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Never forget Orlando

Versão portuguesa

Desde Domingo que ando a tentar vir aqui escrever qualquer coisa mas não consigo. Entre raiva, fúria, desilusão e uma profunda tristeza, cada vez que vejo ou leio algo sobre o que se passou em Orlando só me apetece chorar. Sem saber muito bem como, a distância devia ser suficiente para isto não acontecer, ou assim pensei, estes acontecimentos atingiram-me como se tivesse sido atropelado por camião. Atingiu-me a um nível pessoal que eu jamais sabia ser possível. Eu só posso imaginar o que as familias das vitimas podem estar a sentir neste momento.

Como não me consigo centrar para escrever algo com significado, deixo aqui um vídeo e um link. Nunca se esqueça o que se passou no Pulse, em Orlando, EUA. 

O Amor vence!

English version

Since Sunday that I've been trying to come here and write something, but I can't. Between anger, rage, disappointment and a deep sadness, every time I see or read something about what has happened in Orlando I feel like crying. Without knowing exactly how, the distance should have been enough for this not to happen, or so I thought, these events have hit me like a truck. They've hit me on a personal level that I never thought possible. I can only imagine what the families of the victims are feeling at this moment. 

As I can't focus myself to write something meaningful, I leave a video and a link. Never forget what happened at Pulse, in Orlando, USA.

Love wins!





Preconceito disfarçado de opinião.

Sobre a adopção gay por José Miguel Tavares

Já há muito tempo que deixei de ler este fulano pois sentia-me sempre um pouco mais estúpido no final. Isto porque os argumentos que usa para justificar as suas posições provocam uma hecatombe na minha cabeça (onde os meus neurónios assumem o papel das reses sacrificadas).

No entanto, numa onda masoquista, decidi arriscar e ler outra vez. Não saí desiludido, apenas com menos umas quantas centenas de neurónios.

O argumento de que é preciso mais debate para este assunto (e do aborto também - dois referendos não são, aparentemente, suficientes para um amplo debate) é verdadeiramente fascinante. Já se anda a debater esta questão há mais de 10 anos. Não sei quanto tempo mais de debate é que esta gente acha adequado e apenas posso interpretar este argumento como hipócrisia e demagogia feita para esconder ou disfarçar a verdadeira razão: preconceito e homofobia.

Em cima disto, há também os casos reais onde crianças já são criadas por casais do mesmo sexo e não há indicações que os petizes estejam a sair ou já tenham saido mentalmente desiquilibrados. Mesmo que assim fosse, então estes casais estariam apenas a seguir o exemplo dos casais de sexo diferente, os quais são peritos em perturbar as crianças - se assim não fosse, não haveria necessidade de recorrer tanto a psicólogos e psiquiatras com os petizes.

Temos ainda os inúmeros pareceres científicos onde é claramente dito que não há diferenças de comportamento (salvo, porventura, a menor quantidade de preconceito na cabeças dos putos) entre crianças criadas por casais heterossexuais ou homossexuais.

O melhor de tudo é quando dizem que é necessário salvaguardar o interesse da criança. Certamente. Nesse caso, sugiro que se proiba a adopção. É que, olhando bem para a coisa, quando um casal heterossexual vai adoptar não vai a dizer: eu nem quero ter crianças, mas vou fazer esse enorme sacrificio para que uma delas possa ter uma vida melhor. Por favor, poupem-me. O raciocínio da adopção é um raciocínio egoista. Os candidatos a adoptantes querem adoptar por ELES querem ter uma criança. Isto é válido para casais heterossexuais, casais homossexuais e pessoas singulares.

Toda esta argumentação é da mais profunda hipócrisia e só mesmo o preconceito e ignorância juntos permitem que alguém diga semelhantes coisas. Acho interessante quando se argumenta a necessidade da criança ter uma figura masculina e feminina para um bom crescimento. Ora bem, então se isso é impedimento, então a lei da adopção tem que ser imediatamente revista. Tem que se retirar da lei a possibilidade de pessoas singulares poderem adoptar. Não se pode permitir também que só haja um pai ou uma mãe. No caso de pessoas solteiras com filhos, há que lhes obrigar a terem acompanhamento psicológico para a criança ou, simplesmente, retirar-lhes a prole.

Este argumento da necessidade de figuras de ambos os sexos é tão fraco que só mesmo a tentativa de disfarçar preconceitos justifica o seu uso.

Refugiados e variações de solidariedade



@Leça-palmeira.com Câmara de Matosinhos procura edifício para acolher refugiados.

O que me chateia no meio disto tudo é que foram a França, o Reino Unido, os EUA e a Rússia a dar cabo da Síria (e não só), permitiram que um país caisse numa guerra cívil onde não se sabe bem quem é que está contra quem ou quem são os "bons" ou os "maus".

Foi a Alemanha que, na sua cegueira e auto-interesse, forçou a ruína da Grécia e sofocou a Irlanda e Portugal sem nunca ter pensado naquela coisa que, aparentemente agora descobriram: solidariedade. Foram todos estes países que arruinaram a Ucrania num jogo de interesses que não se percebe bem quem é que ganhou o quê.

No final, depois de terem todos brincado ao "quem é que tem a pila maior", e de não terem chegado a conclusão nenhuma, olharam para cima e repararam que tinham uma catástrofe nas mãos. Uma vez mais, recusam-se a assumirem as suas responsabilidades e atiram para os outros a tarefa de lhes resolverem a situação. O curioso é que estão agora a exigir ajuda daqueles a quem eles sempre recusaram ajudar; aos mesmos a quem eles acusaram de serem preguiçosos, ladrões, caloteiros e por aí fora.

A ajudar tudo isto, juntam-se os países vizinhos, aqueles que nadam em rios de petro-dólares, os quais, não só não mostram interesse em promover a resolução dos problemas da zona, como ainda não se ofereceram para receber nem um dos seus irmãos de Fé. Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar ou Kuwait  desviam a cara para o lado. Percebe-se, a Fé, o Islão é uma arma de arremesso político para eles e não um acto de fé ou crença.

Conclusão, quem nada tem que ver com estes problemas, Portugal e Grécia, por exemplo, ambos com sérios problemas criados por anos de prostituição económica, promovida pelos chulos locais para satisfazerem os seus próprios interesses e os dos seus mestres internacionais, vão ter que puxar dos cordões à bolsa e demonstrar solidariedade. Cá, em Portugal, não há dinheiro para salários, não há dinheiro para a Educação, não há dinheiro para a Saúde mas vai haver dinheiro para isto. Ouvi dizer que a UE vai dar dinheiro para isto o que, se sempre se concretizar, não deixa de ser engraçado. Quando Portugal "precisou" de dinheiro, e a Grécia também, foi-nos cobrada uma taxa de juro bem interessante pela "UE" e só nos foi dado se fizessemos o que eles queriam. Qual solidariedade, qual carapuça!

Talvez fosse uma boa altura para relembrar a UE, em especial alguns países, que foram eles a criarem todos estes problemas, como tal, eles que os resolvam. Se querem a nossa ajuda, muito bem, mas ela tem de ter um preço tão alto como aquele que nos cobraram para nos "ajudarem". E, talvez fosse também boa ideia perguntar à ministra Austríaca onde estava a solidariedade do seu país quando outros precisaram.

Pai desmente que tenha entregue filho na PSP


Como eu gosto de gente louca que adora fazer passar os outros por loucos e estúpidos. 

Então não é que sua excelência, este fantástico progenitor, diz agora que não foi à esquadra? Mas ele tem noção do que diz ou fala porque ficou com o cú quente? Estará consciente ele que acabou de acusar o JN e a PSP de mentirem? O jornal ainda estou como o outro, podia ter havido informações erradas, agora a PSP? Não me parece que os polícias andem a inventar histórias de pessoas que lhes vão às tantas da madrugada à esquadra para entregar o filho por este ser homossexual! 

Esta coisa de ser homofóbico e depois se ter vergonha de o ser quando a sociedade recrimina esse comportamento tem que se lhe diga... De facto, o pai deveria procurar um médico mas não para o filho como ele anuncia na notícia. Ele deveria procurar um psiquiatra para tratar a insanidade e confusão que vai na sua própria cabeça.

Fico surpreendido e esperançado que esta anunciada investigação dê frutos porque este pai não merece ter seja que filho for. 

Registo também que, de todas as associações LGBTs, só a amplos (Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual) se dignou a falar do caso e, mesmo assim, fez pouco a meu ver. Não consegui achar mais nada em nenhuma das outras.

A culpa é sempre dos que não são de cá (ou de lá)...



A propósito desta notícia do JN, onde se fala da violência em Londres, li vários comentários profundamente racistas, xenófobos e fruto de mentes que, a única conclusão a que me levam é a de que nada mais têm na cabeça a não ser esterco.

Deixo aqui alguns:


JoelM
08.08.2011/20:44
Portugal - Braga

"multi culturalismo ao mais alto nível... parasitas que ja nasceram em Inglaterra, com nacionalidade inglesa mas que não se inserem na sociedade... levem com eles agora! portugueses, abram os olhos!"


António
08.08.2011/20:21

"Deportação, resiste Europa Branca de Lisboa a Moscovo de Londres a Roma. basta de multiculturalismo, basta de imigração."


Agora é a minha vez de comentar os comentários. Antes de dizer alguma coisa em concreto sobre estas pérolas, tenho que dizer que é sempre interessante ver como, quanto mais é preciso clareza de espírito perante o que se passa na sociedade, mais se dá à estupidez e imbecilidade. Repare-se que o Reino Unido, pela sua própria natureza, é um país livre e multicultural desde a sua fundação. Não nos vamos esquecer que no Reino Unido convivem três povos diferentes com um pedacito de outro. Refiro-me a Ingleses, Escoceses, Gales e Irlandeses. Por isso, não deixa de ser interessante ouvir este argumento. Já agora, relembro que a maior economia do mundo e o país que mais poder teve em toda a história do mundo é multicultural por natureza. Se olharmos para a história, o multiculturalismo esteve sempre presente.


Desta forma, é hilariante ler comentários como o senhor JoelM. Esquecer-se-á este senhor que há cerca de dez milhões de portugueses espalhados pelos quatro cantos do mundo. Se calhar, o que este senhor e outros como ele não sabem é que o que eles dizem dos imigrantes lá fora é o mesmo que os de lá fora dizem dos portugueses. Já agora, será o senhor JoelM descendente dos antigos povos ibéricos da península? Duvido muito porque se há povo com miscelânea até dizer chega é o português. Por isso, ele próprio é fruto do multiculturalismo que ele tanto despreza e como tal, deve-se desprezar muito a ele próprio. 

Isto leva-nos para o segundo comentário que de tão absurdo que é, até que escusava receber honras aqui mas não resisto a dizer uma coisinha. Saberá então este ilustre e lusitano António que, segundo os padrões eugénicos e das teorias de raça de todos os grupos racistas que por aí andam, brancos são os do Norte da Europa. Os do Sul são outra raça completamente diferente e dela própria suja. São os "latinos", por exemplo. Ou seja, a Europa Branca que ele aparentemente tanto gosta, começa não em Lisboa mas em Berlim e pode bem ir até Moscovo mas não passa certamente por Lisboa, Madrid ou Roma. Já agora, gostava de saber, quanto moreno é o senhor e que cor de olhos e cabelo tem e se porventura, tem alguém na família antes dele, com essas determinadas características dessa tal fantástica Europa Branca. Eu tenho e só por sorte não nasci loiro de olhos azuis branquinho que nem cal. No entanto seria e sou incapaz de falar em Europa seja de que cor uniforme for, até porque a Europa é multicultural e de Branca, mais de metade dela, tem pouco.

Em suma, as histórias do inicio do século XX estão a ser rapidamente esquecidas e parece-me que fica provado que a estupidificação das populações continua a dar frutos. Começo a ficar saudoso de uma União Soviética onde toda a gente era obrigada a ir à escola e todos tinha curso superior ou qualquer coisa do género, o que me deixa muito preocupado.

E só para terminar, serão descendentes de "não britânicos" a fazerem isto ou serão mesmo britânicos de gema? E o problema está na cor da pele ou antes nos governos de Thatcher que passaram uma década da destruir a industria local empobrecendo as comunidades?

Como sempre, a culpa é sempre de pretos, homossexuais, imigrantes... Às vezes até é das mulheres que deviam estar todas em casa a cuidar dos filhos em vez de roubarem o trabalho aos homens!

Algumas verdades...



Publico aqui um texto que me chegou por email. O texto encontra-se originalmente publicado no Instituto João Goulart e pode ser acedido clicando aqui.

Já li vários trabalhos de Noam Chomsky e, em todos, ele acerta com precisão no alvo trazendo as verdades ao de cima. Curioso é ele ser Americano. Aqui fica o texto o qual espero que sirva para uma melhor apreensão da realidade para nos defendermos do que nos atiram aos olhos. Só depois de conhecermos as armas dos inimigos é que nos podemos defender deles.



O lingüista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

Nojo e vergonha de pertencer a esta naçãozinha de treta


São estes os "homens" de Portugal. São estes os "machos latinos" que Portugal tem. São estes os país das nossas crianças e os seus modelos. São muito homens mas são precisas dúzias para bater num único que, seja lá o que tenha feito, se algo fez, para mostrarem como são homens duros.

São estes os senhores que dizem "defender" a pátria. Com defensores assim ficamos melhores sem eles. É preciso ter lata para depois ainda virem falar de "honra", de "espírito de corpo", de "unidade" e "coragem". Se é isto que estes senhores aprenderam na recruta dos seus superiores então se calhar, já que nada fazem pela nação que não possa ser feito por um corpo civil, então mande-se esta gente toda para a reforma antecipada pois um país não precisa de um exército que mostra ao mundo ser uma colecção de rufias. 

Este comportamento é inadmissível numa organização como as Forças Armadas de um país civilizado. É bom que haja reprimendas sérias, duras e que haja, sobretudo, acusação de crime para estes senhores para que sirva de exemplo.

Sei que nas Forças Armadas se estão a ensinar pessoas a matar e não a treinar comissários de bordo mas há valores que têm de ser mantidos. E convinha também não esquecer, para os senhores que se lembram destas covardias, que um dia no "campo de batalha" poderão precisar que o coitado que estava no chão dê o corpo por eles. 

Penso que os Americanos ainda precisão de homens para o Afeganistão. Talvez se devesse "voluntariar" estes senhores para lá para os montes para os Talibans os ensinarem o que é coragem ou loucura, dependendo do ponto de vista.

Estou enojado com isto.

Passos - o incompreendido

Passos rejeita apresentar mudanças à lei do aborto - Política - PUBLICO.PT

Afinal, já não quer fazer alterações. Só falou porque há cidadãos a apresentarem petições sobre o assunto... Já agora, também vai falar do acordo ortográfico? E dos direitos dos animais? E do fim das touradas? Será que também vai anunciar publicamente que o PSD falará disso? É porque também há petições para esses assuntos! Esses e outros. Será que ele, se ganhar, vai andar os próximos 4 anos a falar desses assuntos todos? Será que, sempre que houver uma petição, Passos insistirá em falar nela?

Mas este gajo anda a dormir, acha que quem o ouve é burro, ou será que simplesmente não sabe o que anda por lá a fazer? Assim não dá. Não há por aí nenhum Tiririca para eu votar? Será que o senhor sabe ao menos que, para mudar a Lei do Aborto, terá que convocar um novo referendo? Ou será que quando e se for governo o PSD já vai achar necessário referendos para tudo e para nada? Será que Passos e o PSD só gostam de referendos quando estão na oposição?

Que circo aqui vai...

Passos com mais um não-assunto

Passos Coelho quer alteração à lei do aborto - Portugal - DN

 
Ainda me lembro de ouvir gente desta direita bacoca a dizer que, nos tempos actuais, o casamento homossexual não era um tema urgente ou que fosse preciso falar. Não era tempo. Havia coisas mais urgentes. Pois então pergunto, o que anda Passos Coelho a fazer falando do aborto? Afinal aquilo é importante? Não temos já uma lei, recente até e aprovada em referendo, a funcionar? Então os problemas mais importantes agora desapareceram? Evaporaram-se? Ou será que Passos Coelho não tem já mais nada de interessante para dizer e tem que arranjar tema de conversa/campanha?

Começou com uma revisão constitucional e vai agora acabar com uma "revisão" à lei do aborto? Pergunto-me se a seguir vai falar outra vez na quantidade de sal no pão?!... Ou, se calhar, a pensar nos problemas de obesidade em Portugal, vai propor legislar sobre a quantidade de hidratos de carbono nos Pasteis de Belém (vulgo, Pasteis de Natas)...

É gira a rapidez com que se criam não-assuntos para evitar falar daquilo que verdadeiramente importa e que Passos (e Sócrates) não tem nada de interessante para dizer. Gira é também a rapidez com que se muda de opinião em Portugal e como os demagogos e mentirosos saltam de uma posição para outra. No final disto, gostava de saber que votos pensa Passos que vai ganhar ao falar do aborto?

É isto que o candidato que se propõe ser alternativa a Sócrates tem para dizer? Ser do contra por ser do contra ou só para ser diferente? Ideias novas ou falar verdade pela primeira vez na vida enquanto líder do PSD não lhe passará pela cabeça? Se eu ouvir Passos Coelho dizer que, se for Primeiro-Ministro irá fazer quase tudo igual a Sócrates mas sem as trapalhadas do outro, eu voto nele, pois aí ele estará a falar verdade. Até lá e enquanto Passos tentar provar a sua [in]diferença perante Sócrates, lamento, mas nem um nem outro me convencem.

Valentia...

O que fazer perante isto? Isto é o claro exemplo do verdadeiro macho latino! Só se bate em quem não se pode defender. Grandes homens estes!


Eu Não Quero Voltar Sozinho - Curta

Com os devidos agradecimentos a Paulo Prudêncio que postou isto ontem no seu blogue Correntes. Nas suas palavras: "Pode ser um excelente conteúdo para a formação cívica (não desista por causa dos 17 minutos de duração)."

 

Estupor!

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