estabilidade e Crecimento) o que prevê é, mais uma vez, um assalto às economias que quem tem sustentado o sistema nacional de segurança social, falta de vergonha por não assumirem uma postura de responsabilização ainda que somente moral quando vêem os seus nomes envolvidos comprovadamente em escândalos financeiros ao mais alto nível, nem que fosse para que não restasse qualquer dúvida da sua inocência, falta de vergonha, quando com sorrisos, abraços e beijinhos anda uma ministra da educação a tentar convencer os parvos de que é muito diferente e mais sensível aos problemas do que a anterior o foi., dizendo praticamente o que lhe apetece sem saber realmente a verdadeira dimensão do que é proferido. Poderia continuar quase infinitamente mas não tenho a falta de vergonha necessária para estar a massacrar quem me lê.

O povo não anda descontente, contudo. O povo até acha que o ataque a quem tem posses é justificado e lógico. Claro! Na sua ignorância e no mais puro espírito lusitano quem está mal não é quem ganha pouco e que mal consegue sustentar a sua família, quem está mal não é quem sobrevive graças a subsídios, quem está mal não é quem passa anos dependente da caridade de outros mas sim os que ainda vão podendo fazer uma vida mais ou menos digna. Enquanto tivermos mentalidades baseadas em tempos idos, onde pelo menos os valores morais e sociais ainda prevaleciam, nunca conseguiremos deixar de estar em declínio. Uma sociedade como a actual só é boa para a proliferação da corrupção, para a consolidação de uma ditadura escondida atrás de uma democracia decadente, para a destruição de tudo o que nos possa orgulhar de ainda sermos portugueses. Valha-nos o cordeiro de Deus que dizem tirar o pecado do mundo... já que quem o representa enfim... é humano!

- Publicado originalmente em MAIRDENUBOSKE.

Tribunal não encontra obstáculos legais ao casamento homossexual

Porque me fartei de falar disto, não por pensar que não é importante mas antes porque acho que e já perfeitamente inútil, faço reblogagem dum post do Pérola de Cultura o qual pode ser acedido clicando aqui

Quem quis e quer perceber a realidade dos factos percebe e não precisa que lhe expliquem as coisas. Quem não quis e não quer perceber a realidade dos factos refugiando-se em argumentos historicamente falsos ou, então, perfeitamente demagogos e hipócritas de pouco vale continuar a falar. 

Penso que seria um exercício tão fútil como tentar por um calhau a falar.

Chamo a atenção para o link que se encontra no referido post, o qual remete para um texto, no mínimo interessante.

Post n'O Jumento - O dia do Judeu



Poderão ler o post completo clicando aqui.

Aqui fica um cheirinho.

"Só que já estamos em pleno século XXI e não é possível manter o encobrimento dos crimes praticados por alguns dos seus padres da mesma forma que se manteve a condenação de Galileu. A crise em que a Igreja Católica se está a envolver não se deve a um fenómeno novo, nada do que sucedeu nos últimos meses foi novidade, o que mudou foi o mundo e uma boa parte da Igreja Católica, incluindo o papa, ainda não o percebeu."

"Os direitos dos cidadãos estão acima dos interesses da Igreja, os seus padres não estão acima da lei para defesa do bom nome da Igreja, foi isto que o papa e um bom número de bispos não perceberam a tempo. Não perceberam que não podiam exigir que a lei contemple a prisão das mulheres que abortam ao mesmo tempo que os seus crimes se resolviam com meia dúzia de ave-marias e uma oportuna mudança de paróquia."

"O problema da Igreja não é saber como fazer esquecer o assunto mas sim como aceitar e assumir as culpas. D. José Policarpo, cardeal patriarca de Lisboa, soube fazê-lo ainda que saiba que as vítimas do padre Frederico foram esquecidas e ainda não receberam a indemnização a que o padre Frederico foi condenado. Mas D. José Policarpo foi a única voz inteligente que ouvi, todos os outros parecem estar mais preocupados em tentar abafar e desvalorizar as culpas do que em assumi-las, estão mais preocupados em proteger-se do que em proteger as vítimas."

- in O Jumento.

Afinal parece que não é só deste lado do Atlântico

Chamo a atenção para um post do Ponderantes. É interessante ver que, mesmo em países diferentes separados por um vasto oceano, as coisas são estranhamente parecidas. Podem aceder ao post clicando aqui

PSD...




Em resposta a um post n'O Jumento deixei lá os meus dois cêntimos, os quais compartilho com os meu leitores pois traduz a minha opinião sobre o que se passa na política portuguesa e porque temos de  um governo de José Sócrates o qual se tem revelado incapaz de resolver os problemas do país. Sugiro que leiam o post original pois está interessante. O link fica aqui.

Por alguma razão [o PSD] não ganham eleições desde que Cavaco saiu de lá. E quando ganham não é por mérito mas por falta de candidatos a correrem contra eles. Há, e mesmo assim ainda precisaram de ir pedir uns quantos deputados emprestados ao CDS-PP de Paulo Portas.

O PSD já deixou de ser partido há muito. Agora é uma colecção de militantes que partilham uma única coisa, um ódio a Sócrates que lhes rouba o poleiro sabe-se lá como, façam eles o que fizerem. É uma colecção de gente medíocre que já não sabe o que defende, que não tem valores e que tem como único interesse voltar ao poleiro. Ninguém se engane. O PSD quer, de facto, chegar ao governo mas esse é o seu único objectivo. Lá, à semelhança do que aconteceu antes (mesmo com maioria absoluta - ainda que bi-partidária), andarão à deriva, ao sabor da corrente e, se correr mal, o líder arranja uma saída qualquer.

Aliás, queriam eles que Sócrates fizesse o mesmo. Mas o homem é teimoso (se calhar também agarrado ao poder) e, por mais pedras que lhe atirem e por pior que corram as coisas, ele levanta-se sempre e não desiste. Por um lado ainda bem, pois se Sócrates é mau, a oposição é uma tragédia. Caso este PSD chegasse ao poder teríamos uma hecatombe nacional onde os bois seriam os próprios portugueses.