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Começar a vida com dívidas, não é solução.

Eu gostava de saber porque é que ainda há gente com lata para sugerir que pedir um empréstimo para tirar um curso superior é solução. Depois das tragédias do que se passa nos EUA com este sistema é, de facto, preciso muita lata e desfaçatez para sugerir isto. 

 Até porque faz perfeito sentido alguém que quer comprar casa, carro, construir uma vida, ter filhos/familia começar, logo à partida, com uma dívida de milhares de euros sem sequer ainda ter rendimentos. 

O curioso é que, sempre que ouço falar nisto, esta sugestão vem sempre de quem NÃO precisa destes empréstimos porque os papás podem ou puderam-lhe pagar um curso superior. 

 Quando se junta ignorância, hipócrisia e imbecilidade, temos ideias de merda como esta.

30 anos de ganância...


Pois e tal... Afinal não por haverem mais juízes, médicos, professores e outros altos quadros que a média de salários no público é mais alta que no privado... Quando isto acontece, basta fazer contas para se perceber que o Estado só podia ter um caminho: o da falência.

Imaginem uma família de quatro pessoas, os pais e dois filhos. Os pais ganham os dois 100€. 50€ vão para as necessidades básicas e o restante é para distribuir pelos membros da família para os seus gastos pessoais, ou seja, 12,5€ para cada um. Agora imaginem que os filhos gastam constantemente 20-30€ por mês. O que vai acontecer? A família vai à falência pois os pais não ganham para sustentar os filhos.

No Estado é a mesma coisa. Quando no privado se ganha menos e se tem que pagar mais para o sustentar o público o resultado é a falta de liquidez a dada altura. Ou o Estado está dotado de meios lucrativos, nomeadamente empresas públicas lucrativas que transferem os seus lucros para o Estado e assim se consegue equilibrar as contas, ou o Estado tem que pagar o mesmo que se paga no privado. Caso contrário, cria-se um Estado que sorve os recursos do privado o que só leva a que ambos fiquem sem dinheiro.

O problema não é de agora. O problema não é dos funcionários públicos. O problema não é da produtividade do privado. O problema é da cambada de inaptos que nos dirigem há 30 anos, quer no público, quer no privado e de quem votou neles.

O difícil agora é explicar às pessoas que por culpa de má gestão, ou gestão danosa mesmo, agora vai tudo corrido a cortes.

Resolução de Ano Novo

 
Agora que se aproxima um ano novo, eu decidi tomar umas certas medidas a nível pessoal, a bem da minha sanidade mental. Tipo, resoluções de Ano Novo. Nomeadamente, vou escrupulosamente restringir com quem falo e onde comento aqui na internet e, posteriormente, na vida real também.

Não me resta outra opção. 

Mais do que isso, irei restringir seriamente por onde deito as vistinhas de modo a nem sequer me sentir tentado em comentar. Quando tiver algo para dizer, passarei a fazer um post sobre o assunto. Mas não andarei mais por ai, na net ou na vida real, a tentar explicar à generalidade das pessoas o que se passa. Não perderei tempo a retorquir imbecilidades alheias. Não perderei tempo, nem paciência, a tentar explicar a imbecis porque é que agora estão a ser chupados financeiramente. Não perderei tempo a mostrar a outro tipo de imbecis porque é que andam enganados. Não me meterei mais em conversas imbecis com gente imbecil que só levam a filosofias baratas cheias de cegueira e ignorância.

Isto porque tal é um exercicio desgastante para mim e inútil para os imbecis. Eu fico psicologicamente exausto, stressado por vezes até, e os imbecis, no final, continuarão alegremente imbecis. 

Até porque, repare-se, para explicar a um imbecil ignorante o porquê de ser imbecil ignorante, muitas vezes é preciso baixar-se ao nível deles. Como não tenho jeito nenhum para fazer de imbecil ignorante, caio no ridículo de entrar no campo do inimigo e, como resultado, desgasto-me de ouvir tanta imbecilidade junta sem forma de responder na mesma moeda porque, como antes disse, falta-me esse talento.

Outro dia, vindo directamente da Noruega, chegou-me à frente das vistas uma fantástica frase que resume bem o meu problema. Dizia a frase qualquer coisa como, "Never argue with idiots! They bring you down to their level and beat you with experience!".

A partir de agora, irei limitar muito onde e como comento. Não estou para aturar gente louca nem, tão pouco, gente que me vem tentar dar lições, repetindo hoje coisas que eu disse há anos atrás. Escuso-me a estas tristes imbecilidades e outras do género. Escuso-me a tentar fazer cegos verem e surdos ouvirem.

É tempo perdido.

De uma vez só, mata-se a Democracia e a República

 

Um governo que tem membros que acham que fazer as coisas à socapa, sem conhecimento dos cidadãos, que acha que é melhor apresentar as coisas como factos consumados, não é governo não é coisa nenhuma! 

O referendo na Grécia e toda a trapalhada que se gerou à volta dele, marcou o fim da democracia na Europa e começo daquilo que já havia há muito, a corporocracia ou finançocracia. Foi o fim de uma era em que se confirmou que os povos há muito que tinham deixado de eleger os seus representantes mas sim elegiam os representantes dos grandes interesses corporativos do grande capital, quer das empresas quer de indivíduos.

Em Portugal, a Democracia ou mesmo a deficitária República Portuguesa, na sua terceira encarnação, assiste também ao seu fim pelas mãos de dois partidos que, curiosamente, têm a palavra democracia no seu nome: PSD, Partido Social Democrata, e CDS, Centro Democrático Social. 

De facto, hoje, vejo que me enganei. A crise financeira não acabou com o capitalismo. Acabou sim com a governação do povo, como um todo, directamente ou através dos seus representantes substituindo-a pela eleição de representantes da finança mundial. Isto é, daqueles que, sem trabalharem muito, se dedicam a fazer dinheiro com o suor e trabalho dos outros. 

Resta perguntar como é que isto aconteceu... Mas a resposta é fácil. Aconteceu e está a acontecer porque o povinho lorpa deixou que isso acontecesse. Acreditou nas cantigas que vinham dos diversos partidos (sobretudo do PS, PSD e CDS). Acreditou em Sócrates e depois ainda teve a iluminada ideia de achar que Coelho seria diferente. 

Por mim, estão todos a ter o que merecem. Quando não se protege aquilo que se tem e se dá tudo como adquirido, tudo se perde.E estamos tão mal, que o governo consegue dar-se ao luxo de ter membros que acham que o povo não tem que participar nas coisas nem estar informado das intenções de quem o governa. 

Agora, aqui estamos. Agora, quem quiser que feche a porta. Votaram neles, deixaram-se todos fazer de estúpidos, agora, aturem-nos.

A distorção da realidade baseada em preconceitos

 
Sexagenário preso por abuso sexual reiterado a menina de 10 anos - JN

Pedófilos atacam alunos da escola agrícola de Chaves - JN

Não sei se já repararam que, sempre que há uma crise onde a direita em Portugal está metida, começam a aparecer nos jornais casos de violação de menores. Com Durão Barroso, por exemplo, foi o caso Casa Pia (ainda por resolver).

Outra coisa interessante de notar, é a maneira como estes jornalistas de meia tigela abordam os casos. No primeiro, é um sexagenário que abusa de uma menina. No segundo, já é pedofilia pois trata-se de violação de rapazes. Ou seja, a coisa é a mesma mas, no primeiro como é pedofilia heterossexual é um abuso. No segundo, onde a pedofilia é homossexual, já é Pedofilia, não é abuso sexual. 

Interessante notar também o contraste da gravidade dos textos. No primeiro, é uma mera constatação de um facto. No segundo, é uma ofensa gravíssima. Agora repare-se como é distorcida esta maneira de falar das coisas. No caso do sexagenário, estamos a falar de uma violação continuada, de um membro da familia a outro. No segundo, estamos a falar de jovens que são aliciados com dinheiro e coisas afins para actos sexuais. Ou seja, no primeiro, apesar de ser uma pedofilia forçada é apenas considerado um abuso enquanto que no segundo, onde os putos até são pagos e, concluo, vão de livre e espontânea vontade, é pedofilia, são "atacados" como diz a notícia.

Em vez de se tratar o que é igual por igual e o que é diferente de maneira diferente, não. Põe-se tudo no mesmo saco, mistura-se muito bem e, como resultado, temos algo subjectivo, repleto de preconceitos e mentiras. Pior, chega-se a atenuar uma violação no seio familiar e agrava-se um acto que, por ilegal e repugnante que seja, foi consentido e pago. 

No final, fico com a ideia que, em Portugal, as palas são grandes e que, no lugar onde deveria estar a cabeça, os portugueses têm merda. 


O Orçamento para o Desastre



Este orçamento de estado (tudo com minuscula) é um verdadeiro desastre para o país. Não tem pés nem cabeça. É um orçamento para tapar buracos de estrada com areia. Com os primeiros chuviscos, lá aparecem os malfadados buracos.

Um orçamento que aumento impostos a quase, ênfase no quase, todos mas deixa alguns "privilegiados" de fora não pode ser um orçamento sério. Um orçamento que começa por deixar de fora alguns porque, técnicamente falando, não recebem reformas mas sim subvenções é gozar com a cara dos contribuintes. Um orçamento que, pelos vistos, vai deixar de fora nas reduções dos susbsidios de Natal e Férias os senhores do Banco de Portugal é algo que não é de gente séria.

Dizem-me que "isso são coisas pequenas que, mesmo tributadas e tudo o mais, são insignificantes no quadro geral." Pois, se calhar até são. O problema aqui, para além de um receita que se poderia arrecadar, obviamente, é maior do que uma mera contabilidade. É um problema moral. Ninguém aceitar, em aceitará, que uns sejam penalizados enquanto outros são beneficiados. É uma questão de igualdade e, sobretudo, de demonstar que TODOS estão a fazer um esforço para corrigir os erros do passado. Sem esta moralidade, tudo cairá em saco roto, mais tarde ou mais cedo.

Mas, vindo de um governo que tem dois membros que se acham no direito MORAL de pedir apoios para a sua deslocação para Lisboa quando já têm casa nessa mesma cidade, é um governo aldrabão. É um governo sem autoridade para impor seja o que for a quem for. É um governo que não ganhará o respeito de ninguém. Assim sendo, só irá conseguir impor a sua vontade pela força da Lei ou dos cacetetes das forças de autoridade.

Pior do que isto, é um orçamento que irá destruir a classe consumidora e geradora de riqueza. Não vai, também, ajudar empresa nenhuma, muito pelo contrário. Muitas irão à falência por causa do agravamento do IVA e outros impostos. É um orçamento, portanto, que irá ter como resultado o colapso económico do país. Isto levará a mais crise para o ano 2012 e seguintes e terá como destino a bancarrota, inevitavelmente. Não se consegue sair de uma crise sem crescimento económico o qual não é potencializado aqui.

É um orçamento que corta em tudo que é essencial e da inteira resposabilidade do Estado (Saúde e Educação) e aumenta no que é da resposabilidade dos agentes privados (Ministério da Economia). Ao Estado não cabe investir nas empresas nem financiar a banca. Ao Estado cabe para potenciar o crescimento através de mecanismos legais e educação civica e não atirando dinheiro para empresas que não o conseguem gerar sozinhas. Ou seja, este orçamento faz exactamente o oposto do que deveria fazer.

Resumindo. O actual governo criou um orçamento que é um verdadeiro desastre para qualquer pessoa mediana e só irá conseguir que, para o próximo ano e seguintes, se tenha que eleger alguém que vá para lá resolver os problemas que eles criaram antes de tratar dos problemas que Sócrates e seus antecessores deixaram. 

A austeridade assente em areias movediças.


Recessão supera 2,5% e desemprego agrava-se em 2012 - Especiais - DN

Este governo, cheio de teóricos e gente que percebe pouco do que anda a fazer, está convencido que, aplicando medidas de austeridade a torto e a direito que tudo se endireitará. Aumentam-se os impostos, aumenta-se a receita. Isto é verdade num cenário de crescimento económico. Como não estamos, nem se prevê que se esteja tão cedo num cenário desses, por muito que se aumentem os impostos, não se irá conseguir aumentar a receita.

Com uma recessão de 2,5%, esta troika de teóricos de boa governação no governo, irá [e terá] forçosamente de aumentar ainda mais os impostos, ao ponto de apenas conseguir estagnar por completo a economia e, como tal, levar-nos à falência certa. 

Desenganem-se os que pensam que chegamos aqui com Sócrates. Desenganem-se os que acreditam que este governo irá ser a salvação nacional. E, sobretudo, desenganem-se os que ainda acreditam que estes sacrifícios são necessários e úteis. Necessários, ainda acharia que sim se existissem medidas de crescimento económico e se o corte na despesa fosse realmente corte. Se acham mesmo que estes senhores foram para lá para resolver os problemas do país, sendo as pessoas de bem e altruístas que querem parecer, não veríamos notícias de membros do governo com casa em Lisboa a sequer pedir ajudas para a sua "fixação" em Lisboa. Um governo que pede sacrifícios, que corta tudo a todos mas tem membros que se acham no direito de, para além do salário e todas as mordomias, ainda receberem mais de 1000 euros por mês para despesas relacionadas com o seu "novo" local de residência é um governo de mentirosos, no qual só gente muito ceguinha pode ainda ter confiança.

Tradução do cartaz no fim deste post.
Mas estes problemas já são muito antigos. Passos não o criou, mas também não o irá resolver. Sócrates também não o criou, simplesmente continuou a bela tradição de governante português de tratar de resolver os problemas da vida dos amigos e, nos tempos livres, ir governando o país atirando dinheiro a tudo e todos. Aliás, o mesmo que Cavaco fez com o betão. Esse também estava convencido que com dinheiro para as construtoras, os problemas económicos do país ficariam resolvidos.

Como todos os que agora se acham salvadores nacionais são os mesmos que nos trouxeram até aqui, a única coisa que podemos esperar é mais do mesmo. Mentiras e aldrabices. Incompetência e falta de inteligência. Assim sendo, se temos um governo que apenas sabe cortar no bolso dos outros, quer com cortes nos vencimentos, quer com aumentos de impostos, ou ainda que corta nos serviços essenciais (os quais são inteiramente da responsabilidade do governo e não do privado) sem qualquer critério cientifico para além do "reduzir custos", e que não potencia a criação de riqueza, o único caminho que nos resta é uma lenta e prolongada agonia até ao derradeiro destino que é a falência.

Já agora, para aqueles que acham que a solução passa pelos cortes agora para quando a Europa começar a crescer nos levar junto, aviso já que, quando isso acontecer, quando a Europa resolver os seus problemas, irá esquecer os problemas de Portugal. Conclusão, iremos ao fundo à mesma.

E para os amantes e fieis seguidores do neoliberalismo e capitalismo anti-social, deixo a analogia, para que percebam melhor o que quero dizer. Uma empresa que vive de dinheiro emprestado, que não produz, não vende e, portanto, não gera receita e lucro, tem como único destino a cessação de actividade, ou seja, a falência. Cortar nos salários dos trabalhadores e aumentar o preço daquilo que quer vender, quando muito, prolonga o tempo que demorará a chegar à bancarrota.


Verdades da Empresas Públicas [de transportes]

Costuma-se, e agora anda por ai mesmo muito em voga, dizer que as Empresas Públicas dão prejuízos. São mal geridas e coisa e tal. É um facto. Dão prejuízo e, em parte, isso deve-se à má gestão de algumas das empresas as quais têm gestores que foram para lá não pela sua competência mas pela sua amizade a pessoa x, y ou z. Isto é um facto.

Mas importa não esquecer que, apesar de tudo, há outros factores que contam tanto ou mais como isso. Uma são as transferências as quais o governo está obrigado a fazer e não as faz, com particular ênfase nas empresas de transportes. Outra são as directivas que por vezes saem de Lisboa para as Empresas Públicas que contrariam todo o bom senso.;

Outro dia chegou-me um exemplo disto mesmo e que eu não sabia. Aqui há uns anos, uma empresa de transportes PRIVADA estava à beira da falência. Mais mês, menos mês fecharia. Ora, assim de repente, chega um telefonema a uma empresa pública de transportes de passageiros, vinda do governo central, na qual se dizia que essa mesma empresa pública iria encetar "negociações" com a dita empresa PRIVADA de transportes à beira da falência para a concessão de certas carreiras. No entanto, haveria uma regra. As condições da concessão dessas mesmas carreiras da Empresa PÚBLICA à Empresa PRIVADA seriam ditadas única e exclusivamente pela mesma Empresa PRIVADA.

Penso que não será preciso fazer um desenho para qualquer um com dois dedos de testa perceber o que está mal nesta imagem...

Mas há mais exemplos. Repare-se na PT e no seu fundo de pensões. Uma empresa PRIVADA (ex-empresa pública) nas mãos dos amigos que andam pelas privadas, a usar o seu dinheiro para salvar o Estado.

É este principio que faz das Empresas Públicas portuguesas, sejam elas nacionais ou municipais (que são outra história gira de se analisar), servirem para cobrirem os erros dos amigos do Estado e o próprio Estado, enquanto ninguém meter na cabeça que, embora públicas, são empresas e terão de ser autónomas e viáveis, elas irão continuar a dar prejuízo.

Penso é que chega de dizer que, empresa por ser pública, dá prejuízo logo à partida. É uma falácia, uma pura mentira, aldrabice e trafulhice intelectual fazer este raciocínio e só quem está com palas e não vê onde está o verdadeiro problema (na cadeia de favor, vícios e promiscuidade relacional entre políticos e companhia LDA).

Acho que é tempo de nos deixarmos de merdas (if you'll excuse my French) e por a culpa onde ela verdadeiramente está. Exija-se aos políticos responsabilidade. Mas não se esqueçam, depois de lhes exigirem a eles, preparem-se porque naturalmente eles irão exigir dos restantes o mesmo grau de responsabilidade. E, assim, se construirá um país.

A propósito, deixo um vídeo que anda por ai a circular que mostra bem onde estão os vícios deste país.

Pois e tal, não é tão bom como se esperava...

 
Hoje surgiram mais dados da execução orçamental e, consequentemente, do deficit. Para já, sabe-se que caiu... Mas o tombo foi pequeno e malfadado bicho não morreu. Persiste. Resiste. Depois de sucessivos aumentos de impostos, de tarifas de transporte, de cortes grotescos em "certas" áreas, o deficit, essa criatura obscena, manteve-se nos 8,3% depois de ter sido assumido que o valor no final do ano devia ser 5,9%... 

Parece que afinal, o problema em controlar ou não do deficit não era só do governo socialista nem de José Sócrates. Já no passado, uma outra dupla com um mesmo membro, Durão Barroso e Paulo Portas, vieram com a história que a culpa era de Guterres. Quando Durão Barroso abandonou o barco, o deficit que tinha deixado ao país era maior do que aquele que tinha quando lá chegou ao governo. Agora, uma outra dupla mas em tudo idêntica à primeira, Passos Coelho e, surpresa, Paulo Portas, anda pelo mesmo caminho. Podem-me dizer que Passos não tinha percebido o problema de controlar o deficit e foi demasiado optimista. Pois sim. Contem essa história para quem se quiser iludir. 

Pela minha parte, o verdadeiro problema está no facto de termos tido e continuarmos a ter gente do mesmo calibre nos mesmos postos e a soldo dos mesmos interesses. Não interessa o partido, pois a política, da esquerda à direita, está pobre e podre. Só lá temos académicos, teóricos e políticos de carreira que, a lhes retirarem isso, iriam rapidamente para uma esquina mendigar pois mais nada sabem fazer na vida. Isso ou iriam para um tacho qualquer numa empresa "amiga".

Como não se pode cortar aos amigos e cortar a "nós próprios" custa, o deficit não vai desaparecer. Como falta criatividade, conhecimento prático, inteligência e diligência aos nossos políticos, já para não falar de coragem, para o ano (senão mesmo já neste) iremos continuar com mais impostos. Se não conseguirem ou não os deixarem, como já ouvi recados da "troika" (o que não deixa de ser irónico), então contem em pagar o mesmo por nada. Serviço Nacional de Saúde, Segurança Social, etc... Tal e coisa... Serão miragens e coisas para os livros de história. 
O "povinho" está adormecido e quando acordar, verdade seja dita, irá acordar para fazer asneira. Irá acordar para reivindicar a manutenção de privilégios e não direitos. Irá exigir aumentos salariais para os quais o país não tem dinheiro (e não é de agora). Irá reivindicar muita coisa menos aquilo que devia: uma verdadeira mudança na classe política e políticas de governo sérias e não meros chavões eleitorais e populistas, já para não falar em mentiras que só cegos não vêem.

Entretanto, na volta, como de resto já disse neste espaço antes, podemos começar a contar que este governo não chegará ao fim. Mas a ver vamos pois ainda agora começaram os problemas.

Pai desmente que tenha entregue filho na PSP


Como eu gosto de gente louca que adora fazer passar os outros por loucos e estúpidos. 

Então não é que sua excelência, este fantástico progenitor, diz agora que não foi à esquadra? Mas ele tem noção do que diz ou fala porque ficou com o cú quente? Estará consciente ele que acabou de acusar o JN e a PSP de mentirem? O jornal ainda estou como o outro, podia ter havido informações erradas, agora a PSP? Não me parece que os polícias andem a inventar histórias de pessoas que lhes vão às tantas da madrugada à esquadra para entregar o filho por este ser homossexual! 

Esta coisa de ser homofóbico e depois se ter vergonha de o ser quando a sociedade recrimina esse comportamento tem que se lhe diga... De facto, o pai deveria procurar um médico mas não para o filho como ele anuncia na notícia. Ele deveria procurar um psiquiatra para tratar a insanidade e confusão que vai na sua própria cabeça.

Fico surpreendido e esperançado que esta anunciada investigação dê frutos porque este pai não merece ter seja que filho for. 

Registo também que, de todas as associações LGBTs, só a amplos (Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual) se dignou a falar do caso e, mesmo assim, fez pouco a meu ver. Não consegui achar mais nada em nenhuma das outras.

Acrescento ao último post



Ao último post, tenho afinal mais uma coisa a acrescentar. Onde estão as organizações de defesa de LGBTs? Será que ex-aequos, ILGAs e coisas do género só servem para vir falar para as TVs e fazer paradas e prides e servir de local de "engate"? Vir deplorar estes actos para os média não?! Ajudar o pobre rapaz não?!

Pó Diabo com esta gente toda que o mundo está completamente louco e desgraçados daqueles que não estão.

Se baixeza, ignorância e embrutecimento intelectual em Portugal desse dinheiro... não haveria deficit

 
Pai entrega filho em esquadra por ser gay - JN

Um pai entregou, na madrugada de quinta-feira, o filho na esquadra da PSP Valadares, em Vila Nova de Gaia, por ter descoberto a orientação sexual do menor, ao início da noite.

Segundo fonte policial, o progenitor perseguiu o menor, com 15 anos, logo que este lhe pediu autorização para uma saída nocturna com amigos. O pai foi então encontrar o adolescente na discoteca Pride, no Porto, pelas 1.30 horas de quinta-feira.

Reagindo a quente, alegadamente, o homem accionou primeiro várias autoridades, acusando a gestão do espaço - maioritariamente frequentado por jovens homossexuais - de ter permitido a entrada do menor.

Tendo em conta que a PSP pouco mais terá feito que registar a falha de identificação na entrada do espaço, apenas permitido a maiores de 18 anos, pai e filho regressaram então a casa, a Valadares.

Pelas 4.30 horas, o progenitor, engenheiro de profissão, apresentou-se na PSP daquela localidade com o adolescente lavado em lágrimas, para o entregar aos polícias que estavam de serviço.

O JN sabe que o pai se recusou a ficar com o filho em casa, tendo sido accionado o serviço de emergência social para encontrar uma resposta de albergue para o jovem.

Perante uma notícia destas, apenas faço três comentários, pois ando sem paciência para boas maneiras e, sobretudo, para o politicamente correcto.

1- Isto demonstra o estado em que andam os estabelecimentos nocturnos e a respectiva segurança. Nada mais digo sobre o assunto.

2- O jornalista deve estar bêbado pois chamar progenitor a esta reles e desprezável criatura é um insulto a todo o bom pai e mãe deste pais.

3- Esta Reles e Desprezável criatura, esta Desculpa para ser humano e autêntico Desperdício de Carne e Alma, é apenas o produto de educação moral cristã da igreja católica. Isto são os valores que a igreja incute. Esta é a sua noção de família. Este deve ser o amor pelo outro que os padres ensinam nas paróquias... No final, apenas me apetece dizer mais uma coisa: Diabo os carregue a este e a todos como ele. Ipse venena bibas é tudo o que lhe desejo.

P.S.: O uso trocado de maiúsculas e minúsculas foi intencional.

As inverdades do passado



Governo aprovou "choque reformista" na Administração Local - JN


Aqui há uns anos, por altura do referendo à regionalização, ouvi o PSD falar na questão da tradição municipalista do país. Diziam eles, que Portugal não tinha tradições de "regiões" mas sim de municipios. Como eu sempre dito, tal argumento só poderia convencer ignorantes estúpidos. Não bastava ser ignorante ou ser estúpido para acreditar em semelhante mentira e aldrabice feita com o intuito de atirar areia para os olhos das pessoas e evitar que se fizesse uma reforma que potenciaria o desenvolvimento regional contra os interesses de Lisboa. Para acreditar neste argumento, era preciso mesmo ser as duas coisas, ignorante e estúpido.
Hoje, com esta noticia, vemos bem o calibre dos nossos políticos que mentem e aldrabam as verdades históricas e actuais conforme lhes é conveniente. Um país que tem uma tradição de municipios, penso eu, teria dificuldade em aceitar uma medida que viesse cortar o número deles. Era contra-natura quase. Mais ainda seria e é ver um partido político tomar estas medidas depois de ter assinado um documento que vai contra aquilo que tão veemente defendeu no passado.
Esta notícia, por ela própria, dá a possibilidade de termos mais uma prova de várias coisas. Uma é que os nossos políticos são uns aldrabões ignorantes. A segunda é que o constatar o facto da regionalização não ter avançado por razões de interesse político de Lisboa. A terceira é que o povo é perfeitamente estúpido porque vai sempre na cantiga destes senhores. Aliás, tanto vai que continua a votar nas mesmas criaturas, mesmo depois de estas já terem sido apanhadas em negociatas estranhas e negócios obscuros, já para não dizer em corrupção mesmo. Repare-se que temos um Presidente da República que se encontra metido até ao nariz em escândalos e negócios estranhos desde o tempo em que era Primeiro-Ministro. Temos um Ministro dos Negócios Estrangeiros que, enquanto Ministro da Defesa, negociou compras de armamento as quais hoje são escrutinadas pela justiça.
Conclusão, os portugueses estão a ter o que merecem. Para a próxima aprendam a pensar por si próprios com seriedade e aprendam a distinguir entre emoção e razão. Votar com ódio geralmente dá barraca. Aliás, foi assim que Hitler chegou ao poder. Pena que a memória seja curta.

Desvarios do dia: julgamentos da vida alheia...


O ser humano, o Português, sobretudo, é uma criatura interessante. É um ser que gosta de julgar e opiniar sobre tudo e sobre nada, especialmente quando é sobre a vida alheia. E depois, como se não bastasse andarem sempre a meter-se na casa do vizinho, ainda se acham no direito de julgar tudo o que o vizinho faz.

O engraçado é como hoje tudo é julgado e qualificado. É tudo muito relativo e depende de quem faça o quê. Nem todos podem fazer tudo e o que é "socialmente" reprovável para uns, é "socialmente" permitido e, por vezes, até louvável para outros.

Reparem bem, se eu, homem, andasse sempre com uma mulher diferente todos os dias, era um garanhão, tinha vigor sexual e isso é o que se quer. Portanto, comportamento altamente louvável. Por outro lado, se fosse uma mulher a fazer o mesmo, isto é, a andar com um homem todos os dias, seria imediatamente classificada como puta (peço desculpa pela linguagem mas hoje apetece-me chamar os bois pelos nomes), uma autêntica vadia que devia era casar e ter filhos. Portanto, comportamento altamente reprovável, em tempos daria lugar a um auto-de-fé e ainda há sítios em que tal acontece.

Isto leva-nos a outro julgamento bastante interessante. Reparem que uma mulher solteira, a viver por conta própria, é uma mulher independente, uma verdadeira senhora com garra. Já se for o mesmo mas com um homem, solteiro e a viver sozinho, a primeira coisa que se pensa é que o gajo é gay.

E assim caímos ainda noutra interessante análise. Duas mulheres aos beijos, é socialmente aceitável, ao ponto de ser o desejo de muito heterossexual por aí, os quais venderiam a alma ao diabo para poder ter uma experiência dessas. Dois homens aos beijos, cruzes credo, vade retro Satana! Dois paneleiros que deviam ser enforcados ali logo no lugar, sem dó nem piedade e da maneira mais horrenda possível. No seguimento disto, chegamos a outro caso interessante: duas mulheres, a viverem sozinhas, são colegas de quarto; dois homens são gays.

E podia continuar mas destes exemplos fico-me aqui. Podia-se pensar que é só em casos destes que se fazem estes julgamentos idiotas sobre a vida alheia. Mas não, não é. Isto acontece em tudo na vida desde estes exemplo até aos nossos próprios hobbies, passatempos.

Quem gosta de ler, escrever, pintar é culto. Quem gosta de ir para o café é preguiçoso e boémio. Homem que leia um desportivo é macho. Homem que leia uma revista cor-de-rosa é gay (não sei se já reparam na obsessão que a sociedade tem pela homossexualidade). Adulto que goste de ir ao cinema com os amigos é normal. Adulto que goste de jogar jogos de computador com os amigos é infantil. Homem que goste de jogar futebol é macho. Mulher que o faça, passa a ser mais homem que mulher. Mulher que pratique ballet é de elite. Homem que pratique ballet é, no mínimo, estranho mas geralmente chama-se-lhe logo paneleiro (cá está outra vez) que é para evitar mais assunto. Uma pessoa com 1000 amigos no Facebook é altamente social e sociável. Torna-se importante e desejável ter alguém assim na nossa lista. Alguém com 20 amigos no Facebook é anti-social. Algo de estranho deve de haver com essa pessoa. Música clássica é cultura. Música popular é pimbalhada. Um filme de Manoel de Oliveira é arte. Um filme do Michael Bay é entretenimento.

Enfim, coisas muito interessantes estas. Denotam um embrutecimento intelectual massivo da sociedade. Uma sociedade mesquinha que não é capaz de ver para além do seu nariz e que se acha no direito e dever, por vezes, de julgar aquilo que os outros fazem. Que é incapaz de aceitar que nem todos gostamos do mesmo e não é por isso que somos mais estúpidos ou mais inteligentes. E com isto andamos sempre a chatearmo-nos por coisas sem sentido nenhum e perfeitamente insignificantes. Pior, enquanto perdemos tempo a ver e pensar no que o vizinho, colega do lado ou seja quem for anda ou vai fazer, perdemos tempo nós de fazer qualquer coisa de útil na nossa vida ou pelo menos ver como está a nossa vida. Mas ao fim e ao cabo, o importante é que nós digamos aos outros como devem ser. O nós sermos ou não aquilo que queremos que os outros sejam, é já irrelevante. O importante é que os outros adiram às normas.

Se, de facto, as pessoas olhassem mais para o seu rabo e menos para o rabo do vizinho,  se olhassem mais para o que andam a fazer em vez de se preocuparem com o que os outros andam a fazer seriamos todos mais felizes. É que se fosse para ajudar ainda era perfeitamente compreensível e louvável. Quando são precisos os amigos, raros são os que lá estão. É que ajudar alguém dá muito trabalho e implica que, no final, eles possam ficar melhor do que nós e isso ninguém quer. É uma treta de social. Antes de se julgar os outros, antes de se dizer que algo é bom ou mau, que algo deve ser assim ou assado na vida dos outros, talvez fosse bom que as pessoas olhassem melhor para as suas vidas antes de falarem na dos outros. Melhor, melhor seria apenas se as pessoas se pusessem na sua vida e deixassem a dos outros para os outros.

E acabou a onda de mau feitio por hoje.

Lições da Irlanda, país Católico

Às vezes os vêem-se coisas fantásticas vindas de onde menos se espera, neste caso, de um dos países mais Católicos do mundo. E agora, em Portugal, isto seria possível? Não! Seria um escândalo de proporções bíblicas. Tudo porque somos uma país de brandos costumes. 

Os homens podem deixar as mulheres casa enquanto vão as meninas (ou meninos - ultimamente tenho reparado na quantidade absurda de mulheres que por aí andam com os seus "maridos" ao engano). As mulheres podem andar por ai a beijarem-se umas às outras que todo o homem fica logo de pau feito. Pode-se violar crianças que só se fala durante dois dias e para espantar clientela e mau olhado. Pode-se ver Padres [Católicos] a engravidarem senhoras, a serem apanhados na sacristia a "rezar o terço", seja lá com quem for... Enfim, pode-se fazer quase tudo. O importante, no final do dia, é que não hajam paneleiros e borboletas homossexuais. Pelo menos, que não se os vejam!


Retirado do blogue Os Ponderantes


"Passos é bonito e gosto do corte de cabelo do das finanças"

 
"Passos é bonito e gosto do corte de cabelo do das finanças" - Portugal - DN

Isto foi o que de melhor o jornalista encontrou para dizer na entrevista desta socióloga. Quando nada mais há para falar, fala-se do que pouco importa. Numa sociedade supérflua, comodista e estupidificada como a de hoje, o importante é parecer-se bem. O ser, é um verbo em desuso.

A culpa é sempre dos que não são de cá (ou de lá)...



A propósito desta notícia do JN, onde se fala da violência em Londres, li vários comentários profundamente racistas, xenófobos e fruto de mentes que, a única conclusão a que me levam é a de que nada mais têm na cabeça a não ser esterco.

Deixo aqui alguns:


JoelM
08.08.2011/20:44
Portugal - Braga

"multi culturalismo ao mais alto nível... parasitas que ja nasceram em Inglaterra, com nacionalidade inglesa mas que não se inserem na sociedade... levem com eles agora! portugueses, abram os olhos!"


António
08.08.2011/20:21

"Deportação, resiste Europa Branca de Lisboa a Moscovo de Londres a Roma. basta de multiculturalismo, basta de imigração."


Agora é a minha vez de comentar os comentários. Antes de dizer alguma coisa em concreto sobre estas pérolas, tenho que dizer que é sempre interessante ver como, quanto mais é preciso clareza de espírito perante o que se passa na sociedade, mais se dá à estupidez e imbecilidade. Repare-se que o Reino Unido, pela sua própria natureza, é um país livre e multicultural desde a sua fundação. Não nos vamos esquecer que no Reino Unido convivem três povos diferentes com um pedacito de outro. Refiro-me a Ingleses, Escoceses, Gales e Irlandeses. Por isso, não deixa de ser interessante ouvir este argumento. Já agora, relembro que a maior economia do mundo e o país que mais poder teve em toda a história do mundo é multicultural por natureza. Se olharmos para a história, o multiculturalismo esteve sempre presente.


Desta forma, é hilariante ler comentários como o senhor JoelM. Esquecer-se-á este senhor que há cerca de dez milhões de portugueses espalhados pelos quatro cantos do mundo. Se calhar, o que este senhor e outros como ele não sabem é que o que eles dizem dos imigrantes lá fora é o mesmo que os de lá fora dizem dos portugueses. Já agora, será o senhor JoelM descendente dos antigos povos ibéricos da península? Duvido muito porque se há povo com miscelânea até dizer chega é o português. Por isso, ele próprio é fruto do multiculturalismo que ele tanto despreza e como tal, deve-se desprezar muito a ele próprio. 

Isto leva-nos para o segundo comentário que de tão absurdo que é, até que escusava receber honras aqui mas não resisto a dizer uma coisinha. Saberá então este ilustre e lusitano António que, segundo os padrões eugénicos e das teorias de raça de todos os grupos racistas que por aí andam, brancos são os do Norte da Europa. Os do Sul são outra raça completamente diferente e dela própria suja. São os "latinos", por exemplo. Ou seja, a Europa Branca que ele aparentemente tanto gosta, começa não em Lisboa mas em Berlim e pode bem ir até Moscovo mas não passa certamente por Lisboa, Madrid ou Roma. Já agora, gostava de saber, quanto moreno é o senhor e que cor de olhos e cabelo tem e se porventura, tem alguém na família antes dele, com essas determinadas características dessa tal fantástica Europa Branca. Eu tenho e só por sorte não nasci loiro de olhos azuis branquinho que nem cal. No entanto seria e sou incapaz de falar em Europa seja de que cor uniforme for, até porque a Europa é multicultural e de Branca, mais de metade dela, tem pouco.

Em suma, as histórias do inicio do século XX estão a ser rapidamente esquecidas e parece-me que fica provado que a estupidificação das populações continua a dar frutos. Começo a ficar saudoso de uma União Soviética onde toda a gente era obrigada a ir à escola e todos tinha curso superior ou qualquer coisa do género, o que me deixa muito preocupado.

E só para terminar, serão descendentes de "não britânicos" a fazerem isto ou serão mesmo britânicos de gema? E o problema está na cor da pele ou antes nos governos de Thatcher que passaram uma década da destruir a industria local empobrecendo as comunidades?

Como sempre, a culpa é sempre de pretos, homossexuais, imigrantes... Às vezes até é das mulheres que deviam estar todas em casa a cuidar dos filhos em vez de roubarem o trabalho aos homens!

Algumas verdades...



Publico aqui um texto que me chegou por email. O texto encontra-se originalmente publicado no Instituto João Goulart e pode ser acedido clicando aqui.

Já li vários trabalhos de Noam Chomsky e, em todos, ele acerta com precisão no alvo trazendo as verdades ao de cima. Curioso é ele ser Americano. Aqui fica o texto o qual espero que sirva para uma melhor apreensão da realidade para nos defendermos do que nos atiram aos olhos. Só depois de conhecermos as armas dos inimigos é que nos podemos defender deles.



O lingüista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

Bairrismos

1.ª portagem era 10 cêntimos, hoje é 15 vezes mais - Portugal - DN

Vão-me desculpar o bairrismo mas... Enquanto foi nas SCUTs do Norte, era bom que se pagasse portagens! Afinal eles, lá em baixo, não tinham de pagar manutenção de coisas dos outros. Ainda me lembro de ver os comentários que se viam por aí nos Jornais e afins. Mas quando é lá em baixo que se põe portagem... Ah pois... Muda-se logo de opinião.

A notícia também é interessante, logo mesmo pelo título. Então e custo de vida etc e tal, aumentou quanto? Mas estes jornalistas tiram o curso onde? É melhor não responder... 

Desculpem a franqueza, mas este país é uma verdadeira tristeza. É o cumulo da mediocridade. E mais não digo...