Malditos socialistas!

A imagem não é da autoria deste blogue.


Malditos socialistas! São uma praga! Aumentam impostos, não controlam a despesa, só fazem negócios para os amigos, têm gente que é, inclusive, apanhada em escutas... Esperem, esperem... Mas é de Socialista que falamos ou da direita e dos Sociais-Democratas e Democratas-Cristãos? E não foi, também, Passos Coelho apanhado agora em escutas?!  

Curioso... Mas então, se assim é, que é feito de tantos revolucionários que insultaram o anterior PM, passaram meses e semanas a injuriá-lo, que espalhavam um ódio de morte a Sócrates e que diziam que era preciso tirá-lo de lá a todo o custo? Onde anda essa gente agora? Ah! Já sei! Nas manisfestações contra a austeridade! Então e agora não pedem para que este governo seja retirado de lá a qualquer custo também? 

De facto, há gente que está mesmo bem para o(s) partido(s) que apoia. Enquanto estiveram na oposição, PSD e CDS não tiveram medo de criar por TRÊS VEZES crises políticas, DUAS das quais os levariam ao poder.

Das DUAS VEZES que por lá passaram só fizeram asneiras. As finanças não foram controladas, os impostos aumentaram e a economia não saiu do sitio (desta última vez, até está mesmo a andar para trás).

Da primeira, o Primeiro-Ministro transformou uma crise financeira do Estado em crise económica do país, vendeu o país à Europa e depois... Fugiu. Estavam a fazer um trabalho tão bom que, depois da fuga do líder, ninguém no Governo ou na AR quis ficar-lhe com o lugar, incluindo Manuela Ferreira Leite, número dois do governo da altura e vice-presidente do PSD. Para além do descontrole das finanças, da expoliação de património do Estado (de todos nós, portanto) abriram uma crise política (a segunda) com a fuga do PM e ninguém a querer saltar para o poleiro. Deixaram ir para lá outros. Esperaram até ao momento certo, até ao momento em que já havia hipótese do caminho que haviamos de tomar.

Nesse momento, em plena crise económica e financeira (criada pelas políticas do governo PSD/CDS de Barroso, Ferreira Leite e Portas) não houve medo de levar o país a outra crise política (a terceira) e, depois de fazerem outros (PS) darem a cara por um acordo que todos (PS, PSD e CDS) assinaram, fazem cair o governo e saltam eles para o poleiro.

Agora que lá estão, que o acordo está assinado, que o caminho está traçado, isto é, que não há volta a dar esteja quem estiver no governo, dizem que uma crise política é o pior que pode acontecer ao país. Pois, percebe-se! Sâo eles que lá estão agora e não os "outros". 

E no meio disto tudo há os que os apoiaram insultando tudo e todos que não estavam do seu lado. Os que, numa regressão psiquica à sua infância, ressuscitaram o medo do Comunismo/Socialismo do Leste devorador de criancinhas e sufocador de liberdades. Bem-vindos, de novo, aos 50s, 60s e 70s!

No final, depois de criarem o medo da Esquerda, estão a deixar que seja a Direita, ou seja, o Santo Milagroso do Capitalismo à estilo século XIX adaptado à modernidade, a devorar-lhes os direitos, os salários, a educação, a saúde e a transformá-los em escravos... Ao invocarem o medo de "outros" caiu-lhes algo pior em cima. A vida é, de forma irónica, justa! 

Só se colhe aquilo que se semeia e quem semeia ventos, colhe tempestades.
Posted on 10/21/2012 11:51:00 AM by Elenáro and filed under , , | 0 Comments »

De volta, por momentos...

Desde há muito que aqui não venho, que aqui não passo sequer os olhos. A falta de vontade de aqui vir não se prende com vergonha do que aqui disse ou de desprezo por este meu espaço e por quem aqui veio. Precisei e preciso de interlúdio disto. Havia e há coisas que me prendem mais do que vir aqui. Há alturas na vida em que temos que pensar e tal implica afastamento. Infelizmente, com a carrada de problemas que o país tem, neste momento, é-me impossivel distanciar desta cruel realidade.

Assim sendo, volto aqui para umas breves considerações. 

Quem se der ao trabalho de reler o que antes aqui disse, poderá constatar que, a errar, não falhei por muito. Avisei que uma mudança de governo, por muito que fosse necessária, viria na altura errada e, a mudar de Sócrates para Coelho, iria ficar tudo na mesma ou pior. O resultado está à vista. Quem tiver olhos na cara tirará as devidas conclusões.

Os professores estão melhor agora do que estavam com Sócrates? Não me parece. O país está melhor hoje do que com Sócrates? Também não. Conclusão, valeu a pena trocar um trauliteiro por outro do género? Não respondo. Parece-me óbvia a resposta.

Também aqui disse que a subida de impostos não iria resolver os problemas. Disse, várias vezes, que a subida de impostos iria levar apenas a mais impostos pois, numa economia que não cresce, taxar os rendimentos e actividade económica para a mão de uma instituição apenas leva a menos crescimento. Hoje vivemos a realidade do que eu tinha previsto. 

Depois de um primeiro aumento de impostos, seguiu-se um retrocesso económico. A solução do governo: repetir a receita, ou seja, novo aumento de impostos. Hoje volta-se a repetir o mesmo. Esta semana ouvimos o Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças a fazerem de todos os cidadãos desta República asnos. Como o déficit não foi cumprido porque a economia andou para trás, vai-se aumentar de novo os impostos justificando que serão estas medidas que iriam trazer crescimento económico. Qualquer mentecapto com dois neurónios comunicantes entre si consegue perceber que repetir a mesma coisa vezes sem conta, certamente, não irá trazer resultados diferentes.

E podia continuar nesta veborreia durante o resto do dia e o posto ainda não teria acabado. Que quero então eu dizer? Que fui um visionário? Não, até porque se fui, não fui exclusivo pois qualquer pessoa séria com dois dedos de inteligência conseguia prever isto. Quem se deixou levar pela cegueira de um ódio a um certo senhor, arrastou o país de uma situação financeira grave para uma catástrofe económica como já não havia memória. Não fui o único a avisar. Houve mais. Fomos poucos. Poucos e claramente abafados e incompreendidos.

Hoje, o país acorda para a realidade. Hoje os votantes e abstencionistas são confrontados com a dura realidade das suas decisões. A culpa de estarmos onde estamos não é deste governo. Não é sequer do governo de Sócrates como ainda ouço falar. A culpa de estarmos onde estamos é da sociedade portuguesa que anda a dormir e que vota em toda a merda que lhe aparece pela frente.

Agora que luz ilumida a cegueira de muitos, agora que se vislumbra uma quebra da apatia e letargia social espera-se também que se tenha aprendido com os erros do passado. Espera-se que, como na Islândia, por exemplo, se exija responsabilidade a quem governa e a quem se propõe governar. Espera-se também que, na hora voto, não se vá trocar um Coelho por um Seguro pois será mais do mesmo. Espera-se, sobretudo, que não se tomem mais decisões sem o uso da consciência e razão das quais temos uso fruto (sem imposto).

Ao acordar, espero eu, que os membros da sociedade desta República não escolham viver noutro pesadelo.

Posted on 9/13/2012 01:35:00 PM by Elenáro and filed under | 2 Comments »

A língua portuguesa confude-me...



Em relação às novas regras que, pelos vistos, darão aos Recibos Verdes subsidio de desemprego faz o jornalista do DN a seguinte citação:


Agora pergunto-me, se não é para os actuais desempregados e para as pessoas que estão actualmente empregadas, é para quem? 
Fico na dúvida se foi o jornalista que não soube explicar nos míseros parágrafos que dedicou a isto, o que não me surpreenderia, ou se é o Ministro que, numa tentativa de ficar bem na fotografia, o que queria dizer era mesmo "isto é só para fazer propaganda pois só quem começar agora a trabalhar é que, daqui a 12 meses, poderá receber alguma coisa. Já agora, acrescente-se que à questão dos recibos verdes, estão outra bonificações no subsidio de desemprego para os demais trabalhadores. 

Ou seja, altera-se a lei, cumpre-se com a troika e fica-se bem na imagem. Como cereja em cima do bolo fica o facto do governo só ter que pagar alguma coisa em 2013, já mais para o fim do mandato onde já não terá de se preocupar tanto com o deficit/austeridade, mas sim com as próximas eleições legislativas.

Fico portanto na dúvida se é o jornalista que não sabe português ou se é o Ministro que anda a fazer campanha eleitoral antecipada (à bom estilo CDS das feiras e dos submarinos) ou ainda se é um pouco das duas.

A notícia pode ser consultada clicando na citação acima transcrita ou aqui.
Posted on 12/13/2011 03:07:00 PM by Elenáro and filed under , , , , | 4 Comments »

30 anos de ganância...


Pois e tal... Afinal não por haverem mais juízes, médicos, professores e outros altos quadros que a média de salários no público é mais alta que no privado... Quando isto acontece, basta fazer contas para se perceber que o Estado só podia ter um caminho: o da falência.

Imaginem uma família de quatro pessoas, os pais e dois filhos. Os pais ganham os dois 100€. 50€ vão para as necessidades básicas e o restante é para distribuir pelos membros da família para os seus gastos pessoais, ou seja, 12,5€ para cada um. Agora imaginem que os filhos gastam constantemente 20-30€ por mês. O que vai acontecer? A família vai à falência pois os pais não ganham para sustentar os filhos.

No Estado é a mesma coisa. Quando no privado se ganha menos e se tem que pagar mais para o sustentar o público o resultado é a falta de liquidez a dada altura. Ou o Estado está dotado de meios lucrativos, nomeadamente empresas públicas lucrativas que transferem os seus lucros para o Estado e assim se consegue equilibrar as contas, ou o Estado tem que pagar o mesmo que se paga no privado. Caso contrário, cria-se um Estado que sorve os recursos do privado o que só leva a que ambos fiquem sem dinheiro.

O problema não é de agora. O problema não é dos funcionários públicos. O problema não é da produtividade do privado. O problema é da cambada de inaptos que nos dirigem há 30 anos, quer no público, quer no privado e de quem votou neles.

O difícil agora é explicar às pessoas que por culpa de má gestão, ou gestão danosa mesmo, agora vai tudo corrido a cortes.
Posted on 12/07/2011 03:11:00 PM by Elenáro and filed under , , , , , | 3 Comments »

Resolução de Ano Novo

 
Agora que se aproxima um ano novo, eu decidi tomar umas certas medidas a nível pessoal, a bem da minha sanidade mental. Tipo, resoluções de Ano Novo. Nomeadamente, vou escrupulosamente restringir com quem falo e onde comento aqui na internet e, posteriormente, na vida real também.

Não me resta outra opção. 

Mais do que isso, irei restringir seriamente por onde deito as vistinhas de modo a nem sequer me sentir tentado em comentar. Quando tiver algo para dizer, passarei a fazer um post sobre o assunto. Mas não andarei mais por ai, na net ou na vida real, a tentar explicar à generalidade das pessoas o que se passa. Não perderei tempo a retorquir imbecilidades alheias. Não perderei tempo, nem paciência, a tentar explicar a imbecis porque é que agora estão a ser chupados financeiramente. Não perderei tempo a mostrar a outro tipo de imbecis porque é que andam enganados. Não me meterei mais em conversas imbecis com gente imbecil que só levam a filosofias baratas cheias de cegueira e ignorância.

Isto porque tal é um exercicio desgastante para mim e inútil para os imbecis. Eu fico psicologicamente exausto, stressado por vezes até, e os imbecis, no final, continuarão alegremente imbecis. 

Até porque, repare-se, para explicar a um imbecil ignorante o porquê de ser imbecil ignorante, muitas vezes é preciso baixar-se ao nível deles. Como não tenho jeito nenhum para fazer de imbecil ignorante, caio no ridículo de entrar no campo do inimigo e, como resultado, desgasto-me de ouvir tanta imbecilidade junta sem forma de responder na mesma moeda porque, como antes disse, falta-me esse talento.

Outro dia, vindo directamente da Noruega, chegou-me à frente das vistas uma fantástica frase que resume bem o meu problema. Dizia a frase qualquer coisa como, "Never argue with idiots! They bring you down to their level and beat you with experience!".

A partir de agora, irei limitar muito onde e como comento. Não estou para aturar gente louca nem, tão pouco, gente que me vem tentar dar lições, repetindo hoje coisas que eu disse há anos atrás. Escuso-me a estas tristes imbecilidades e outras do género. Escuso-me a tentar fazer cegos verem e surdos ouvirem.

É tempo perdido.
Posted on 12/06/2011 04:41:00 PM by Elenáro and filed under , , | 5 Comments »

The truth


Não deixa de ser surpreendente que eu, um europeísta, vá buscar e citar um eurocéptico para justificar que esta Europa está, de facto, morta.
Posted on 11/26/2011 09:00:00 AM by Elenáro and filed under , , , , | 0 Comments »