A língua portuguesa confude-me...



Em relação às novas regras que, pelos vistos, darão aos Recibos Verdes subsidio de desemprego faz o jornalista do DN a seguinte citação:


Agora pergunto-me, se não é para os actuais desempregados e para as pessoas que estão actualmente empregadas, é para quem? 
Fico na dúvida se foi o jornalista que não soube explicar nos míseros parágrafos que dedicou a isto, o que não me surpreenderia, ou se é o Ministro que, numa tentativa de ficar bem na fotografia, o que queria dizer era mesmo "isto é só para fazer propaganda pois só quem começar agora a trabalhar é que, daqui a 12 meses, poderá receber alguma coisa. Já agora, acrescente-se que à questão dos recibos verdes, estão outra bonificações no subsidio de desemprego para os demais trabalhadores. 

Ou seja, altera-se a lei, cumpre-se com a troika e fica-se bem na imagem. Como cereja em cima do bolo fica o facto do governo só ter que pagar alguma coisa em 2013, já mais para o fim do mandato onde já não terá de se preocupar tanto com o deficit/austeridade, mas sim com as próximas eleições legislativas.

Fico portanto na dúvida se é o jornalista que não sabe português ou se é o Ministro que anda a fazer campanha eleitoral antecipada (à bom estilo CDS das feiras e dos submarinos) ou ainda se é um pouco das duas.

A notícia pode ser consultada clicando na citação acima transcrita ou aqui.

30 anos de ganância...


Pois e tal... Afinal não por haverem mais juízes, médicos, professores e outros altos quadros que a média de salários no público é mais alta que no privado... Quando isto acontece, basta fazer contas para se perceber que o Estado só podia ter um caminho: o da falência.

Imaginem uma família de quatro pessoas, os pais e dois filhos. Os pais ganham os dois 100€. 50€ vão para as necessidades básicas e o restante é para distribuir pelos membros da família para os seus gastos pessoais, ou seja, 12,5€ para cada um. Agora imaginem que os filhos gastam constantemente 20-30€ por mês. O que vai acontecer? A família vai à falência pois os pais não ganham para sustentar os filhos.

No Estado é a mesma coisa. Quando no privado se ganha menos e se tem que pagar mais para o sustentar o público o resultado é a falta de liquidez a dada altura. Ou o Estado está dotado de meios lucrativos, nomeadamente empresas públicas lucrativas que transferem os seus lucros para o Estado e assim se consegue equilibrar as contas, ou o Estado tem que pagar o mesmo que se paga no privado. Caso contrário, cria-se um Estado que sorve os recursos do privado o que só leva a que ambos fiquem sem dinheiro.

O problema não é de agora. O problema não é dos funcionários públicos. O problema não é da produtividade do privado. O problema é da cambada de inaptos que nos dirigem há 30 anos, quer no público, quer no privado e de quem votou neles.

O difícil agora é explicar às pessoas que por culpa de má gestão, ou gestão danosa mesmo, agora vai tudo corrido a cortes.

Resolução de Ano Novo

 
Agora que se aproxima um ano novo, eu decidi tomar umas certas medidas a nível pessoal, a bem da minha sanidade mental. Tipo, resoluções de Ano Novo. Nomeadamente, vou escrupulosamente restringir com quem falo e onde comento aqui na internet e, posteriormente, na vida real também.

Não me resta outra opção. 

Mais do que isso, irei restringir seriamente por onde deito as vistinhas de modo a nem sequer me sentir tentado em comentar. Quando tiver algo para dizer, passarei a fazer um post sobre o assunto. Mas não andarei mais por ai, na net ou na vida real, a tentar explicar à generalidade das pessoas o que se passa. Não perderei tempo a retorquir imbecilidades alheias. Não perderei tempo, nem paciência, a tentar explicar a imbecis porque é que agora estão a ser chupados financeiramente. Não perderei tempo a mostrar a outro tipo de imbecis porque é que andam enganados. Não me meterei mais em conversas imbecis com gente imbecil que só levam a filosofias baratas cheias de cegueira e ignorância.

Isto porque tal é um exercicio desgastante para mim e inútil para os imbecis. Eu fico psicologicamente exausto, stressado por vezes até, e os imbecis, no final, continuarão alegremente imbecis. 

Até porque, repare-se, para explicar a um imbecil ignorante o porquê de ser imbecil ignorante, muitas vezes é preciso baixar-se ao nível deles. Como não tenho jeito nenhum para fazer de imbecil ignorante, caio no ridículo de entrar no campo do inimigo e, como resultado, desgasto-me de ouvir tanta imbecilidade junta sem forma de responder na mesma moeda porque, como antes disse, falta-me esse talento.

Outro dia, vindo directamente da Noruega, chegou-me à frente das vistas uma fantástica frase que resume bem o meu problema. Dizia a frase qualquer coisa como, "Never argue with idiots! They bring you down to their level and beat you with experience!".

A partir de agora, irei limitar muito onde e como comento. Não estou para aturar gente louca nem, tão pouco, gente que me vem tentar dar lições, repetindo hoje coisas que eu disse há anos atrás. Escuso-me a estas tristes imbecilidades e outras do género. Escuso-me a tentar fazer cegos verem e surdos ouvirem.

É tempo perdido.

The truth


Não deixa de ser surpreendente que eu, um europeísta, vá buscar e citar um eurocéptico para justificar que esta Europa está, de facto, morta.

A culpa é sempre do vizinho...





Parece-me ilógico, insensato e, até mesmo, irresponsável dizer semelhante coisa até porque não nos podemos esquecer dos maus professores. Não adiante negar esta evidência. Eles existem. Eles andam aí a dar aulas a fingir que sabem. Professores, do público ou privado, há que teriam mais vocação para padeiro ou merceeiro do que para transmitir conhecimentos, seja a quem for.

Negar isto, é negar a realidade e, consequentemente, andar sempre a tratar de não-problemas e falhar em resolver os verdadeiros problemas do Ensino em Portugal.

Quero dizer com isto que a culpa é inteiramente dos maus professores que por aí andam a conspurcar a profissão e mentes de alunos? Não! Obviamente que não e quem ousar tal dizer das minhas palavras acusarei de má-fé, falta de seriedade e, se calhar, ainda acusarei de se ter sentido atingido pessoalmente.

Escusar-se-á também de tentar inferir que estou a querer dizer que a maioria dos Professores é notoriamente incompetente. É mesmo escusado até porque recuso essa ideia por completa. Que há maus professores, há. Que eles são mais do que é aceitável ou tolerável? Sim, isso também se pode dizer que digo. Se digo que são todos ou que estes são a maioria? Não!

Este problema de docentes inaptos a leccionarem é um dos problemas do Ensino. É um problema grave que importa resolver, tal como importa resolver os "outros". Negar este é mentir, antes de mais, a nós mesmos. É negar a realidade ou desconhecer por completo o que se passa para além do seu jardim.

Os problemas só se resolvem quando encararmos a realidade. Quando formos honestos, em primeiro lugar, connosco.

Mais acrescento: a frase acima transcrita, quer dizer (inadvertidamente, quero eu pensar) que os alunos são, por defeito, mal comportados e preguiçosos. Também os há, é certo. Contudo, implicar que são todos ou a maioria é, no mínimo, intelectualmente desonesto, isto para não dizer mesmo insultuoso.

Num momento em que tudo e todos mentem descaradamente, importa que se evite ao máximo este género de demagogias. A honestidade e a capacidade para encarar a realidade são, cada vez mais, cruciais para o sair de toda esta merda em que nos metemos e nos meteram.


Grupos de trabalho com conclusões pré-definidas



Como em grande parte de tudo que este PSD e CDS fizeram, desde a sabotagem do último governo, passando pelas eleições até ao seu [des]governo, também na questão do serviço público há má fé. Era óbvio que em todos os grupos de trabalho que este governo instituiu, as decisões já estavam tomadas à partida.

No da RTP, houve gente que, aparentemente, não gosta de ser feita palhaça e bateu com a porta na cara do Ministro e do Governo. Os meus parabéns às pessoas em causa. Pena que a grande parte das pessoas se venda facilmente.

Uma vez comunista, para sempre comunista!



"Doméstico é tudo o que está dentro da zona da moeda única. A Grécia já não pode decidir sozinha se quer ou não realizar um referendo", disse Merkel, na entrevista que a DPA hoje publicou em língua inglesa.

Esta senhora anda claramente confundida acerca do tempo e do espaço onde está. Confunde a UE com a sua pátria que era a antiga RDA, a Alemanha Comunista onde, de facto, não havia política interna e tudo era ditado pelo Grande Irmão Soviético. Por favor, recambiem-me estes ex-comunistas deslumbrados com o capitalismo neo-liberal para a sua terrinha ancestral porque é lá que eles estão estão bem!

Uma vez comunista, para sempre comunista!

De uma vez só, mata-se a Democracia e a República

 

Um governo que tem membros que acham que fazer as coisas à socapa, sem conhecimento dos cidadãos, que acha que é melhor apresentar as coisas como factos consumados, não é governo não é coisa nenhuma! 

O referendo na Grécia e toda a trapalhada que se gerou à volta dele, marcou o fim da democracia na Europa e começo daquilo que já havia há muito, a corporocracia ou finançocracia. Foi o fim de uma era em que se confirmou que os povos há muito que tinham deixado de eleger os seus representantes mas sim elegiam os representantes dos grandes interesses corporativos do grande capital, quer das empresas quer de indivíduos.

Em Portugal, a Democracia ou mesmo a deficitária República Portuguesa, na sua terceira encarnação, assiste também ao seu fim pelas mãos de dois partidos que, curiosamente, têm a palavra democracia no seu nome: PSD, Partido Social Democrata, e CDS, Centro Democrático Social. 

De facto, hoje, vejo que me enganei. A crise financeira não acabou com o capitalismo. Acabou sim com a governação do povo, como um todo, directamente ou através dos seus representantes substituindo-a pela eleição de representantes da finança mundial. Isto é, daqueles que, sem trabalharem muito, se dedicam a fazer dinheiro com o suor e trabalho dos outros. 

Resta perguntar como é que isto aconteceu... Mas a resposta é fácil. Aconteceu e está a acontecer porque o povinho lorpa deixou que isso acontecesse. Acreditou nas cantigas que vinham dos diversos partidos (sobretudo do PS, PSD e CDS). Acreditou em Sócrates e depois ainda teve a iluminada ideia de achar que Coelho seria diferente. 

Por mim, estão todos a ter o que merecem. Quando não se protege aquilo que se tem e se dá tudo como adquirido, tudo se perde.E estamos tão mal, que o governo consegue dar-se ao luxo de ter membros que acham que o povo não tem que participar nas coisas nem estar informado das intenções de quem o governa. 

Agora, aqui estamos. Agora, quem quiser que feche a porta. Votaram neles, deixaram-se todos fazer de estúpidos, agora, aturem-nos.

Matthew L. Fisher - Nature

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Referendo na Grécia? Certamente! Em Portugal também!

 
A Europa treme como "mau aluno" da Grécia. É que agora, um louco, lembrou-se finalmente de perguntar ao Povo o que é que quer fazer da vida e, só a mera possibilidade de o Povo se poder pronunciar, fez tremer França e Alemanha. 

O que eu me pergunto é porquê? Será que eles estão assim com tanto medo? E estão porquê? Não são as economias deles que estão de boa saúde e recomendam-se? Não são eles que dizem que os do "Sul" é que são os culpados disto? Então que temem estes senhores? 

Em primeiro lugar temem porque as economias deles estão assentes em areia e não valem metade do que a sua propaganda quer fazer crer. Esta crise não é uma crise do Sul da Europa, é antes uma crise Europeia e Norte-Americana. Logo, se a Grécia cair, arriscam que caiam todos e isso não se quer está claro. É bem mais interessante por os Gregos, Irlandeses e Portugueses a pagar os maus investimentos e desaforos financeiros Franceses e, sobretudo, Alemães.

Em segundo lugar, estes senhores, temem que a moda do "referendo" pegue como pegou a moda do "referendo à Constituição Europeia" que deu na bronca que deu com uma diferença. Na altura foram os Franceses e amigos do centro da Europa a fazerem referendos e deixarem o povo dizer não. Então agora, qual é o mal da Grécia fazer um referendo? Então a democracia e liberdade do Povo dizer que não é só para alguns Europeus?

O que a França e Alemanha temem é que, havendo referendo, ganhe o não (como certamente irá ganhar) e que não lhes paguem. Isso ou então estão com medo que tenham que renegociar os acordos de forma a que, tenham que salvar a Grécia na mesma mas que o façam sem terem o lucro desejado. Convém não nos esquecermos que estas ajudas à Grécia, Irlanda e Portugal não foram feitas por caridade. Quem emprestou dinheiro está a cobrar juros altíssimos.

Esta palhaçada do "Sonho Europeu" chegou ao fim. Agora vê-se em que é que se tornou a UE. Penso que convém começar a pensar no seu fim e enterro definitivo. Como se costuma dizer, mais vale só que mal acompanhado e esta Europa é muito má companhia.

O desespero da direita e um fantasma do passado




Perante um Orçamento de Estado tão mau e no qual só alguns interessados se revêem, o voto da esquerda começa a preocupar a direita. Preocupa-os tanto que há que chamar ao presente um fantasma do passado: José Sócrates. O antigo inimigo público número um está de volta, ressuscitado e tentar sabotar os esforços para [en]direitar o país. 
Este jornalismo de meia tigela, este intriguismo político, esta falta de bom senso e estas lógicas distorcidas trazem-me à mente o caso de Manuela Moura Guedes e Mário Crespo à mente. Por notória falta de competência na sua área profissional, por desconhecerem o que é ser jornalista, esses dois começaram um campanha vergonhosa de mau dizer. Foi verdade, foi mentira? Não sei, nem me interessa porque no final o resultado foi mais dinheiro que lhes entrou nos cofres. Um com uma férias de "baixa" e outro com promoção ao seu livro. Enfim, populismos que só com um povinho intelectualmente embrutecido como o português é que poderiam ter resultados.

Agora volta-se recuperar a estratégia para vender mais uns jornais. Notícias sem sentido e conclusões absurdas de quem vê telenovelas a mais e confunde trabalho jornalístico com o de novelista. 

Em primeiro lugar, se fosse Pinto Balsemão a dar conselhos a Passos Coelho era normal. Se fosse Cavaco a falar com Manuela Ferreira Leite, idem aspas. O problema aqui é ser Sócrates. Goste-se do homem ou não, concorde-se com ele ou não há factos inegáveis. José Sócrates foi Primeiro-Ministro e Secretário Geral do PS, logo é normal que hajam conversas entre ele, deputados do PS e o líder desse mesmo Partido. Mais, creio que Seguro e Sócrates são amigos logo é normal também que dois amigos se juntem para almoçar ou jantar. Sendo ambos, é normal que juntem trabalho ao lazer. 

Também é normal, visto isto ser [?] uma democracia livre, que as pessoas podem ter opiniões e que as possam partilhar com quem bem quiserem. Logo, não vejo o problema de Sócrates falar seja com quem for sobre seja que assunto for. Aqui, o Público, tenta limitar a liberdade de expressão associando, através de intrigas mesquinhas e conclusões alucinantes (ou então o jornalista em causa não sabe escrever), a opinião de um cidadão à opinião negativa que o país tem dele. É uma espécie de falácia de autoridade de pernas para o ar. Por ter sido pessoa X dizer, está mal, está errado e cruzes abrenúncio que é quase obra do Demo.

Repare-se na notícia:


Mas então, um grupo de membros e deputados do PS não pode juntar-se para fazer pressão sobre que assunto for no seu partido? Não é isto, também, a política? Mas isto agora é o líder diz, o resto faz. Andamos a brincar ao Simon says?! Ou será que o Público anda a ver fantasmas ou tentar inventá-los? 

Almoçaram em Paris e NÃO se sabe do que falaram (José Sócrates e António José Seguro). Mas pelos vistos o Público sabe de uma "estratégia" (uuuuhhh medo, os Socialistas com estratégias!) de APOIANTES de José Sócrates... Volto a perguntar, o que é que leva o Público a concluir que Sócrates está por detrás disto? Temo que nas próximas edições se veja o Público a dizer que, a eleição de Passos Coelho foi tudo uma tramóia do malvado do Sócrates. 

Conclusão e sem detalhar mais esta não-notícia, ou o Público decidiu virar tablóide ou alguém na direita está com medo de qualquer coisa. Será que os própios Jotinhas & Companhia LDA agora acham que o Orçamento é assim tão mau que a única razão que encontram para se votar nele é o desgraçado desse homem do Demo, José Sócrates, não querer que ele passe?

Isto deve ser o Halloween.


Competentes no privado mas incompetentes no público?!


Eu não tenho problemas em eles ganharem o que ganham mas gostava que me explicassem como se passa de um salário de dezenas de milhares de euros antes de ir para um governo para salários dez vezes maiores no pós-governo... Será que a competência e formação aumentou por terem estado no governo? Estes negócios da China, que são verdadeiras lotarias, é que convinha serem explicados numa altura em que o país está na miséria depois destes senhores terem passado por lá.

Seria muito interessante verificar como pode gente tão competente, a julgar pelos seus salários, no privado pode ser tão incompetente a governar um país...

A distorção da realidade baseada em preconceitos

 
Sexagenário preso por abuso sexual reiterado a menina de 10 anos - JN

Pedófilos atacam alunos da escola agrícola de Chaves - JN

Não sei se já repararam que, sempre que há uma crise onde a direita em Portugal está metida, começam a aparecer nos jornais casos de violação de menores. Com Durão Barroso, por exemplo, foi o caso Casa Pia (ainda por resolver).

Outra coisa interessante de notar, é a maneira como estes jornalistas de meia tigela abordam os casos. No primeiro, é um sexagenário que abusa de uma menina. No segundo, já é pedofilia pois trata-se de violação de rapazes. Ou seja, a coisa é a mesma mas, no primeiro como é pedofilia heterossexual é um abuso. No segundo, onde a pedofilia é homossexual, já é Pedofilia, não é abuso sexual. 

Interessante notar também o contraste da gravidade dos textos. No primeiro, é uma mera constatação de um facto. No segundo, é uma ofensa gravíssima. Agora repare-se como é distorcida esta maneira de falar das coisas. No caso do sexagenário, estamos a falar de uma violação continuada, de um membro da familia a outro. No segundo, estamos a falar de jovens que são aliciados com dinheiro e coisas afins para actos sexuais. Ou seja, no primeiro, apesar de ser uma pedofilia forçada é apenas considerado um abuso enquanto que no segundo, onde os putos até são pagos e, concluo, vão de livre e espontânea vontade, é pedofilia, são "atacados" como diz a notícia.

Em vez de se tratar o que é igual por igual e o que é diferente de maneira diferente, não. Põe-se tudo no mesmo saco, mistura-se muito bem e, como resultado, temos algo subjectivo, repleto de preconceitos e mentiras. Pior, chega-se a atenuar uma violação no seio familiar e agrava-se um acto que, por ilegal e repugnante que seja, foi consentido e pago. 

No final, fico com a ideia que, em Portugal, as palas são grandes e que, no lugar onde deveria estar a cabeça, os portugueses têm merda. 


Right and Left, Left and Right


Ideologically speaking, the true difference between Right and Left is that the first is willing to let fifty people die of starvation so one can have a yatch while the second is not. 

Ideologicamente falando, a verdadeira diferença entre Direita e Esquerda é que a primeira está disposta a deixar cinquenta pessoas morrerem de fome para que uma possa ter um iate, enquanto que a segunda não.

O Orçamento para o Desastre



Este orçamento de estado (tudo com minuscula) é um verdadeiro desastre para o país. Não tem pés nem cabeça. É um orçamento para tapar buracos de estrada com areia. Com os primeiros chuviscos, lá aparecem os malfadados buracos.

Um orçamento que aumento impostos a quase, ênfase no quase, todos mas deixa alguns "privilegiados" de fora não pode ser um orçamento sério. Um orçamento que começa por deixar de fora alguns porque, técnicamente falando, não recebem reformas mas sim subvenções é gozar com a cara dos contribuintes. Um orçamento que, pelos vistos, vai deixar de fora nas reduções dos susbsidios de Natal e Férias os senhores do Banco de Portugal é algo que não é de gente séria.

Dizem-me que "isso são coisas pequenas que, mesmo tributadas e tudo o mais, são insignificantes no quadro geral." Pois, se calhar até são. O problema aqui, para além de um receita que se poderia arrecadar, obviamente, é maior do que uma mera contabilidade. É um problema moral. Ninguém aceitar, em aceitará, que uns sejam penalizados enquanto outros são beneficiados. É uma questão de igualdade e, sobretudo, de demonstar que TODOS estão a fazer um esforço para corrigir os erros do passado. Sem esta moralidade, tudo cairá em saco roto, mais tarde ou mais cedo.

Mas, vindo de um governo que tem dois membros que se acham no direito MORAL de pedir apoios para a sua deslocação para Lisboa quando já têm casa nessa mesma cidade, é um governo aldrabão. É um governo sem autoridade para impor seja o que for a quem for. É um governo que não ganhará o respeito de ninguém. Assim sendo, só irá conseguir impor a sua vontade pela força da Lei ou dos cacetetes das forças de autoridade.

Pior do que isto, é um orçamento que irá destruir a classe consumidora e geradora de riqueza. Não vai, também, ajudar empresa nenhuma, muito pelo contrário. Muitas irão à falência por causa do agravamento do IVA e outros impostos. É um orçamento, portanto, que irá ter como resultado o colapso económico do país. Isto levará a mais crise para o ano 2012 e seguintes e terá como destino a bancarrota, inevitavelmente. Não se consegue sair de uma crise sem crescimento económico o qual não é potencializado aqui.

É um orçamento que corta em tudo que é essencial e da inteira resposabilidade do Estado (Saúde e Educação) e aumenta no que é da resposabilidade dos agentes privados (Ministério da Economia). Ao Estado não cabe investir nas empresas nem financiar a banca. Ao Estado cabe para potenciar o crescimento através de mecanismos legais e educação civica e não atirando dinheiro para empresas que não o conseguem gerar sozinhas. Ou seja, este orçamento faz exactamente o oposto do que deveria fazer.

Resumindo. O actual governo criou um orçamento que é um verdadeiro desastre para qualquer pessoa mediana e só irá conseguir que, para o próximo ano e seguintes, se tenha que eleger alguém que vá para lá resolver os problemas que eles criaram antes de tratar dos problemas que Sócrates e seus antecessores deixaram. 

A austeridade assente em areias movediças.


Recessão supera 2,5% e desemprego agrava-se em 2012 - Especiais - DN

Este governo, cheio de teóricos e gente que percebe pouco do que anda a fazer, está convencido que, aplicando medidas de austeridade a torto e a direito que tudo se endireitará. Aumentam-se os impostos, aumenta-se a receita. Isto é verdade num cenário de crescimento económico. Como não estamos, nem se prevê que se esteja tão cedo num cenário desses, por muito que se aumentem os impostos, não se irá conseguir aumentar a receita.

Com uma recessão de 2,5%, esta troika de teóricos de boa governação no governo, irá [e terá] forçosamente de aumentar ainda mais os impostos, ao ponto de apenas conseguir estagnar por completo a economia e, como tal, levar-nos à falência certa. 

Desenganem-se os que pensam que chegamos aqui com Sócrates. Desenganem-se os que acreditam que este governo irá ser a salvação nacional. E, sobretudo, desenganem-se os que ainda acreditam que estes sacrifícios são necessários e úteis. Necessários, ainda acharia que sim se existissem medidas de crescimento económico e se o corte na despesa fosse realmente corte. Se acham mesmo que estes senhores foram para lá para resolver os problemas do país, sendo as pessoas de bem e altruístas que querem parecer, não veríamos notícias de membros do governo com casa em Lisboa a sequer pedir ajudas para a sua "fixação" em Lisboa. Um governo que pede sacrifícios, que corta tudo a todos mas tem membros que se acham no direito de, para além do salário e todas as mordomias, ainda receberem mais de 1000 euros por mês para despesas relacionadas com o seu "novo" local de residência é um governo de mentirosos, no qual só gente muito ceguinha pode ainda ter confiança.

Tradução do cartaz no fim deste post.
Mas estes problemas já são muito antigos. Passos não o criou, mas também não o irá resolver. Sócrates também não o criou, simplesmente continuou a bela tradição de governante português de tratar de resolver os problemas da vida dos amigos e, nos tempos livres, ir governando o país atirando dinheiro a tudo e todos. Aliás, o mesmo que Cavaco fez com o betão. Esse também estava convencido que com dinheiro para as construtoras, os problemas económicos do país ficariam resolvidos.

Como todos os que agora se acham salvadores nacionais são os mesmos que nos trouxeram até aqui, a única coisa que podemos esperar é mais do mesmo. Mentiras e aldrabices. Incompetência e falta de inteligência. Assim sendo, se temos um governo que apenas sabe cortar no bolso dos outros, quer com cortes nos vencimentos, quer com aumentos de impostos, ou ainda que corta nos serviços essenciais (os quais são inteiramente da responsabilidade do governo e não do privado) sem qualquer critério cientifico para além do "reduzir custos", e que não potencia a criação de riqueza, o único caminho que nos resta é uma lenta e prolongada agonia até ao derradeiro destino que é a falência.

Já agora, para aqueles que acham que a solução passa pelos cortes agora para quando a Europa começar a crescer nos levar junto, aviso já que, quando isso acontecer, quando a Europa resolver os seus problemas, irá esquecer os problemas de Portugal. Conclusão, iremos ao fundo à mesma.

E para os amantes e fieis seguidores do neoliberalismo e capitalismo anti-social, deixo a analogia, para que percebam melhor o que quero dizer. Uma empresa que vive de dinheiro emprestado, que não produz, não vende e, portanto, não gera receita e lucro, tem como único destino a cessação de actividade, ou seja, a falência. Cortar nos salários dos trabalhadores e aumentar o preço daquilo que quer vender, quando muito, prolonga o tempo que demorará a chegar à bancarrota.


Começa a revolta

Aviso à navegação. 
O post que se segue contém elevadas doses de mau feitio. Leiam por vossa própria conta e risco.
 
Eu [e a minha cara colega bloguista e amiga Em@] bem avisei do que ia acontecer com novas eleições, especialmente, se Passos Coelho ganhasse. Não iria mudar nada. Iríamos  atirar o país para uma crise pior do que aquela em que já estávamos, para nada resolver. 

Às vezes, confesso que gostava de não ter razão em certas coisas. Mas, aí está, a indignação. Passos começa a provar que é o Sócrates do PS com D. Agora, que começa a doer a factura da crise que se criou e que muitos alegremente apoiaram, começa a revolta. 

Tenho de confessar é que pensava que o bom clima iria durar mais. Contava que só lá para Dezembro se começasse a acordar. Enganei-me, pois estamos em Outubro e as boas vibrações do governo já estão a ir por água abaixo. 

De uma coisa estou certo. Não me podem culpar por não avisar mas, sobretudo, não me podem culpar pela situação do país. Nunca usei de subsidio nenhum desde que estou a trabalhar. Nunca recebi um tostão, seja de que forma for, do Estado desde que comecei a trabalhar. Sempre trabalhei desde que acabei o curso. Trabalho e pago impostos mais altos que a maioria. Nunca fiquei a dever nada a ninguém. Mas!... Acima de tudo, não votei em Cavaco, Guterres, Durão, Sócrates e agora Passos.

Quem votou neles, que se amanhe agora. Eu, tal como tinha dito que faria, rio-me na cara de quem se "deixou" enganar. Muitos, tenho a certeza, que quiseram ser enganados a julgar pelo que ontem disseram.

É tudo muito bonito quando a "crise" é para os outros. Quando começa a tocar a todos... Como se costuma dizer, "pimenta no cú dos outros é refresco para mim"!


Verdades da Empresas Públicas [de transportes]

Costuma-se, e agora anda por ai mesmo muito em voga, dizer que as Empresas Públicas dão prejuízos. São mal geridas e coisa e tal. É um facto. Dão prejuízo e, em parte, isso deve-se à má gestão de algumas das empresas as quais têm gestores que foram para lá não pela sua competência mas pela sua amizade a pessoa x, y ou z. Isto é um facto.

Mas importa não esquecer que, apesar de tudo, há outros factores que contam tanto ou mais como isso. Uma são as transferências as quais o governo está obrigado a fazer e não as faz, com particular ênfase nas empresas de transportes. Outra são as directivas que por vezes saem de Lisboa para as Empresas Públicas que contrariam todo o bom senso.;

Outro dia chegou-me um exemplo disto mesmo e que eu não sabia. Aqui há uns anos, uma empresa de transportes PRIVADA estava à beira da falência. Mais mês, menos mês fecharia. Ora, assim de repente, chega um telefonema a uma empresa pública de transportes de passageiros, vinda do governo central, na qual se dizia que essa mesma empresa pública iria encetar "negociações" com a dita empresa PRIVADA de transportes à beira da falência para a concessão de certas carreiras. No entanto, haveria uma regra. As condições da concessão dessas mesmas carreiras da Empresa PÚBLICA à Empresa PRIVADA seriam ditadas única e exclusivamente pela mesma Empresa PRIVADA.

Penso que não será preciso fazer um desenho para qualquer um com dois dedos de testa perceber o que está mal nesta imagem...

Mas há mais exemplos. Repare-se na PT e no seu fundo de pensões. Uma empresa PRIVADA (ex-empresa pública) nas mãos dos amigos que andam pelas privadas, a usar o seu dinheiro para salvar o Estado.

É este principio que faz das Empresas Públicas portuguesas, sejam elas nacionais ou municipais (que são outra história gira de se analisar), servirem para cobrirem os erros dos amigos do Estado e o próprio Estado, enquanto ninguém meter na cabeça que, embora públicas, são empresas e terão de ser autónomas e viáveis, elas irão continuar a dar prejuízo.

Penso é que chega de dizer que, empresa por ser pública, dá prejuízo logo à partida. É uma falácia, uma pura mentira, aldrabice e trafulhice intelectual fazer este raciocínio e só quem está com palas e não vê onde está o verdadeiro problema (na cadeia de favor, vícios e promiscuidade relacional entre políticos e companhia LDA).

Acho que é tempo de nos deixarmos de merdas (if you'll excuse my French) e por a culpa onde ela verdadeiramente está. Exija-se aos políticos responsabilidade. Mas não se esqueçam, depois de lhes exigirem a eles, preparem-se porque naturalmente eles irão exigir dos restantes o mesmo grau de responsabilidade. E, assim, se construirá um país.

A propósito, deixo um vídeo que anda por ai a circular que mostra bem onde estão os vícios deste país.

Pelo bem nacional, chumbe-se o OE


Perante a incompetência do actual governo que, mesmo antes de o ser já mentia e, agora no poleiro, continua a mentir à descarada, não vejo qual será o problema do PS e restante oposição, votarem contra o Orçamento de Estado. Afinal, quem abriu a porta a este género de guerras foi a direita, nomeadamente o PSD que viu há uns meses atrás a sua oportunidade de subir ao poder, mesmo que para isso tenha levado o país a ter de ir ao estrangeiro de mão estendida.

Já que o actual governo se mostra incapaz de controlar a divida e, menos ainda, de dar as condições para um crescimento económico, fazendo exactamente o oposto, talvez um chumbo ao OE nos livre de vários problemas. Livra-se o país de ter o PSD de Passos Coelho e do mestre Silva no poder e ao menos vamos ao fundo de uma vez por todas não tendo que pagar estas "rendas" aos criadores da "crise".

No final, somos mesmo capazes de ficar melhor, pois com mais um desastre no PSD talvez a corja que polui aquele partido se veja na obrigação de ir pregar para outro lado e talvez tenhamos, de facto, um verdadeiro partido social-democrata. Aliás, a continuar como está, o PSD deveria voltar à sua sigla original, PPD, pois essa é a sua actual ideologia. 

Depois de estar tudo partido talvez se consiga finalmente limpar este matagal e andar para a frente.

Com uma Justiça assim...

 
Isaltino Morais já foi libertado - Portugal - DN

Um país com um sistema judicial que consegue fazer de si próprio palhaço não pode sonhar muito alto... É que se os magistrados não conseguem saber do que se passa na Comarca do vizinho, como esperam eles saber o que andam a fazer os corruptos e ladrões deste país?!

Pois e tal, não é tão bom como se esperava...

 
Hoje surgiram mais dados da execução orçamental e, consequentemente, do deficit. Para já, sabe-se que caiu... Mas o tombo foi pequeno e malfadado bicho não morreu. Persiste. Resiste. Depois de sucessivos aumentos de impostos, de tarifas de transporte, de cortes grotescos em "certas" áreas, o deficit, essa criatura obscena, manteve-se nos 8,3% depois de ter sido assumido que o valor no final do ano devia ser 5,9%... 

Parece que afinal, o problema em controlar ou não do deficit não era só do governo socialista nem de José Sócrates. Já no passado, uma outra dupla com um mesmo membro, Durão Barroso e Paulo Portas, vieram com a história que a culpa era de Guterres. Quando Durão Barroso abandonou o barco, o deficit que tinha deixado ao país era maior do que aquele que tinha quando lá chegou ao governo. Agora, uma outra dupla mas em tudo idêntica à primeira, Passos Coelho e, surpresa, Paulo Portas, anda pelo mesmo caminho. Podem-me dizer que Passos não tinha percebido o problema de controlar o deficit e foi demasiado optimista. Pois sim. Contem essa história para quem se quiser iludir. 

Pela minha parte, o verdadeiro problema está no facto de termos tido e continuarmos a ter gente do mesmo calibre nos mesmos postos e a soldo dos mesmos interesses. Não interessa o partido, pois a política, da esquerda à direita, está pobre e podre. Só lá temos académicos, teóricos e políticos de carreira que, a lhes retirarem isso, iriam rapidamente para uma esquina mendigar pois mais nada sabem fazer na vida. Isso ou iriam para um tacho qualquer numa empresa "amiga".

Como não se pode cortar aos amigos e cortar a "nós próprios" custa, o deficit não vai desaparecer. Como falta criatividade, conhecimento prático, inteligência e diligência aos nossos políticos, já para não falar de coragem, para o ano (senão mesmo já neste) iremos continuar com mais impostos. Se não conseguirem ou não os deixarem, como já ouvi recados da "troika" (o que não deixa de ser irónico), então contem em pagar o mesmo por nada. Serviço Nacional de Saúde, Segurança Social, etc... Tal e coisa... Serão miragens e coisas para os livros de história. 
O "povinho" está adormecido e quando acordar, verdade seja dita, irá acordar para fazer asneira. Irá acordar para reivindicar a manutenção de privilégios e não direitos. Irá exigir aumentos salariais para os quais o país não tem dinheiro (e não é de agora). Irá reivindicar muita coisa menos aquilo que devia: uma verdadeira mudança na classe política e políticas de governo sérias e não meros chavões eleitorais e populistas, já para não falar em mentiras que só cegos não vêem.

Entretanto, na volta, como de resto já disse neste espaço antes, podemos começar a contar que este governo não chegará ao fim. Mas a ver vamos pois ainda agora começaram os problemas.

Magnifico URL do jornal Público

Não podia deixar de publicar esta pérola do jornal Público. Perante a notícia desta proposta de aumento brutal do preço da electricidade, o jornalista pôs no URL da página "http://economia.publico.pt/Noticia/Filhos-de-uma-grande-puta-2012_1512168". 

Denoto um pouco de irritação para com este governo e esta gente fora dele que também nos governa. Talvez este pequeno exemplo de mau feitio seja o começo do fim deste triste e curto período da nossa história. 

E eu bem digo que lá para o final do ano começamos a falar a sério em novas eleições. Repare-se que ainda hoje saiu uma sondagem no DN.

Em todo o caso, mas que brilhante exemplo de mau feitio adorável este. XD

Pai desmente que tenha entregue filho na PSP


Como eu gosto de gente louca que adora fazer passar os outros por loucos e estúpidos. 

Então não é que sua excelência, este fantástico progenitor, diz agora que não foi à esquadra? Mas ele tem noção do que diz ou fala porque ficou com o cú quente? Estará consciente ele que acabou de acusar o JN e a PSP de mentirem? O jornal ainda estou como o outro, podia ter havido informações erradas, agora a PSP? Não me parece que os polícias andem a inventar histórias de pessoas que lhes vão às tantas da madrugada à esquadra para entregar o filho por este ser homossexual! 

Esta coisa de ser homofóbico e depois se ter vergonha de o ser quando a sociedade recrimina esse comportamento tem que se lhe diga... De facto, o pai deveria procurar um médico mas não para o filho como ele anuncia na notícia. Ele deveria procurar um psiquiatra para tratar a insanidade e confusão que vai na sua própria cabeça.

Fico surpreendido e esperançado que esta anunciada investigação dê frutos porque este pai não merece ter seja que filho for. 

Registo também que, de todas as associações LGBTs, só a amplos (Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual) se dignou a falar do caso e, mesmo assim, fez pouco a meu ver. Não consegui achar mais nada em nenhuma das outras.

Adenda ao último post



É sempre interessante verificar o nível do jornalismo em Portugal. Repare-se que desde que postei a notícia original esta já foi alterada e agora contém muitos mais factos que, certamente, já eram sabidos mas não foram revelados inicialmente.

Aliás, é muito interessante ver que, afinal, até o título não erao o correcto pois de "Pai entrega filho na esquadra por ser gay" se passou para "Quis que esquadra ficasse com o filho".

Mais interessante ainda é o facto de, nesta notícia revista, o facto de o filho ser gay já não é o crucial. Afinal, o problema está nos conflitos domésticos e chega-se mesmo ao ponto de dizer que a verdadeira razão de o pai ter querido que a polícia ficasse com o filho era porque este seria violento em casa. Ora bem, estamos a falar de um miúdo de 15 anos o qual nunca teria causado problemas em casa até o pai ter descoberto que este ia ao Pride (discoteca homossexual na cidade do Porto).

Pois, aí é que a porca torceu o rabo. No final, o miúdo ainda diz que o violento era o pai... Perante a atitude desde último com o filho, acho que é mais provavel que o violento seja o pai do que o filho até porque, como antes disse, não havia problemas até o pai ter descoberto a orientação sexual do filho.

Conclusão, estamos perante duas coisas. Por um lado temos um péssimo jornalismo que conta e reconta as coisas conforme lhe dá mais jeito para as audiências. Não é a verdade que se conta mas sim a percepção da mesma para agradar aos leitores. Por outro lado temos um pai perfeitamente homofóbico e, a julgar pelo que foi dito pelo filho, violento que achou que se pode pôr um filho no mundo e depois, conforme este segue ou não o caminho que o pai gosta ou acha adequado, que se pode ver livre dele.

Se isto fosse um país civilizado, este pai seria indiciado por crime por ter querido desvincular-se da sua função legal. O bar onde o filho entrou seria alvo de uma investigação para se ver até que ponto a entrada do menor foi ou não permitida com consentimento da segurança. Mas acima de tudo, isto teria dado um chinfrim nos média. Como isto não se passou, não se fala mais no assunto.

Deixo aqui o novo link para a notícia "actualizada".

Acrescento ao último post



Ao último post, tenho afinal mais uma coisa a acrescentar. Onde estão as organizações de defesa de LGBTs? Será que ex-aequos, ILGAs e coisas do género só servem para vir falar para as TVs e fazer paradas e prides e servir de local de "engate"? Vir deplorar estes actos para os média não?! Ajudar o pobre rapaz não?!

Pó Diabo com esta gente toda que o mundo está completamente louco e desgraçados daqueles que não estão.

Se baixeza, ignorância e embrutecimento intelectual em Portugal desse dinheiro... não haveria deficit

 
Pai entrega filho em esquadra por ser gay - JN

Um pai entregou, na madrugada de quinta-feira, o filho na esquadra da PSP Valadares, em Vila Nova de Gaia, por ter descoberto a orientação sexual do menor, ao início da noite.

Segundo fonte policial, o progenitor perseguiu o menor, com 15 anos, logo que este lhe pediu autorização para uma saída nocturna com amigos. O pai foi então encontrar o adolescente na discoteca Pride, no Porto, pelas 1.30 horas de quinta-feira.

Reagindo a quente, alegadamente, o homem accionou primeiro várias autoridades, acusando a gestão do espaço - maioritariamente frequentado por jovens homossexuais - de ter permitido a entrada do menor.

Tendo em conta que a PSP pouco mais terá feito que registar a falha de identificação na entrada do espaço, apenas permitido a maiores de 18 anos, pai e filho regressaram então a casa, a Valadares.

Pelas 4.30 horas, o progenitor, engenheiro de profissão, apresentou-se na PSP daquela localidade com o adolescente lavado em lágrimas, para o entregar aos polícias que estavam de serviço.

O JN sabe que o pai se recusou a ficar com o filho em casa, tendo sido accionado o serviço de emergência social para encontrar uma resposta de albergue para o jovem.

Perante uma notícia destas, apenas faço três comentários, pois ando sem paciência para boas maneiras e, sobretudo, para o politicamente correcto.

1- Isto demonstra o estado em que andam os estabelecimentos nocturnos e a respectiva segurança. Nada mais digo sobre o assunto.

2- O jornalista deve estar bêbado pois chamar progenitor a esta reles e desprezável criatura é um insulto a todo o bom pai e mãe deste pais.

3- Esta Reles e Desprezável criatura, esta Desculpa para ser humano e autêntico Desperdício de Carne e Alma, é apenas o produto de educação moral cristã da igreja católica. Isto são os valores que a igreja incute. Esta é a sua noção de família. Este deve ser o amor pelo outro que os padres ensinam nas paróquias... No final, apenas me apetece dizer mais uma coisa: Diabo os carregue a este e a todos como ele. Ipse venena bibas é tudo o que lhe desejo.

P.S.: O uso trocado de maiúsculas e minúsculas foi intencional.

As inverdades do passado



Governo aprovou "choque reformista" na Administração Local - JN


Aqui há uns anos, por altura do referendo à regionalização, ouvi o PSD falar na questão da tradição municipalista do país. Diziam eles, que Portugal não tinha tradições de "regiões" mas sim de municipios. Como eu sempre dito, tal argumento só poderia convencer ignorantes estúpidos. Não bastava ser ignorante ou ser estúpido para acreditar em semelhante mentira e aldrabice feita com o intuito de atirar areia para os olhos das pessoas e evitar que se fizesse uma reforma que potenciaria o desenvolvimento regional contra os interesses de Lisboa. Para acreditar neste argumento, era preciso mesmo ser as duas coisas, ignorante e estúpido.
Hoje, com esta noticia, vemos bem o calibre dos nossos políticos que mentem e aldrabam as verdades históricas e actuais conforme lhes é conveniente. Um país que tem uma tradição de municipios, penso eu, teria dificuldade em aceitar uma medida que viesse cortar o número deles. Era contra-natura quase. Mais ainda seria e é ver um partido político tomar estas medidas depois de ter assinado um documento que vai contra aquilo que tão veemente defendeu no passado.
Esta notícia, por ela própria, dá a possibilidade de termos mais uma prova de várias coisas. Uma é que os nossos políticos são uns aldrabões ignorantes. A segunda é que o constatar o facto da regionalização não ter avançado por razões de interesse político de Lisboa. A terceira é que o povo é perfeitamente estúpido porque vai sempre na cantiga destes senhores. Aliás, tanto vai que continua a votar nas mesmas criaturas, mesmo depois de estas já terem sido apanhadas em negociatas estranhas e negócios obscuros, já para não dizer em corrupção mesmo. Repare-se que temos um Presidente da República que se encontra metido até ao nariz em escândalos e negócios estranhos desde o tempo em que era Primeiro-Ministro. Temos um Ministro dos Negócios Estrangeiros que, enquanto Ministro da Defesa, negociou compras de armamento as quais hoje são escrutinadas pela justiça.
Conclusão, os portugueses estão a ter o que merecem. Para a próxima aprendam a pensar por si próprios com seriedade e aprendam a distinguir entre emoção e razão. Votar com ódio geralmente dá barraca. Aliás, foi assim que Hitler chegou ao poder. Pena que a memória seja curta.

Fim de férias

Lamento esta ausência mas tive de férias bem longe de ecrãs de TV na ilha da Madeira. Volto agora para me actualizar e lançar mais ondas de mau feitio por todo lado. 


Retórica e Falácia

Um interessante vídeo sobre as demagogias dos nossos dias.

A liberdade de expressão

Sem mais palavras...

Desvarios do dia: julgamentos da vida alheia...


O ser humano, o Português, sobretudo, é uma criatura interessante. É um ser que gosta de julgar e opiniar sobre tudo e sobre nada, especialmente quando é sobre a vida alheia. E depois, como se não bastasse andarem sempre a meter-se na casa do vizinho, ainda se acham no direito de julgar tudo o que o vizinho faz.

O engraçado é como hoje tudo é julgado e qualificado. É tudo muito relativo e depende de quem faça o quê. Nem todos podem fazer tudo e o que é "socialmente" reprovável para uns, é "socialmente" permitido e, por vezes, até louvável para outros.

Reparem bem, se eu, homem, andasse sempre com uma mulher diferente todos os dias, era um garanhão, tinha vigor sexual e isso é o que se quer. Portanto, comportamento altamente louvável. Por outro lado, se fosse uma mulher a fazer o mesmo, isto é, a andar com um homem todos os dias, seria imediatamente classificada como puta (peço desculpa pela linguagem mas hoje apetece-me chamar os bois pelos nomes), uma autêntica vadia que devia era casar e ter filhos. Portanto, comportamento altamente reprovável, em tempos daria lugar a um auto-de-fé e ainda há sítios em que tal acontece.

Isto leva-nos a outro julgamento bastante interessante. Reparem que uma mulher solteira, a viver por conta própria, é uma mulher independente, uma verdadeira senhora com garra. Já se for o mesmo mas com um homem, solteiro e a viver sozinho, a primeira coisa que se pensa é que o gajo é gay.

E assim caímos ainda noutra interessante análise. Duas mulheres aos beijos, é socialmente aceitável, ao ponto de ser o desejo de muito heterossexual por aí, os quais venderiam a alma ao diabo para poder ter uma experiência dessas. Dois homens aos beijos, cruzes credo, vade retro Satana! Dois paneleiros que deviam ser enforcados ali logo no lugar, sem dó nem piedade e da maneira mais horrenda possível. No seguimento disto, chegamos a outro caso interessante: duas mulheres, a viverem sozinhas, são colegas de quarto; dois homens são gays.

E podia continuar mas destes exemplos fico-me aqui. Podia-se pensar que é só em casos destes que se fazem estes julgamentos idiotas sobre a vida alheia. Mas não, não é. Isto acontece em tudo na vida desde estes exemplo até aos nossos próprios hobbies, passatempos.

Quem gosta de ler, escrever, pintar é culto. Quem gosta de ir para o café é preguiçoso e boémio. Homem que leia um desportivo é macho. Homem que leia uma revista cor-de-rosa é gay (não sei se já reparam na obsessão que a sociedade tem pela homossexualidade). Adulto que goste de ir ao cinema com os amigos é normal. Adulto que goste de jogar jogos de computador com os amigos é infantil. Homem que goste de jogar futebol é macho. Mulher que o faça, passa a ser mais homem que mulher. Mulher que pratique ballet é de elite. Homem que pratique ballet é, no mínimo, estranho mas geralmente chama-se-lhe logo paneleiro (cá está outra vez) que é para evitar mais assunto. Uma pessoa com 1000 amigos no Facebook é altamente social e sociável. Torna-se importante e desejável ter alguém assim na nossa lista. Alguém com 20 amigos no Facebook é anti-social. Algo de estranho deve de haver com essa pessoa. Música clássica é cultura. Música popular é pimbalhada. Um filme de Manoel de Oliveira é arte. Um filme do Michael Bay é entretenimento.

Enfim, coisas muito interessantes estas. Denotam um embrutecimento intelectual massivo da sociedade. Uma sociedade mesquinha que não é capaz de ver para além do seu nariz e que se acha no direito e dever, por vezes, de julgar aquilo que os outros fazem. Que é incapaz de aceitar que nem todos gostamos do mesmo e não é por isso que somos mais estúpidos ou mais inteligentes. E com isto andamos sempre a chatearmo-nos por coisas sem sentido nenhum e perfeitamente insignificantes. Pior, enquanto perdemos tempo a ver e pensar no que o vizinho, colega do lado ou seja quem for anda ou vai fazer, perdemos tempo nós de fazer qualquer coisa de útil na nossa vida ou pelo menos ver como está a nossa vida. Mas ao fim e ao cabo, o importante é que nós digamos aos outros como devem ser. O nós sermos ou não aquilo que queremos que os outros sejam, é já irrelevante. O importante é que os outros adiram às normas.

Se, de facto, as pessoas olhassem mais para o seu rabo e menos para o rabo do vizinho,  se olhassem mais para o que andam a fazer em vez de se preocuparem com o que os outros andam a fazer seriamos todos mais felizes. É que se fosse para ajudar ainda era perfeitamente compreensível e louvável. Quando são precisos os amigos, raros são os que lá estão. É que ajudar alguém dá muito trabalho e implica que, no final, eles possam ficar melhor do que nós e isso ninguém quer. É uma treta de social. Antes de se julgar os outros, antes de se dizer que algo é bom ou mau, que algo deve ser assim ou assado na vida dos outros, talvez fosse bom que as pessoas olhassem melhor para as suas vidas antes de falarem na dos outros. Melhor, melhor seria apenas se as pessoas se pusessem na sua vida e deixassem a dos outros para os outros.

E acabou a onda de mau feitio por hoje.

Lições da Irlanda, país Católico

Às vezes os vêem-se coisas fantásticas vindas de onde menos se espera, neste caso, de um dos países mais Católicos do mundo. E agora, em Portugal, isto seria possível? Não! Seria um escândalo de proporções bíblicas. Tudo porque somos uma país de brandos costumes. 

Os homens podem deixar as mulheres casa enquanto vão as meninas (ou meninos - ultimamente tenho reparado na quantidade absurda de mulheres que por aí andam com os seus "maridos" ao engano). As mulheres podem andar por ai a beijarem-se umas às outras que todo o homem fica logo de pau feito. Pode-se violar crianças que só se fala durante dois dias e para espantar clientela e mau olhado. Pode-se ver Padres [Católicos] a engravidarem senhoras, a serem apanhados na sacristia a "rezar o terço", seja lá com quem for... Enfim, pode-se fazer quase tudo. O importante, no final do dia, é que não hajam paneleiros e borboletas homossexuais. Pelo menos, que não se os vejam!


Retirado do blogue Os Ponderantes


"Passos é bonito e gosto do corte de cabelo do das finanças"

 
"Passos é bonito e gosto do corte de cabelo do das finanças" - Portugal - DN

Isto foi o que de melhor o jornalista encontrou para dizer na entrevista desta socióloga. Quando nada mais há para falar, fala-se do que pouco importa. Numa sociedade supérflua, comodista e estupidificada como a de hoje, o importante é parecer-se bem. O ser, é um verbo em desuso.

A crise de hoje explicada em vídeo...

Vi este vídeo no Reviralhos e não podia deixar de o postar aqui. Já muito do que lá é dito eu disse aqui, mas ajuda sempre não ser o único. 

Aqui fica a explicação de como chegamos à crise de hoje e como os governantes e os que criaram a crise continuam a oferecer-nos a mesma receita, a qual é sabido que não resolveu nunca nenhum das anteriores crises do género, tendo mesmo agravando-as. A crise de hoje é um somar de várias pequenas outras crises que muitas brilhantes mentes interpretaram apenas como "ciclos da economia".

Inside Job - A Verdade da Crise Financeira (Legendado PT/BR) from nanahara on Vimeo.


 

Finalmente a verdade


Redução da Taxa Social Única só irá aumentar lucros das empresas - JN

Finalmente, e não percebo porque vem tão tarde e, sobretudo, tão só, a verdade vem ao de cima pela boca de um Professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Abel Fernandes. Segundo ele, a medida é perigosa e cria desigualdades na equidade entre quem paga impostos. Ao fim deste tempo todo, ainda há gente com juízo nesta aldeola ibérica.

"O economista Abel Fernandes defendeu, esta quarta-feira, que a redução da Taxa Social Única é "uma medida desnecessária e muito perigosa" em que o efeito será "pura e simplesmente um aumento dos lucros das empresas"."

"Em declarações à Agência Lusa, o economista alertou para o facto de "não haver garantias de que a redução a TSU aumente a competitividade das empresas portuguesas", que é o principal argumento do Governo para a medida, porque, acrescentou, "os empresários não têm que reflectir no preço dos produtos essa redução de encargos"."


"O professor catedrático reiterou que "o aumento do lucro das empresas vai ter que ser suportada pela generalidade dos consumidores portugueses, através do aumento da taxa de IVA", que também ajudará a "deprimir o consumo, sendo um factor negativo nas perspectivas de recuperação económica"."

A culpa é sempre dos que não são de cá (ou de lá)...



A propósito desta notícia do JN, onde se fala da violência em Londres, li vários comentários profundamente racistas, xenófobos e fruto de mentes que, a única conclusão a que me levam é a de que nada mais têm na cabeça a não ser esterco.

Deixo aqui alguns:


JoelM
08.08.2011/20:44
Portugal - Braga

"multi culturalismo ao mais alto nível... parasitas que ja nasceram em Inglaterra, com nacionalidade inglesa mas que não se inserem na sociedade... levem com eles agora! portugueses, abram os olhos!"


António
08.08.2011/20:21

"Deportação, resiste Europa Branca de Lisboa a Moscovo de Londres a Roma. basta de multiculturalismo, basta de imigração."


Agora é a minha vez de comentar os comentários. Antes de dizer alguma coisa em concreto sobre estas pérolas, tenho que dizer que é sempre interessante ver como, quanto mais é preciso clareza de espírito perante o que se passa na sociedade, mais se dá à estupidez e imbecilidade. Repare-se que o Reino Unido, pela sua própria natureza, é um país livre e multicultural desde a sua fundação. Não nos vamos esquecer que no Reino Unido convivem três povos diferentes com um pedacito de outro. Refiro-me a Ingleses, Escoceses, Gales e Irlandeses. Por isso, não deixa de ser interessante ouvir este argumento. Já agora, relembro que a maior economia do mundo e o país que mais poder teve em toda a história do mundo é multicultural por natureza. Se olharmos para a história, o multiculturalismo esteve sempre presente.


Desta forma, é hilariante ler comentários como o senhor JoelM. Esquecer-se-á este senhor que há cerca de dez milhões de portugueses espalhados pelos quatro cantos do mundo. Se calhar, o que este senhor e outros como ele não sabem é que o que eles dizem dos imigrantes lá fora é o mesmo que os de lá fora dizem dos portugueses. Já agora, será o senhor JoelM descendente dos antigos povos ibéricos da península? Duvido muito porque se há povo com miscelânea até dizer chega é o português. Por isso, ele próprio é fruto do multiculturalismo que ele tanto despreza e como tal, deve-se desprezar muito a ele próprio. 

Isto leva-nos para o segundo comentário que de tão absurdo que é, até que escusava receber honras aqui mas não resisto a dizer uma coisinha. Saberá então este ilustre e lusitano António que, segundo os padrões eugénicos e das teorias de raça de todos os grupos racistas que por aí andam, brancos são os do Norte da Europa. Os do Sul são outra raça completamente diferente e dela própria suja. São os "latinos", por exemplo. Ou seja, a Europa Branca que ele aparentemente tanto gosta, começa não em Lisboa mas em Berlim e pode bem ir até Moscovo mas não passa certamente por Lisboa, Madrid ou Roma. Já agora, gostava de saber, quanto moreno é o senhor e que cor de olhos e cabelo tem e se porventura, tem alguém na família antes dele, com essas determinadas características dessa tal fantástica Europa Branca. Eu tenho e só por sorte não nasci loiro de olhos azuis branquinho que nem cal. No entanto seria e sou incapaz de falar em Europa seja de que cor uniforme for, até porque a Europa é multicultural e de Branca, mais de metade dela, tem pouco.

Em suma, as histórias do inicio do século XX estão a ser rapidamente esquecidas e parece-me que fica provado que a estupidificação das populações continua a dar frutos. Começo a ficar saudoso de uma União Soviética onde toda a gente era obrigada a ir à escola e todos tinha curso superior ou qualquer coisa do género, o que me deixa muito preocupado.

E só para terminar, serão descendentes de "não britânicos" a fazerem isto ou serão mesmo britânicos de gema? E o problema está na cor da pele ou antes nos governos de Thatcher que passaram uma década da destruir a industria local empobrecendo as comunidades?

Como sempre, a culpa é sempre de pretos, homossexuais, imigrantes... Às vezes até é das mulheres que deviam estar todas em casa a cuidar dos filhos em vez de roubarem o trabalho aos homens!

Algumas verdades...



Publico aqui um texto que me chegou por email. O texto encontra-se originalmente publicado no Instituto João Goulart e pode ser acedido clicando aqui.

Já li vários trabalhos de Noam Chomsky e, em todos, ele acerta com precisão no alvo trazendo as verdades ao de cima. Curioso é ele ser Americano. Aqui fica o texto o qual espero que sirva para uma melhor apreensão da realidade para nos defendermos do que nos atiram aos olhos. Só depois de conhecermos as armas dos inimigos é que nos podemos defender deles.



O lingüista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.