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Começar a vida com dívidas, não é solução.

Eu gostava de saber porque é que ainda há gente com lata para sugerir que pedir um empréstimo para tirar um curso superior é solução. Depois das tragédias do que se passa nos EUA com este sistema é, de facto, preciso muita lata e desfaçatez para sugerir isto. 

 Até porque faz perfeito sentido alguém que quer comprar casa, carro, construir uma vida, ter filhos/familia começar, logo à partida, com uma dívida de milhares de euros sem sequer ainda ter rendimentos. 

O curioso é que, sempre que ouço falar nisto, esta sugestão vem sempre de quem NÃO precisa destes empréstimos porque os papás podem ou puderam-lhe pagar um curso superior. 

 Quando se junta ignorância, hipócrisia e imbecilidade, temos ideias de merda como esta.

Sobre a TAP e dos bananas de Portugal.



A questão da TAP está a levantar um problema mais grave do que aquele que é criado pela própria companhia. Falo da apatia e alheação das pessoas para tudo o que é importante. Num país onde as pessoas comentam e preocupam-se mais com o jogo Porto-Benfica não admira que, quem pode faça tudo o que quer em seu favor e dos seus amigos. 

Só num país de bananas (sim de bananas pois cada vez mais acredito que os portugueses são uns bananas) é que alguém pode achar uma companhia com capitais públicos pode fazer os negócios ruinosos que quiser que depois o contribuinte paga. Só num país de bananas é que uma empresa pode ter 50% de capitais públicos mas o serviço público e o interesse público não tem direito a exigir que se zele pelo que é um investimento de todos. Só num país de bananas é que pode aparecer alguém (geralmente do sul - leia-se Lisboa) a achar que um país pequeno tem de ter tudo concentrado num único local. 

A região que mais exporta e, portanto, que mais riqueza traz ao país é a região que, paradoxalmente, mais desrespeito tem (lembre-se o Red Bull Air Race). Também inacreditavelmente, é nesta região que se vê o porquê de Lisboa poder explorar e viver às custas do país. Em vez de se unirem em torno de uma causa de é da região inteira, não. Em vez disto, dos autarcas da região, nem uma palavra, nem mesmo daqueles onde o Aeroporto está situado (Maia e Matosinhos). Dos bananas do povo, ou estão calados e com mais atenção ao futebol ou, pior, acham que isto é tudo um problema do Porto e que, como o aeroporto não está no seu quintal, que isso não lhes afecta e é tudo mais uma manobra centralista mas a Norte. 

Percebe-se bem porque é que o país é pobre, sobretudo, pobre de inteligência e espírito. 

Um país de bananas que não consegue perceber que é o seu dinheiro que está usurpado. Que não consegue perceber que o problema não é a TAP sair ou ficar. Que o problema é o abuso do dinheiro dos contribuíntes. Se a TAP for 100% privada, que faça o que quiser. Se for à falência, azar o dela e dos bananas que lá trabalham que também só sabem fazer greves quando lhes vão ao bolso. Mas a TAP não é 100% privada. A TAP continua a viver de dinheiros públicos. Pior, a TAP está a ser usada por privados, não para seu benefício (da TAP) mas para benefício de outras companhias privadas estrangeiras (nem Europeias são, sequer). 

Por estas razões, que se contínue a roubar. Quando se falar que o Estado lá vai por mais uns milhões, também não há problema. Sobe-se o IVA e o problema está resolvido. O Português, claramente que gosta de ser pobre, explorado e medíocre. Se assim o é, deixe-se ser. Não venham é depois protestar que os impostos da gasolina estão muito altos. Que o IVA está altíssimo ou que se paga muito de IRS. Se querem pagar menos, passem a exigir responsabilidade a quem administra e gere o dinheiro que é de todos. Enquanto não fizerem isso, continuarão a ser uns bananas.

Preconceito disfarçado de opinião.

Sobre a adopção gay por José Miguel Tavares

Já há muito tempo que deixei de ler este fulano pois sentia-me sempre um pouco mais estúpido no final. Isto porque os argumentos que usa para justificar as suas posições provocam uma hecatombe na minha cabeça (onde os meus neurónios assumem o papel das reses sacrificadas).

No entanto, numa onda masoquista, decidi arriscar e ler outra vez. Não saí desiludido, apenas com menos umas quantas centenas de neurónios.

O argumento de que é preciso mais debate para este assunto (e do aborto também - dois referendos não são, aparentemente, suficientes para um amplo debate) é verdadeiramente fascinante. Já se anda a debater esta questão há mais de 10 anos. Não sei quanto tempo mais de debate é que esta gente acha adequado e apenas posso interpretar este argumento como hipócrisia e demagogia feita para esconder ou disfarçar a verdadeira razão: preconceito e homofobia.

Em cima disto, há também os casos reais onde crianças já são criadas por casais do mesmo sexo e não há indicações que os petizes estejam a sair ou já tenham saido mentalmente desiquilibrados. Mesmo que assim fosse, então estes casais estariam apenas a seguir o exemplo dos casais de sexo diferente, os quais são peritos em perturbar as crianças - se assim não fosse, não haveria necessidade de recorrer tanto a psicólogos e psiquiatras com os petizes.

Temos ainda os inúmeros pareceres científicos onde é claramente dito que não há diferenças de comportamento (salvo, porventura, a menor quantidade de preconceito na cabeças dos putos) entre crianças criadas por casais heterossexuais ou homossexuais.

O melhor de tudo é quando dizem que é necessário salvaguardar o interesse da criança. Certamente. Nesse caso, sugiro que se proiba a adopção. É que, olhando bem para a coisa, quando um casal heterossexual vai adoptar não vai a dizer: eu nem quero ter crianças, mas vou fazer esse enorme sacrificio para que uma delas possa ter uma vida melhor. Por favor, poupem-me. O raciocínio da adopção é um raciocínio egoista. Os candidatos a adoptantes querem adoptar por ELES querem ter uma criança. Isto é válido para casais heterossexuais, casais homossexuais e pessoas singulares.

Toda esta argumentação é da mais profunda hipócrisia e só mesmo o preconceito e ignorância juntos permitem que alguém diga semelhantes coisas. Acho interessante quando se argumenta a necessidade da criança ter uma figura masculina e feminina para um bom crescimento. Ora bem, então se isso é impedimento, então a lei da adopção tem que ser imediatamente revista. Tem que se retirar da lei a possibilidade de pessoas singulares poderem adoptar. Não se pode permitir também que só haja um pai ou uma mãe. No caso de pessoas solteiras com filhos, há que lhes obrigar a terem acompanhamento psicológico para a criança ou, simplesmente, retirar-lhes a prole.

Este argumento da necessidade de figuras de ambos os sexos é tão fraco que só mesmo a tentativa de disfarçar preconceitos justifica o seu uso.

Refugiados e variações de solidariedade



@Leça-palmeira.com Câmara de Matosinhos procura edifício para acolher refugiados.

O que me chateia no meio disto tudo é que foram a França, o Reino Unido, os EUA e a Rússia a dar cabo da Síria (e não só), permitiram que um país caisse numa guerra cívil onde não se sabe bem quem é que está contra quem ou quem são os "bons" ou os "maus".

Foi a Alemanha que, na sua cegueira e auto-interesse, forçou a ruína da Grécia e sofocou a Irlanda e Portugal sem nunca ter pensado naquela coisa que, aparentemente agora descobriram: solidariedade. Foram todos estes países que arruinaram a Ucrania num jogo de interesses que não se percebe bem quem é que ganhou o quê.

No final, depois de terem todos brincado ao "quem é que tem a pila maior", e de não terem chegado a conclusão nenhuma, olharam para cima e repararam que tinham uma catástrofe nas mãos. Uma vez mais, recusam-se a assumirem as suas responsabilidades e atiram para os outros a tarefa de lhes resolverem a situação. O curioso é que estão agora a exigir ajuda daqueles a quem eles sempre recusaram ajudar; aos mesmos a quem eles acusaram de serem preguiçosos, ladrões, caloteiros e por aí fora.

A ajudar tudo isto, juntam-se os países vizinhos, aqueles que nadam em rios de petro-dólares, os quais, não só não mostram interesse em promover a resolução dos problemas da zona, como ainda não se ofereceram para receber nem um dos seus irmãos de Fé. Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar ou Kuwait  desviam a cara para o lado. Percebe-se, a Fé, o Islão é uma arma de arremesso político para eles e não um acto de fé ou crença.

Conclusão, quem nada tem que ver com estes problemas, Portugal e Grécia, por exemplo, ambos com sérios problemas criados por anos de prostituição económica, promovida pelos chulos locais para satisfazerem os seus próprios interesses e os dos seus mestres internacionais, vão ter que puxar dos cordões à bolsa e demonstrar solidariedade. Cá, em Portugal, não há dinheiro para salários, não há dinheiro para a Educação, não há dinheiro para a Saúde mas vai haver dinheiro para isto. Ouvi dizer que a UE vai dar dinheiro para isto o que, se sempre se concretizar, não deixa de ser engraçado. Quando Portugal "precisou" de dinheiro, e a Grécia também, foi-nos cobrada uma taxa de juro bem interessante pela "UE" e só nos foi dado se fizessemos o que eles queriam. Qual solidariedade, qual carapuça!

Talvez fosse uma boa altura para relembrar a UE, em especial alguns países, que foram eles a criarem todos estes problemas, como tal, eles que os resolvam. Se querem a nossa ajuda, muito bem, mas ela tem de ter um preço tão alto como aquele que nos cobraram para nos "ajudarem". E, talvez fosse também boa ideia perguntar à ministra Austríaca onde estava a solidariedade do seu país quando outros precisaram.

Malditos socialistas!

A imagem não é da autoria deste blogue.


Malditos socialistas! São uma praga! Aumentam impostos, não controlam a despesa, só fazem negócios para os amigos, têm gente que é, inclusive, apanhada em escutas... Esperem, esperem... Mas é de Socialista que falamos ou da direita e dos Sociais-Democratas e Democratas-Cristãos? E não foi, também, Passos Coelho apanhado agora em escutas?!  

Curioso... Mas então, se assim é, que é feito de tantos revolucionários que insultaram o anterior PM, passaram meses e semanas a injuriá-lo, que espalhavam um ódio de morte a Sócrates e que diziam que era preciso tirá-lo de lá a todo o custo? Onde anda essa gente agora? Ah! Já sei! Nas manisfestações contra a austeridade! Então e agora não pedem para que este governo seja retirado de lá a qualquer custo também? 

De facto, há gente que está mesmo bem para o(s) partido(s) que apoia. Enquanto estiveram na oposição, PSD e CDS não tiveram medo de criar por TRÊS VEZES crises políticas, DUAS das quais os levariam ao poder.

Das DUAS VEZES que por lá passaram só fizeram asneiras. As finanças não foram controladas, os impostos aumentaram e a economia não saiu do sitio (desta última vez, até está mesmo a andar para trás).

Da primeira, o Primeiro-Ministro transformou uma crise financeira do Estado em crise económica do país, vendeu o país à Europa e depois... Fugiu. Estavam a fazer um trabalho tão bom que, depois da fuga do líder, ninguém no Governo ou na AR quis ficar-lhe com o lugar, incluindo Manuela Ferreira Leite, número dois do governo da altura e vice-presidente do PSD. Para além do descontrole das finanças, da expoliação de património do Estado (de todos nós, portanto) abriram uma crise política (a segunda) com a fuga do PM e ninguém a querer saltar para o poleiro. Deixaram ir para lá outros. Esperaram até ao momento certo, até ao momento em que já havia hipótese do caminho que haviamos de tomar.

Nesse momento, em plena crise económica e financeira (criada pelas políticas do governo PSD/CDS de Barroso, Ferreira Leite e Portas) não houve medo de levar o país a outra crise política (a terceira) e, depois de fazerem outros (PS) darem a cara por um acordo que todos (PS, PSD e CDS) assinaram, fazem cair o governo e saltam eles para o poleiro.

Agora que lá estão, que o acordo está assinado, que o caminho está traçado, isto é, que não há volta a dar esteja quem estiver no governo, dizem que uma crise política é o pior que pode acontecer ao país. Pois, percebe-se! Sâo eles que lá estão agora e não os "outros". 

E no meio disto tudo há os que os apoiaram insultando tudo e todos que não estavam do seu lado. Os que, numa regressão psiquica à sua infância, ressuscitaram o medo do Comunismo/Socialismo do Leste devorador de criancinhas e sufocador de liberdades. Bem-vindos, de novo, aos 50s, 60s e 70s!

No final, depois de criarem o medo da Esquerda, estão a deixar que seja a Direita, ou seja, o Santo Milagroso do Capitalismo à estilo século XIX adaptado à modernidade, a devorar-lhes os direitos, os salários, a educação, a saúde e a transformá-los em escravos... Ao invocarem o medo de "outros" caiu-lhes algo pior em cima. A vida é, de forma irónica, justa! 

Só se colhe aquilo que se semeia e quem semeia ventos, colhe tempestades.

A língua portuguesa confude-me...



Em relação às novas regras que, pelos vistos, darão aos Recibos Verdes subsidio de desemprego faz o jornalista do DN a seguinte citação:


Agora pergunto-me, se não é para os actuais desempregados e para as pessoas que estão actualmente empregadas, é para quem? 
Fico na dúvida se foi o jornalista que não soube explicar nos míseros parágrafos que dedicou a isto, o que não me surpreenderia, ou se é o Ministro que, numa tentativa de ficar bem na fotografia, o que queria dizer era mesmo "isto é só para fazer propaganda pois só quem começar agora a trabalhar é que, daqui a 12 meses, poderá receber alguma coisa. Já agora, acrescente-se que à questão dos recibos verdes, estão outra bonificações no subsidio de desemprego para os demais trabalhadores. 

Ou seja, altera-se a lei, cumpre-se com a troika e fica-se bem na imagem. Como cereja em cima do bolo fica o facto do governo só ter que pagar alguma coisa em 2013, já mais para o fim do mandato onde já não terá de se preocupar tanto com o deficit/austeridade, mas sim com as próximas eleições legislativas.

Fico portanto na dúvida se é o jornalista que não sabe português ou se é o Ministro que anda a fazer campanha eleitoral antecipada (à bom estilo CDS das feiras e dos submarinos) ou ainda se é um pouco das duas.

A notícia pode ser consultada clicando na citação acima transcrita ou aqui.

30 anos de ganância...


Pois e tal... Afinal não por haverem mais juízes, médicos, professores e outros altos quadros que a média de salários no público é mais alta que no privado... Quando isto acontece, basta fazer contas para se perceber que o Estado só podia ter um caminho: o da falência.

Imaginem uma família de quatro pessoas, os pais e dois filhos. Os pais ganham os dois 100€. 50€ vão para as necessidades básicas e o restante é para distribuir pelos membros da família para os seus gastos pessoais, ou seja, 12,5€ para cada um. Agora imaginem que os filhos gastam constantemente 20-30€ por mês. O que vai acontecer? A família vai à falência pois os pais não ganham para sustentar os filhos.

No Estado é a mesma coisa. Quando no privado se ganha menos e se tem que pagar mais para o sustentar o público o resultado é a falta de liquidez a dada altura. Ou o Estado está dotado de meios lucrativos, nomeadamente empresas públicas lucrativas que transferem os seus lucros para o Estado e assim se consegue equilibrar as contas, ou o Estado tem que pagar o mesmo que se paga no privado. Caso contrário, cria-se um Estado que sorve os recursos do privado o que só leva a que ambos fiquem sem dinheiro.

O problema não é de agora. O problema não é dos funcionários públicos. O problema não é da produtividade do privado. O problema é da cambada de inaptos que nos dirigem há 30 anos, quer no público, quer no privado e de quem votou neles.

O difícil agora é explicar às pessoas que por culpa de má gestão, ou gestão danosa mesmo, agora vai tudo corrido a cortes.

Resolução de Ano Novo

 
Agora que se aproxima um ano novo, eu decidi tomar umas certas medidas a nível pessoal, a bem da minha sanidade mental. Tipo, resoluções de Ano Novo. Nomeadamente, vou escrupulosamente restringir com quem falo e onde comento aqui na internet e, posteriormente, na vida real também.

Não me resta outra opção. 

Mais do que isso, irei restringir seriamente por onde deito as vistinhas de modo a nem sequer me sentir tentado em comentar. Quando tiver algo para dizer, passarei a fazer um post sobre o assunto. Mas não andarei mais por ai, na net ou na vida real, a tentar explicar à generalidade das pessoas o que se passa. Não perderei tempo a retorquir imbecilidades alheias. Não perderei tempo, nem paciência, a tentar explicar a imbecis porque é que agora estão a ser chupados financeiramente. Não perderei tempo a mostrar a outro tipo de imbecis porque é que andam enganados. Não me meterei mais em conversas imbecis com gente imbecil que só levam a filosofias baratas cheias de cegueira e ignorância.

Isto porque tal é um exercicio desgastante para mim e inútil para os imbecis. Eu fico psicologicamente exausto, stressado por vezes até, e os imbecis, no final, continuarão alegremente imbecis. 

Até porque, repare-se, para explicar a um imbecil ignorante o porquê de ser imbecil ignorante, muitas vezes é preciso baixar-se ao nível deles. Como não tenho jeito nenhum para fazer de imbecil ignorante, caio no ridículo de entrar no campo do inimigo e, como resultado, desgasto-me de ouvir tanta imbecilidade junta sem forma de responder na mesma moeda porque, como antes disse, falta-me esse talento.

Outro dia, vindo directamente da Noruega, chegou-me à frente das vistas uma fantástica frase que resume bem o meu problema. Dizia a frase qualquer coisa como, "Never argue with idiots! They bring you down to their level and beat you with experience!".

A partir de agora, irei limitar muito onde e como comento. Não estou para aturar gente louca nem, tão pouco, gente que me vem tentar dar lições, repetindo hoje coisas que eu disse há anos atrás. Escuso-me a estas tristes imbecilidades e outras do género. Escuso-me a tentar fazer cegos verem e surdos ouvirem.

É tempo perdido.

The truth


Não deixa de ser surpreendente que eu, um europeísta, vá buscar e citar um eurocéptico para justificar que esta Europa está, de facto, morta.

A culpa é sempre do vizinho...





Parece-me ilógico, insensato e, até mesmo, irresponsável dizer semelhante coisa até porque não nos podemos esquecer dos maus professores. Não adiante negar esta evidência. Eles existem. Eles andam aí a dar aulas a fingir que sabem. Professores, do público ou privado, há que teriam mais vocação para padeiro ou merceeiro do que para transmitir conhecimentos, seja a quem for.

Negar isto, é negar a realidade e, consequentemente, andar sempre a tratar de não-problemas e falhar em resolver os verdadeiros problemas do Ensino em Portugal.

Quero dizer com isto que a culpa é inteiramente dos maus professores que por aí andam a conspurcar a profissão e mentes de alunos? Não! Obviamente que não e quem ousar tal dizer das minhas palavras acusarei de má-fé, falta de seriedade e, se calhar, ainda acusarei de se ter sentido atingido pessoalmente.

Escusar-se-á também de tentar inferir que estou a querer dizer que a maioria dos Professores é notoriamente incompetente. É mesmo escusado até porque recuso essa ideia por completa. Que há maus professores, há. Que eles são mais do que é aceitável ou tolerável? Sim, isso também se pode dizer que digo. Se digo que são todos ou que estes são a maioria? Não!

Este problema de docentes inaptos a leccionarem é um dos problemas do Ensino. É um problema grave que importa resolver, tal como importa resolver os "outros". Negar este é mentir, antes de mais, a nós mesmos. É negar a realidade ou desconhecer por completo o que se passa para além do seu jardim.

Os problemas só se resolvem quando encararmos a realidade. Quando formos honestos, em primeiro lugar, connosco.

Mais acrescento: a frase acima transcrita, quer dizer (inadvertidamente, quero eu pensar) que os alunos são, por defeito, mal comportados e preguiçosos. Também os há, é certo. Contudo, implicar que são todos ou a maioria é, no mínimo, intelectualmente desonesto, isto para não dizer mesmo insultuoso.

Num momento em que tudo e todos mentem descaradamente, importa que se evite ao máximo este género de demagogias. A honestidade e a capacidade para encarar a realidade são, cada vez mais, cruciais para o sair de toda esta merda em que nos metemos e nos meteram.


Grupos de trabalho com conclusões pré-definidas



Como em grande parte de tudo que este PSD e CDS fizeram, desde a sabotagem do último governo, passando pelas eleições até ao seu [des]governo, também na questão do serviço público há má fé. Era óbvio que em todos os grupos de trabalho que este governo instituiu, as decisões já estavam tomadas à partida.

No da RTP, houve gente que, aparentemente, não gosta de ser feita palhaça e bateu com a porta na cara do Ministro e do Governo. Os meus parabéns às pessoas em causa. Pena que a grande parte das pessoas se venda facilmente.

Uma vez comunista, para sempre comunista!



"Doméstico é tudo o que está dentro da zona da moeda única. A Grécia já não pode decidir sozinha se quer ou não realizar um referendo", disse Merkel, na entrevista que a DPA hoje publicou em língua inglesa.

Esta senhora anda claramente confundida acerca do tempo e do espaço onde está. Confunde a UE com a sua pátria que era a antiga RDA, a Alemanha Comunista onde, de facto, não havia política interna e tudo era ditado pelo Grande Irmão Soviético. Por favor, recambiem-me estes ex-comunistas deslumbrados com o capitalismo neo-liberal para a sua terrinha ancestral porque é lá que eles estão estão bem!

Uma vez comunista, para sempre comunista!

De uma vez só, mata-se a Democracia e a República

 

Um governo que tem membros que acham que fazer as coisas à socapa, sem conhecimento dos cidadãos, que acha que é melhor apresentar as coisas como factos consumados, não é governo não é coisa nenhuma! 

O referendo na Grécia e toda a trapalhada que se gerou à volta dele, marcou o fim da democracia na Europa e começo daquilo que já havia há muito, a corporocracia ou finançocracia. Foi o fim de uma era em que se confirmou que os povos há muito que tinham deixado de eleger os seus representantes mas sim elegiam os representantes dos grandes interesses corporativos do grande capital, quer das empresas quer de indivíduos.

Em Portugal, a Democracia ou mesmo a deficitária República Portuguesa, na sua terceira encarnação, assiste também ao seu fim pelas mãos de dois partidos que, curiosamente, têm a palavra democracia no seu nome: PSD, Partido Social Democrata, e CDS, Centro Democrático Social. 

De facto, hoje, vejo que me enganei. A crise financeira não acabou com o capitalismo. Acabou sim com a governação do povo, como um todo, directamente ou através dos seus representantes substituindo-a pela eleição de representantes da finança mundial. Isto é, daqueles que, sem trabalharem muito, se dedicam a fazer dinheiro com o suor e trabalho dos outros. 

Resta perguntar como é que isto aconteceu... Mas a resposta é fácil. Aconteceu e está a acontecer porque o povinho lorpa deixou que isso acontecesse. Acreditou nas cantigas que vinham dos diversos partidos (sobretudo do PS, PSD e CDS). Acreditou em Sócrates e depois ainda teve a iluminada ideia de achar que Coelho seria diferente. 

Por mim, estão todos a ter o que merecem. Quando não se protege aquilo que se tem e se dá tudo como adquirido, tudo se perde.E estamos tão mal, que o governo consegue dar-se ao luxo de ter membros que acham que o povo não tem que participar nas coisas nem estar informado das intenções de quem o governa. 

Agora, aqui estamos. Agora, quem quiser que feche a porta. Votaram neles, deixaram-se todos fazer de estúpidos, agora, aturem-nos.

Referendo na Grécia? Certamente! Em Portugal também!

 
A Europa treme como "mau aluno" da Grécia. É que agora, um louco, lembrou-se finalmente de perguntar ao Povo o que é que quer fazer da vida e, só a mera possibilidade de o Povo se poder pronunciar, fez tremer França e Alemanha. 

O que eu me pergunto é porquê? Será que eles estão assim com tanto medo? E estão porquê? Não são as economias deles que estão de boa saúde e recomendam-se? Não são eles que dizem que os do "Sul" é que são os culpados disto? Então que temem estes senhores? 

Em primeiro lugar temem porque as economias deles estão assentes em areia e não valem metade do que a sua propaganda quer fazer crer. Esta crise não é uma crise do Sul da Europa, é antes uma crise Europeia e Norte-Americana. Logo, se a Grécia cair, arriscam que caiam todos e isso não se quer está claro. É bem mais interessante por os Gregos, Irlandeses e Portugueses a pagar os maus investimentos e desaforos financeiros Franceses e, sobretudo, Alemães.

Em segundo lugar, estes senhores, temem que a moda do "referendo" pegue como pegou a moda do "referendo à Constituição Europeia" que deu na bronca que deu com uma diferença. Na altura foram os Franceses e amigos do centro da Europa a fazerem referendos e deixarem o povo dizer não. Então agora, qual é o mal da Grécia fazer um referendo? Então a democracia e liberdade do Povo dizer que não é só para alguns Europeus?

O que a França e Alemanha temem é que, havendo referendo, ganhe o não (como certamente irá ganhar) e que não lhes paguem. Isso ou então estão com medo que tenham que renegociar os acordos de forma a que, tenham que salvar a Grécia na mesma mas que o façam sem terem o lucro desejado. Convém não nos esquecermos que estas ajudas à Grécia, Irlanda e Portugal não foram feitas por caridade. Quem emprestou dinheiro está a cobrar juros altíssimos.

Esta palhaçada do "Sonho Europeu" chegou ao fim. Agora vê-se em que é que se tornou a UE. Penso que convém começar a pensar no seu fim e enterro definitivo. Como se costuma dizer, mais vale só que mal acompanhado e esta Europa é muito má companhia.

O desespero da direita e um fantasma do passado




Perante um Orçamento de Estado tão mau e no qual só alguns interessados se revêem, o voto da esquerda começa a preocupar a direita. Preocupa-os tanto que há que chamar ao presente um fantasma do passado: José Sócrates. O antigo inimigo público número um está de volta, ressuscitado e tentar sabotar os esforços para [en]direitar o país. 
Este jornalismo de meia tigela, este intriguismo político, esta falta de bom senso e estas lógicas distorcidas trazem-me à mente o caso de Manuela Moura Guedes e Mário Crespo à mente. Por notória falta de competência na sua área profissional, por desconhecerem o que é ser jornalista, esses dois começaram um campanha vergonhosa de mau dizer. Foi verdade, foi mentira? Não sei, nem me interessa porque no final o resultado foi mais dinheiro que lhes entrou nos cofres. Um com uma férias de "baixa" e outro com promoção ao seu livro. Enfim, populismos que só com um povinho intelectualmente embrutecido como o português é que poderiam ter resultados.

Agora volta-se recuperar a estratégia para vender mais uns jornais. Notícias sem sentido e conclusões absurdas de quem vê telenovelas a mais e confunde trabalho jornalístico com o de novelista. 

Em primeiro lugar, se fosse Pinto Balsemão a dar conselhos a Passos Coelho era normal. Se fosse Cavaco a falar com Manuela Ferreira Leite, idem aspas. O problema aqui é ser Sócrates. Goste-se do homem ou não, concorde-se com ele ou não há factos inegáveis. José Sócrates foi Primeiro-Ministro e Secretário Geral do PS, logo é normal que hajam conversas entre ele, deputados do PS e o líder desse mesmo Partido. Mais, creio que Seguro e Sócrates são amigos logo é normal também que dois amigos se juntem para almoçar ou jantar. Sendo ambos, é normal que juntem trabalho ao lazer. 

Também é normal, visto isto ser [?] uma democracia livre, que as pessoas podem ter opiniões e que as possam partilhar com quem bem quiserem. Logo, não vejo o problema de Sócrates falar seja com quem for sobre seja que assunto for. Aqui, o Público, tenta limitar a liberdade de expressão associando, através de intrigas mesquinhas e conclusões alucinantes (ou então o jornalista em causa não sabe escrever), a opinião de um cidadão à opinião negativa que o país tem dele. É uma espécie de falácia de autoridade de pernas para o ar. Por ter sido pessoa X dizer, está mal, está errado e cruzes abrenúncio que é quase obra do Demo.

Repare-se na notícia:


Mas então, um grupo de membros e deputados do PS não pode juntar-se para fazer pressão sobre que assunto for no seu partido? Não é isto, também, a política? Mas isto agora é o líder diz, o resto faz. Andamos a brincar ao Simon says?! Ou será que o Público anda a ver fantasmas ou tentar inventá-los? 

Almoçaram em Paris e NÃO se sabe do que falaram (José Sócrates e António José Seguro). Mas pelos vistos o Público sabe de uma "estratégia" (uuuuhhh medo, os Socialistas com estratégias!) de APOIANTES de José Sócrates... Volto a perguntar, o que é que leva o Público a concluir que Sócrates está por detrás disto? Temo que nas próximas edições se veja o Público a dizer que, a eleição de Passos Coelho foi tudo uma tramóia do malvado do Sócrates. 

Conclusão e sem detalhar mais esta não-notícia, ou o Público decidiu virar tablóide ou alguém na direita está com medo de qualquer coisa. Será que os própios Jotinhas & Companhia LDA agora acham que o Orçamento é assim tão mau que a única razão que encontram para se votar nele é o desgraçado desse homem do Demo, José Sócrates, não querer que ele passe?

Isto deve ser o Halloween.


Competentes no privado mas incompetentes no público?!


Eu não tenho problemas em eles ganharem o que ganham mas gostava que me explicassem como se passa de um salário de dezenas de milhares de euros antes de ir para um governo para salários dez vezes maiores no pós-governo... Será que a competência e formação aumentou por terem estado no governo? Estes negócios da China, que são verdadeiras lotarias, é que convinha serem explicados numa altura em que o país está na miséria depois destes senhores terem passado por lá.

Seria muito interessante verificar como pode gente tão competente, a julgar pelos seus salários, no privado pode ser tão incompetente a governar um país...

A distorção da realidade baseada em preconceitos

 
Sexagenário preso por abuso sexual reiterado a menina de 10 anos - JN

Pedófilos atacam alunos da escola agrícola de Chaves - JN

Não sei se já repararam que, sempre que há uma crise onde a direita em Portugal está metida, começam a aparecer nos jornais casos de violação de menores. Com Durão Barroso, por exemplo, foi o caso Casa Pia (ainda por resolver).

Outra coisa interessante de notar, é a maneira como estes jornalistas de meia tigela abordam os casos. No primeiro, é um sexagenário que abusa de uma menina. No segundo, já é pedofilia pois trata-se de violação de rapazes. Ou seja, a coisa é a mesma mas, no primeiro como é pedofilia heterossexual é um abuso. No segundo, onde a pedofilia é homossexual, já é Pedofilia, não é abuso sexual. 

Interessante notar também o contraste da gravidade dos textos. No primeiro, é uma mera constatação de um facto. No segundo, é uma ofensa gravíssima. Agora repare-se como é distorcida esta maneira de falar das coisas. No caso do sexagenário, estamos a falar de uma violação continuada, de um membro da familia a outro. No segundo, estamos a falar de jovens que são aliciados com dinheiro e coisas afins para actos sexuais. Ou seja, no primeiro, apesar de ser uma pedofilia forçada é apenas considerado um abuso enquanto que no segundo, onde os putos até são pagos e, concluo, vão de livre e espontânea vontade, é pedofilia, são "atacados" como diz a notícia.

Em vez de se tratar o que é igual por igual e o que é diferente de maneira diferente, não. Põe-se tudo no mesmo saco, mistura-se muito bem e, como resultado, temos algo subjectivo, repleto de preconceitos e mentiras. Pior, chega-se a atenuar uma violação no seio familiar e agrava-se um acto que, por ilegal e repugnante que seja, foi consentido e pago. 

No final, fico com a ideia que, em Portugal, as palas são grandes e que, no lugar onde deveria estar a cabeça, os portugueses têm merda. 


Right and Left, Left and Right


Ideologically speaking, the true difference between Right and Left is that the first is willing to let fifty people die of starvation so one can have a yatch while the second is not. 

Ideologicamente falando, a verdadeira diferença entre Direita e Esquerda é que a primeira está disposta a deixar cinquenta pessoas morrerem de fome para que uma possa ter um iate, enquanto que a segunda não.

O Orçamento para o Desastre



Este orçamento de estado (tudo com minuscula) é um verdadeiro desastre para o país. Não tem pés nem cabeça. É um orçamento para tapar buracos de estrada com areia. Com os primeiros chuviscos, lá aparecem os malfadados buracos.

Um orçamento que aumento impostos a quase, ênfase no quase, todos mas deixa alguns "privilegiados" de fora não pode ser um orçamento sério. Um orçamento que começa por deixar de fora alguns porque, técnicamente falando, não recebem reformas mas sim subvenções é gozar com a cara dos contribuintes. Um orçamento que, pelos vistos, vai deixar de fora nas reduções dos susbsidios de Natal e Férias os senhores do Banco de Portugal é algo que não é de gente séria.

Dizem-me que "isso são coisas pequenas que, mesmo tributadas e tudo o mais, são insignificantes no quadro geral." Pois, se calhar até são. O problema aqui, para além de um receita que se poderia arrecadar, obviamente, é maior do que uma mera contabilidade. É um problema moral. Ninguém aceitar, em aceitará, que uns sejam penalizados enquanto outros são beneficiados. É uma questão de igualdade e, sobretudo, de demonstar que TODOS estão a fazer um esforço para corrigir os erros do passado. Sem esta moralidade, tudo cairá em saco roto, mais tarde ou mais cedo.

Mas, vindo de um governo que tem dois membros que se acham no direito MORAL de pedir apoios para a sua deslocação para Lisboa quando já têm casa nessa mesma cidade, é um governo aldrabão. É um governo sem autoridade para impor seja o que for a quem for. É um governo que não ganhará o respeito de ninguém. Assim sendo, só irá conseguir impor a sua vontade pela força da Lei ou dos cacetetes das forças de autoridade.

Pior do que isto, é um orçamento que irá destruir a classe consumidora e geradora de riqueza. Não vai, também, ajudar empresa nenhuma, muito pelo contrário. Muitas irão à falência por causa do agravamento do IVA e outros impostos. É um orçamento, portanto, que irá ter como resultado o colapso económico do país. Isto levará a mais crise para o ano 2012 e seguintes e terá como destino a bancarrota, inevitavelmente. Não se consegue sair de uma crise sem crescimento económico o qual não é potencializado aqui.

É um orçamento que corta em tudo que é essencial e da inteira resposabilidade do Estado (Saúde e Educação) e aumenta no que é da resposabilidade dos agentes privados (Ministério da Economia). Ao Estado não cabe investir nas empresas nem financiar a banca. Ao Estado cabe para potenciar o crescimento através de mecanismos legais e educação civica e não atirando dinheiro para empresas que não o conseguem gerar sozinhas. Ou seja, este orçamento faz exactamente o oposto do que deveria fazer.

Resumindo. O actual governo criou um orçamento que é um verdadeiro desastre para qualquer pessoa mediana e só irá conseguir que, para o próximo ano e seguintes, se tenha que eleger alguém que vá para lá resolver os problemas que eles criaram antes de tratar dos problemas que Sócrates e seus antecessores deixaram.