Patriarca lamentou indiferença, agnosticismo e atéismo - Portugal - DN


Sendo eu qualquer coisa entre um crente sem religião e um agnóstico, lamento as declarações do Patriarca. Ele assume que Deus existe e quase que exige que todos acreditem nele. Comete vários erros aqui o cavalheiro.

Começa por errar ao julgar que uma qualquer fé possa ser instituída ou imposta a alguém. As questões de fé são pessoais. Dizem respeito ao nosso intimo e não podem ser ensinadas. É algo que ou nos diz o coração ou então não é fé, não é coisa nenhuma. Há que distinguir entre fé e crença. Ambas existem independentemente uma da outra.

Outro erro que comete o senhor Patriarca, é quando diz que "um povo oficialmente crente em Deus". Mas oficialmente onde? Isso tornou-se lei quando e já agora onde está isso escrito? Temos um estado laico para começar, logo nas leis da república duvido que haja lá alguma frase escondida que diga que o país é crente. Depois há ainda o facto de o que é o povo afinal? É a totalidade dos habitantes do país? É que se é isso então falta incluir os agnósticos e os ateus logo para começar. Seguidamente, é preciso ainda incluir as religiões que não acreditam em divindade alguma. Só com estes dois pontos seria difícil justificar a oficialidade da religião e crença de povo algum.

Ainda outro erro, e este não é só dele mas da sua Igreja e da maioria de todos os crentes e que também se prende com o primeiro erro, é: sabendo alguém que Deus existe mas que simplesmente não se quer "encontrar com ele" então força-se? Pelo menos para os Cristãos esta atitude é muito pouco digna das palavras de Cristo, aquelas mesmas que nos atiram constantemente à cara Padres, Bispos e demais hierarquia da Igreja de Roma. Talvez aqui seja mesmo este o problema. A Igreja Católica é a Igreja de um império defunto, o Romano, e não a Igreja de Cristo que, segundo creio, nunca precisou de Padres, Bispos, Papas nem edifícios majestosos para espalhar a sua palavra. Já para não dizer que não precisava certamente de lavar os pés em tinas de ouro como fazem os Papas enquanto pedem recato às massas populares.

Relacionado agora com a mensagem de Natal de D. José Policarpo, diz então o senhor "Temos [Cristianismo, Judaísmo, Islamismo] muitas diferenças, mas temos algo em comum, a fé em Deus, ser supremo e amigo dos homens. A nossa fé, como a vossa, constitui um elemento decisivo para que esta nossa sociedade, por vezes tão desviada de uma dimensão grandiosa da vida, encontre o sentido da harmonia, da fraternidade e da paz" (DN Online).

Pergunto então como é possível compatibilizar a Fé Cristã com a Judaica. Afinal os judeus renegaram Cristo. Como tal, como pretende então o Patriarca levar os judeus pelos caminhos de alguém que eles dizem ter sido um embuste? Parece-me no mínimo difícil mas, se calhar ainda haverá algum milagre que em 2000 anos ainda não se vislumbrou. E a mesma questão seria com os Muçulmanos.

Deixo mais uma interrogação. Como pretendem as principais religiões monoteístas explicar e levar a acreditar as pessoas que o que elas dizem é palavra de Deus quando elas, adorando o mesmo Deus, não se entendem entre elas sobre o que é que esse Deus disse? Das duas umas, ou Deus não existe ou Deus não disse nada a ninguém que os membros do clero Cristão, Judaico e Muçulmano dizem que disse e os textos Sagrados são tudo menos sagrados e essa gente anda mas é a brincar com a cara do povo.

Gostei particularmente da parte sobre a "dimensão grandiosa da vida". Diz isto alguém que pertence a uma instituição que teve coisas como a Inquisição e que cometeu as atrocidades que cometeu. Atreve-se ele a falar de vida quando as principiais denominações Cristãs, Judaicas e Muçulmanas se dedicam a espalhar e patrocinar morte e sofrimento por esse mundo fora? Mas ele já viu bem o que a Igreja dele fez no passado e as declarações e tomadas de posição actuais perante determinadas realidades (os casos dos abusos sexuais na Irlanda e EUA por exemplo)? Mas ele já reparou bem o que a sua Igreja fez em e a África? Mas ele já olhou para o Médio Oriente e já reparou bem no que Judaísmo e Islamismo fazem por lá?

Com isto tudo, D. José Policarpo, tem a lata de vir dizer que lamenta o agnosticismo, ateísmo e indiferença dos nossos dias. É preciso mesmo ter lata.

O triunfo da mediocridade - Opinião - DN


O triunfo da mediocridade - Opinião - DN

Se bem que eu compreendo onde o autor do texto acima linkado quer chegar e, não indo acusá-lo de homofobia, digo que o senhor precisa de rever os seus conceitos de "casamento" e estudar um pouco mais da sua história e função social. Não o acusando de homofobia, portanto, acuso-o de ignorância ou demagogia pura. Mediocridade provou ele ter quando escreveu o que escreveu e pior ainda, mais medíocre foi o editor que tal artigo deixou que chegasse edição online do Diário de Notícias.

Ao contrário do que ele diz, o casamento não foi sempre a mesma coisa. Antes pelo contrário, sofreu mutações de acordo com a cultura e época em que se inseriu. Se fomos perguntar a um Babilónio a sua noção de casamento, certamente que ela será diferente da de um Grego clássico, o qual por sua vez terá uma ideia diferente do que é casamento para um Cristão e podia-se continuar por aí fora. Aliás, mesmo dentro do universo Judaico-Cristão em que nos inserimos, o casamento foi sofrendo mutações e finalidades.

A noção de que o casamento é exclusivamente para procriação é algo debativel e desafio qualquer um a comprovar-me isso mesmo com textos históricos. Poderá ser essa a finalidade que se deu em determinada altura dentro de uma particular cultura, mas desafio a provarem-me que o mesmo foi sempre assim. Todas as culturas tiveram e têm a sua noção de casamento. Um Muçulmano verá o casamento com uma visão diferente da de um Cristão. Um Hindu idem aspas.

Está na altura de deixarmos cair a farsa e a patética desculpa da historicidade e imutabilidade do conceito de casamento.

É de extrema importância que deixemos de facto de confundir o casamento visto aos olhos religiosos da instituição que ele representa. Não vamos tentar dizer que, por exemplo, os parâmetros do casamento Cristão são algo válido desde sempre, quanto o Cristianismo tem apenas 2000 anos e o Catolicismo ainda menos.

A querermos manter o casamento, mesmo que seja só o Judaico-Cristão, com as suas finalidades e modalidades, então teremos de começar por remeter as mulheres para o estatuto de membros de segunda. Depois teremos de voltar a proibir o divorcio. Depois, e entrando pela questão de reprodução, então teremos de proibir e anular os casamentos dos casais em que um dos conjugues seja infértil. Não me parece plausível semelhante proposta. Tenho a certeza que as mulheres não o aceitarão de animo leve, se é que o aceitarão de todo.

Pessoalmente, apenas por questões etimológicas, preferiria que se chamasse outra coisa à união de duas pessoas do mesmo sexo, no entanto, recuso linearmente usar essa desculpa como meio para impedir a união de duas pessoas do mesmo sexo e privá-las de perseguirem a sua própria felicidade.

Deixemos a hipócrisia de lado e ponha-se a religião com o objectivo de cuidar das almas e não de impor as suas visões extremistas, minimalistas e, sobretudo, opressivas à sociedade em geral e à maneira como ela vive. A liberdade que hoje temos na Europa começou quando alguns ousaram enfrentar o poder da Igreja Católica. Não deitemos fora tão facilmente essas lutas. Os ideias da Reforma, da Revolução Francesa e outras merecem perdurar. Sempre que a religião foi usada como instrumento de regulamentação e poder social e mesmo politico trouxe sempre dissabores, alguns dos quais, ainda perduram. A título de exemplo, cito o caso Português em que a relação incestuosa entre o Estado-Novo e a Igreja Católica permitiu que o regime opressivo se mantivesse por mais tempo. As religiões, infelizmente, não libertam almas. Pelo contrário prendem-nas e oprimem-nas. As religiões são o instrumento de estupidificação das sociedades e dos povos. Não me venham com tentativas de desmentir isto porque, pela ciência católica e vontade da Igreja Católica, por exemplo, ainda se defenderia que a Terra é o centro do Universo.

Libertemos as nossas almas dos dogmas religiosos e vivamos em liberdade intelectual e espiritual. Live and let live! Vivam e deixem viver!

Na tentativa, por ventura vã, de tentar que haja alguma lucidez sobre este assunto deixo o seguinte link:
Casamento @ Wikipédia (EN)

Little Drummer Boy - London Symphony Orchestra


Frank Sinatra - Jingle Bells


Susan Boyle - Silent Night, Holy Night


Reflexões Natalícias



Estando nós nesta altura tão festiva, decidi fazer alguns devaneios sobre o assunto.

Sendo o Natal uma festividade Cristã (que já agora originalmente pouco tem de relacionado com ela), então não deveria antes ser algo mais recatado? Vejamos, no Natal esbanja-se dinheiro, come-se como se não houvesse amanhã sem necessidade... Bem sem ir mais longe aí vão dois pecados capitais. A saber, a Luxúria e a Gula.

Voltando um pouco atrás, o que houve afinal no Natal para que a Cristandade o celebre? Nada talvez se aproxime mais. Numa altura em que os valores católico-cristãos estão tão em voga, é no mínimo hipócrita a principal Igreja Cristã, a Igreja Católica, não falar nos atentados aos valores Cristãos e às heresias que esta época encerra. Isto de tomar festivais pagãos (celebração do solstício de Inverno) como Cristãos tem que se lhe diga. É mais um caso da hipocrisia e da demagogia em que caiu a Igreja Católica e a Cristandade em geral.

Nascimento de Cristo, diz a IC... Bem, excluindo o facto de que não há provas da data exacta do nascimento de Cristo, sabe-se que neste dia não terá sido. Pensa-se, porque isto de escrever coisas 200 anos ou mais depois das pessoas morrerem também dá que pensar, especialmente numa época em que a escrita era uma raridade e toda a gente sabe o que acontece com as histórias orais... Cada boca acrescenta um ponto...

Por isso, valerá a pena pensar o que se anda de facto a festejar e se valerá a pena andarmos mesmo a gastar os rios de dinheiro e a nos enfartarmos de comida por coisa nenhuma. União, caridade, solidariedade, etc e tal e coisa... Pois sim... E tal praticá-la durante o resto do ano não? Acreditam mesmo que um dia disso, cobre o restante tempo do ano em que todos passam o tempo a pisarem-se uns aos outros?

Desculpem mas para mim é patético...

Merry Christmas!



Desvarios de um Louco deseja a todos os leitores e não só um excelente Natal!
Boas Festas!


Homossexuais: Ordem diz que há casos clínicos reversíveis - Portugal - DN

Homossexuais: Ordem diz que há casos clínicos reversíveis - Portugal - DN

E eu digo que há gente que precisa de ou ir para a reforma mais cedo ou então de mudar de profissão. A homossexualidade é tão reversivel quando a heterossexualidade. Pergunto se algum heterossexual já tentou ser homossexual com sucesso? Pergunto se algum homem ou mulher já decidiu que havia de ser homossexual só porque sim?

Mas esta gente é toda burra ou será que só comem palha? Francamente, isto é claro caso não de homofobia mas pura e simples demagogia e falta de conhecimento dos assuntos que falam. Estes pareceres e estas opiniões completamente patéticas fazem-me lembrar os estudos que querem fazer crer que o aquecimento global é fruto da flatulência bovina... Deus nos livre então dos indianos e chineses se lembrarem de sofrerem de flatulência então... Bem que morríamos todos ou a Terra sairia da sua órbita actual.

Voltanto ao assunto, gostava de saber se, os supostos homossexuais tratados ou, como diz a notícia, revertidos, se testados e submitidos a imagens homoeróticas se deixariam de ter uma reacções a elas... Deixaram tanto de ter como um heterossexual masculino deixaria de ter se visse algo deste género:



Agora que 3/4 dos meus leitores masculinos foram a correr buscar um saco de gelo para por nos seus genitais, continuo. Estas opiniões verdadeiramente anedóticas deviam pagar imposto. Sim porque com o deficit português e a quantidade de gente a proferir semelhantes coisas é um erro deixar passar estas receitas.

Mas quando é que será que esta gentinha intelectualmente desprovida do número de sinapses necessárias à sua profissão deixa de dizer tanta asneira? Tentem converter um heterossexual em homossexual. No dia que conseguirem eu passo a acreditar também que há homossexuais passiveis de serem "casos reversíveis". Até lá desafio qualquer psiquiatra a comprovar-me com dados CIENTÍFICOS e não meramente coisas inferidas por aquilo que acham que vêem no dia-a-dia da sua profissão, que é possível mudar a orientação sexual seja de quem for.

Haja paciência.

A propósito dum post d'O Jumento

Embora não seja da opinião de mandar o senhor João Jardim ao sítio que O Jumento o manda, percebo bem a frustração do mesmo quanto à pessoa que o Presidente da Região Autónoma da Madeira demonstra ser.

Eu estou farto de dizer que a Madeira já devia ser independente há muito. Sempre que o Alberto João Jardim diz que quer ser independente e ameaça com essa fantástica bandeira, eu já lha tinha dado há muito. Penso que nem era preciso referendo. Creio que toda a gente do continente aceitaria de bom grado a independência da região, quanto mais não seja para nos vermos livres do seu presidente.

Agora o que eu duvido é que o senhor presidente da região queira mesmo a independência... tenho a certeza até que se lha oferecessem de bandeja ele seria o primeiro a dizer que não a queria. Viria logo com o seu também célebre discurso que somos todos parte da mesma República. Pois sim, tal e coisa, coisa e tal. O que ele não diria é que, se fosse independente, não teria dinheiro para pagar a divida externa que a Madeira tem. Por muitas receitas que a Madeira gere, o dinheiro que o Alberto João Jardim esbanja consegue sempre ser superior...

Também gostava de saber o que é que faz dos 250 mil habitantes da Madeira mais do que o 1.5 milhões da área metropolitana do Porto ou que os 426 mil do Algarve (só para dar dois exemplos)? É só por terem um líder que tudo e todos insulta? Se for por isso digam que acho que todas as regiões do país, continentais e insulares, tratam de eleger já um do género!

Copenhaga - Porque falha?


Estava eu a ler as noticias diárias quando dei de caras com uma noticia que, na realidade, não me surpreende nada, o facto de Copenhaga estar a falhar. E porque falha ela? Simples, ninguém quer fazer nada e a cimeira serve apenas para se defender os interesses de cada um.

Por um lado tem-se os países desenvolvidos que não querem fazer nada para diminuir as emissões, empurrando o fardo da luta pelo clima para os países em desenvolvimento, impedindo efectivamente que estes se desenvolvam no curto prazo, se não no longo prazo também.

Por outro lado tem-se os países desenvolvidos que também não querem fazer nada, empurrando então as coisas para os países desenvolvidos. Estes países estão a querer desenvolver-se a todo o custo sem terem que fazer nada exigindo aos países desenvolvidos que lhes dêem mais dinheiro e tecnologia e, sobretudo, que sejam estes a reduzir as suas emissões exclusivamente, pondo em causa toda a dinâmica das economias modernas.

Em relação às posições dos países em desenvolvimento tenho digo que esta gente está louca ou iludida. Desde há décadas que os países desenvolvidos mandam dinheiro e outros tipos de ajuda para os em desenvolvimento. E que fazem esses países com o dinheiro e restante ajuda que lhes é enviada? Esbanjam o que lhes é dado em armas ou para beneficio de alguns (dos líderes e seus amigos). Não o aplicam no verdadeiro desenvolvimento dos seus países. Em África o dinheiro continua a ser usado para comprar armas para depois se andar em genocídios e perseguições religiosas, políticas, raciais, ideológicas, etc, etc... Por isso pergunto, mas com que lata vêm agora estes senhores exigir mais dinheiro? Para quê? Para comprarem mais uns MiGs ou Sus aos Russos?

Quanto aos países desenvolvidos, há uma verdade inegável. A situação actual das coisas é da sua responsabilidade. Logo, sendo que estes problemas não são novos, a luta contra as alterações climáticas já devia ter começado há muito. Se o tivessem feito há 10 anos atrás, hoje estariam numa posição mais flexível para reduzirem as emissões de forma mais drástica sem tantos prejuízos para as suas economias. No entanto, não o fizeram. Como sempre, a ganância falou mais alto e os interesses de alguns no imediato destruiu os interesses de muitos no futuro. Está na altura dos líderes destes países (os nossos) porem a mão na consciência e tomarem as rédeas ao poder económico. A economia serve para suprir as necessidades de todos e não as necessidades (leia-se avareza e ganância desmedida) de alguns. O poder político tem que voltar a sobrepor-se à lógica do poder económico.

Se todos não tomarem conta das suas verdadeiras responsabilidades, tanto nos países desenvolvidos como nos em desenvolvimento (muito particularmente a China que se quer desenvolver sem olhar a meios e à custa de tudo e de todos), então contem que no futuro a ganância não será por mais dinheiro mas pela sobrevivência e não haverá dinheiro que a compre.

Musica em francês para variar - Parte 2



 Letra

Je n'connais pas ce soleil
Qui brule les dunes sans fin
Je n'connais pas d'autre terre
Quelle celle qui m'a tendu la main
Et si un jour, je pars d'ici
Que je traverse le désert
Pour aller voir d'où vient ma vie
Dans quelles rues jouait mon père
Moi qui suis né près de Paris
Sous tout ce vent, toute cette pluie
Je n'oublierai jamais mon pays

Et si demain, comme aujourd'hui
Je dois faire le tour de la terre
Pour chanter au monde mes envies
Voyager des années entières
Moi qui suis né tout près d'ici
Meme si je quitte mes amis
Je n'oublierai jamais mon pays

Trop de souvenirs gravés
De cours d'écoles et d'étés
Trop d'amour pour oublier
Que c'est ici que je suis né
Trop de temps abandonné
Sur les bancs de ma cité
Trop d'amis pour oublier
Que c'est ici que je suis né

Je n'connais pas ce parfum
De menthe et de sable brulant
Mais seul'ment les embruns
Sous les rouleaux de l'océan
Et toi qui me trouves un peu mat
Pour ces rues bordées de prairies
Un peu trop blanc, couleur d'Euphrate
Pour ces poèmes que j'ai appris
Tu es bien le seul que j'oublie
Telle l'étoile, fidèle à la nuit
Je n'oublierai jamais mon pays

Trop de souvenirs gravés
De cours d'écoles et d'étés
Trop d'amour pour oublier
Que c'est ici que je suis né
Trop de temps abandonné
Sur les bancs de ma cité
Trop d'amis pour oublier
Que c'est ici que je suis né

Et comme toi j'attends la pluie
Pour lui dire toutes mes peines
Tout comme toi, je lui souris
Quand elle tombe sur la plaine

Trop de souvenirs gravés
De cours d'écoles et d'étés
Trop d'amour pour oublier
Que c'est ici que je suis né
Trop de temps abandonné
Sur les bancs de ma cité
Trop d'amis pour oublier
Que c'est ici que je suis né

Musica em francês para variar - Parte 1



Letra

Je suis un homme de Cro-Magnon
Je suis un singe ou un poisson
Sur la Terre en toute saison
Moi je tourne en rond, je tourne en rond.

Je suis un seul puis des millions
Je suis un homme au coeur de lion
A la guerre en toute saison
Moi je tourne en rond, je tourne en rond.

Je suis un homme plein d'ambition
Belle voiture et belle maison
Dans la chambre ou dans le salon
Moi je tourne en rond, je tourne en rond.

Je fais l'amour et la révolution
Je fais le tour de la question
J'avance, avance à reculons
Et je tourne en rond, je tourne en rond.

Tu vois, j'suis pas un homme,
Je suis le roi de l'illusion
Au fond, qu'on me pardonne
Je suis le roi, le roi des cons.

Je fais le monde à ma façon
Coulé dans l'or et le béton
Corps en cage, jeté en prison
Moi je tourne en rond, je tourne en rond.

Assis devant ma télévision
Je suis de l'homme, la négation
Pur produit de consommation
Oui, mon compte est bon
Mon compte est bon.

Tu vois, j' suis pas un homme,
Je suis le roi de l'illusion
Au fond, qu'on me pardonne
Je suis le roi, le roi des cons.

C'est moi, le maître du feu,
Le maître du jeu, le maître du monde
Et vois ce que j'en ai fait,
Une Terre glacée, une Terre brûlée,
La Terre des hommes que les hommes abandonnent.

Je suis un homme au pied du mur
Comme une erreur de la nature
Sur la Terre sans d'autres raisons
Moi je tourne en rond, je tourne en rond.

Je suis un homme et je mesure
Toute l'horreur de ma nature
Pour ma peine, ma punition,
Moi je tourne en rond, je tourne en rond

Je suis un homme et je mesure
Toute l'horreur de ma nature
Pour ma peine, ma punition,
Moi je tourne en rond, je tourne en rond

Moi je tourne en rond, je tourne en rond ...

Have you ever seen the rain?


Tony Blair e as mudanças climáticas



Mas este senhor que esteve lá durante anos está a tentar convencer quem de que se vai fazer o quê? Será que os britânicos estão finalmente a perceber que se houver um aumento do nível médio da água do mar, o Reino Unido verá metade do seu país debaixo de água? Será que os ricos estão a perceber que vão levar com as consequências dos seus actos com tanta força como os países pobres? Honestamente para mim, até ver, é tudo mais blah blah blah...

PM Berlusconi atacado


Discurso de Desmond Tutu em Copenhaga

Que mais dizer? Ele disse tudo. Os ricos pensam que vão escapar? *RISO HISTÉRICO*


A propósito das Novas Oportunidades...


A propósito de um post no ProfBlog deixo aqui o seguinte post.

Novas Oportunidades, algo que poderia ter sido muito bom e que acabou a ser uma autêntica palhaçada. Os alunos estão lá na sua maioria pelo dinheiro e mais nada. Especialmente os CEF. Nos EFA ainda se salvam algumas pessoas por lá.Sim, porque a maioria das pessoas das NO não está lá para aprender mas antes para ter o rendimento respectivo ao final do mês. Ah pois é... E pior é que os Centros das NO ainda incentivam esta mesma ideia, tal como o próprio governo. O que interessa é que se distribua canudos no final...

Mas adiante. A situação das NO é o retrato do país. Anda metade do país a viver à custa da outra metade. E não me estou a referir aos funcionários públicos. Estou-me a referir ao estilo de vida parasitário da subsidiodependência ou da economia movida à custa de investimento público desnecessário e descontrolado em obras patéticas.

O estado (governo e autarquias) investe naquilo que não deve só para dar dinheiro aos amigos.

Uma grande parte dos portugueses foi convencida que são pobres e o estado é responsável pelo seu sustento em vez de ser convencida que só com trabalho, esforço e persistência deixarão de ser pobres. Claro que assim se cria uma legião de apoio. Dinheiro para comprar comida e bebida e nem sequer se tem que trabalhar, que melhor maneira de angariar votos há? Faz-me lembrar na antiga Roma, a distribuição de pão pelas massas esfomeadas e os jogos de gladiadores para distrair no resto do tempo. Hoje temos os subsídios e o futebol.

Outra parte foi convencida que o que interessa é uma licenciatura, independentemente das necessidades do mercado e da aptidão de cada um.

Por isso temos o mercado inundado de cursos sem saída e de gente em áreas que não correspondem à sua verdadeira essência.

Pessoas em medicina porque os pais são ou porque dá dinheiro e é socialmente respeitável.

Pessoas em humanidades porque não "gostam" de matemática. Depois andam para aí a fazer sabe-se lá o quê... Infelizmente, alguns destes até acabam a dar aulas com resultados trágicos para os alunos.

E tudo porquê? Porque se andou durante anos (décadas?) a vender a imagem errada de como se constrói um vida/país, que é o mesmo que dizer, como se constrói um futuro... Não é nem com canudos nem com subsídios mas antes com esforço. Tanto uns como outros podem servir como alavancas para esse futuro, mas não fazendo deles estilo de vida ou conditio sine qua non.

Perguntam-me onde está a fonte de todo este mal e eu respondo sem dúvida: 26 de Abril de 1974 onde se deixou o futuro do país nas mãos de quem nada sabia dele e muito menos sabia como governar um país fosse ele qual fosse. Levaram-nos para o caminho da ideia que somos os pobres da Europa e nos habituaram a viver à custa das esmolas da CEE/CE/UE. Fizeram-nos curvar e obrigam hoje o país a dar o cú ao manifesto.  

Pergunto-me agora quanto tempo levará a que os portugueses encarem a realidade e ajam de acordo com ela. Está na altura de pararmos de deixar o nosso futuro nas mãos dos outros. Como país deixarmo-nos de depender dos apoios comunitários. Como pessoas traçarmos o nosso próprio destino de acordo com aquilo que queremos e não pelo que é fácil (subsídios e áreas do saber que nada têm a haver connosco) ou socialmente respeitável.

E assim vai o país - Estado arrenda por milhões património que vendeu - Portugal - DN

Estado arrenda por milhões património que vendeu - Portugal - DN




E assim vai o país... Os brilhantes negócios que o nosso Estado faz, tudo a bem das contas, mas não das contas públicas pois com coisas como as da notícia acima citada, quem fica com as contas em ordem é quem comprou o património. Isto de passar de dono a inquilino é sempre uma boa opção. Faz todo o sentido passar de uma situação em que somos donos duma propriedade, para uma em que temos de pagar uma renda milionário todos os anos... Se eu tivesse comprado ao Estado património, também acharia que tinha sido um bom negócio.

Note-se ainda que entre o património vendido estão dois estabelecimentos prisionais... Vender prisões é sempre uma boa opção. Já agora vendia-se o sistema judicial todo... Compradores neste país não faltariam. 

Parkour

Não tentem fazer isto em casa. O que vão ver no vídeo é feito por profissionais e pessoas que treinam para isto.



Lontras de mãos dadas.



Obrigado à Em@ por me ter chamado a atenção para este vídeo.

Dia Mundia da SIDA - Atrasado

Porque eu faço sempre questão, todos os anos, neste dia (e fora dele também) lembrar da importância de TODOS tomarem consciência da existência deste flagelo social e económico, venho então fazer um pos sobre o assunto. Como sempre serei breve e, sobretudo, bem directo e sem tabus.

Ora bem, a SIDA é algo que existe, não é invenção da imaginação de ninguém e que não tem cura. Se alguém julga que ela só ataca um certo grupo de pessoas ou que só afecta os "pecaminosos" então desenganem-se. Esqueçam lá as ideias dos padres, bispos e respectivo Papa católico e os seus conselhos fantásticos sobre o não uso do preservativo. USEM-NO. Até vou mais longe, mesmo casados, hoje em dia, não ponham a mão no fogo por ninguém. Um dos grupos onde tem aumentado mais a incidência da doença é nos idosos... Vá se lá saber porquê... Não entrar em razões do porquê mas penso que se fosse pela questão de moralismos só para freguês ver enquanto pela calada se come por fora, não estaria muito errado.  E note-se que eles estão casados na sua maioria. Deixo-vos uns dados para reflectirem.

Em Portugal as taxas de novos diagnósticos de infecção VIH são as maiores da Europa. O número total de casos notificado até 31 de Dezembro de 2005 é de 28 370 casos de infecção.
Destes:
  • 46,1% em utilizadores de drogas por via endovenosa
  • 36,3% transmissão heterossexual
  • 11,7% transmissão homossexual masculina
  • 5,9% restantes formas de transmissão

Mais dados, desta vez de 2008.

Neste ano houve 1201 casos diagnosticados dos quais 692 eram heterossexuais, 263 eram toxicodependentes e APENAS 202 eram homo ou bissexuais.



Estes dados dão muito que falar não? Parece que afinal, para uma doença divina, os punidos são mais do campo "não-pecaminoso" que do campo "pecaminoso". Por isso, deixo um aviso: ACAUTELEM-SE e não ponham a vossa sorte nas mãos divinas dos conselhos da Igreja Católica.


Avisa-se que poderá haver conteúdo capaz de ferir algumas susceptibilidades. Viewer discretion is advised.

Deixo agora uma série de posts mais antigos e alguns vídeos de campanhas da luta contra SIDA.

"Namárië" - J.R.R. Tolkien


O poema Namárië primeiro recitado pelo seu criador, J.R.R. Tolkien, e depois cantado. Acima pode-se ver o poema escrito em Tengwar.

Namárië é um poema integrante da mitologia d'O Senhor dos Anéis e encontra-se escrito na língua Quenya. Esta língua, tal como todo o universo da mitologia da Terra Média, foi inteiramente criada de raiz por Tolkien, possuindo gramática e léxico próprios. É fantástica a capacidade dum homem criar tanta coisa. Línguas (Quenya, Sindarin e outras menos desenvolvidas), povos com histórias milenares e uma mitologia inteira sendo que foi tudo organizado por forma a dar obras literárias de imensa qualidade como O Silmarillion, O Hobbit e O Senhor dos Anéis.

Deixo então os vídeos.




Ai! laurië lantar lassi súrinen,
Ah! like gold fall the leaves in the wind,
yéni únótimë ve rámar aldaron!
long years numberless as the wings of trees!
Yéni ve lintë yuldar avánier
The long years have passed like swift draughts
mi oromardi lissë-miruvóreva
of the sweet mead in lofty halls
Andúnë pella, Vardo tellumar
beyond the West, beneath the blue vaults of Varda
nu luini yassen tintilar i eleni
wherein the stars tremble
ómaryo airetári-lírinen.
in the song of her voice, holy and queenly.

Sí man i yulma nin enquantuva?
Who now shall refill the cup for me?

An sí Tintallë Varda Oiolossëo
For now the Kindler, Varda, the Queen of the stars,
ve fanyar máryat Elentári ortanë
from Mount Everwhite has uplifted her hands like clouds
ar ilyë tier undulávë lumbulë
and all paths are drowned deep in shadow;
ar sindanóriello caita mornië
and out of a grey country darkness lies
i falmalinnar imbë met,
on the foaming waves between us,
ar hísië untúpa Calaciryo míri oialë.
and mist covers the jewels of Calacirya for ever.
Sí vanwa ná, Rómello vanwa, Valimar!
Now lost, lost to those of the East is Valimar!
Namárië! Nai hiruvalyë Valimar!
Farewell! Maybe thou shalt find Valimar!
Nai elyë hiruva! Namárië!
Maybe even thou shalt find it! Farewell!

Curiosidades

Antes de fazer o meu desvario gostaria de agradecer ao Elenáro, pelo facto de me dar a possibilidade de publicar no blog dele alguns dos meus desvarios.

No último fim-de-semana fui até Évora participar no XIII Festival de Artes Marciais. Infelizmente por razões logísticas não pude participar em todas as actividades que desejava. No entanto vi, e ouvi o suficiente para confirmar uma ideia que já vinha formulando há algum tempo. Ideia essa que passo a partilhar:

Julgo que é consensual que de uma maneira geral não podia haver dois povos com características mais dispares como o Japonês e o Português. Um extremamente formal e rijo na sua postura, o outro bastante displicente. Um com muitas regras de conduta e boa educação, outro com uma falta gritante das mesmas.

No entanto é curioso observar que o praticante de artes marciais português em nada fica atrás do japonês. Chegando mesmo a ganhar o respeito e admiração deste ultimo, criando fortes laços de amizade.

O que me deixa a pensar bastante. Como é possível que o país que tem os problemas que tem, há já muitas gerações, tem também pessoas que adoptam uma postura e filosofia de vida quase oposta.

-Serão essas pessoas de um meio privilegiado, e como tal mais preparadas para adoptar tal postura? Não!

-Serão essas pessoas predestinadas a esse caminho, como tal os únicos que o podem seguir? Não!

-Serão essas pessoas iguais a todas as outras? SIM!

Na minha ainda muito pequena experiência no mundo das artes marciais já tive o privilégio de conhecer pessoas de todos os sexos, idades, e níveis sociais. A única coisa que todos têm em comum é um carinho especial pela arte que praticam e uma vontade de melhorarem. Como praticantes, e pessoas…

Deixo-vos com uma pergunta:

Se não depende de nível de formação, se não depende da idade nem do sexo, se só depende da nossa vontade porque não trabalhamos para sermos melhores seres humanos?


Até um próximo desvario

Citação do dia


"One doesn't discover new lands without losing sight of the shore."
(Não se descobrem novas terras sem perder a vista da costa.)

- Andre Gide


Miyagi and Daniel catch flies with chopsticks

Porque sim...

Porque se arrasta esta ADD...


Quando se percebe que não se vai para o poder nos próximos anos (2 pelo menos) e quando se percebe que não há condições para ganhar eleições tão cedo devido às comadres do PSD andarem todas a lutar pelo mesmo poleiro, tem que se rever a politica. Neste caso, aguentar o PS o máximo de tempo no governo minoritário para o ir tramando.

Não convém queimá-lo (mais ainda) no curto prazo quando não se tem condições para por alguém no lugar de Sócrates. Isto é politiquice barata.

O meu problema com esta coisa da ADD é que nem percebo para que raio se anda ainda a falar dela e não da próxima. Se esta vai ser substituida ou chamem-lhe o que raio quiserem, então para quê continuar com ela? Pelo belo prazer de se ter trabalho e complicar as coisas?  

Agora isto tudo só acontece porque:

1) O PSD, como já vem sendo hábito, anda perdido e não sabe o que quer. Pior, a mesquinhez e oportunismo das altas esferas daquele partido é tanta que nem são espertos suficiente para perceberem que estas querelas não os vão beneficiar.

2) Os partidos políticos da oposição, com particular incidência o PP e BE, não querem novas eleições neste estado de coisas. Arriscam-se a perder o que ganharam. Tenho a certeza que o PP não sabe de onde vieram tantos votos.

3) Sócrates, que pode ter muitos defeitos mas não é estúpido, anda a jogar com isto tudo e sabe que é ele que pode encostar os partidos da oposição à parede desde que não os ponha com a corda ao pescoço, pois ele também não quer eleições agora. Não sabe o que lhe pode cair na rifa.

4) Não nos vamos esquecer que as eleições presidenciais vão estar dentro em breve na boca dos jornalistas. Isto tem tudo que ser muito bem pensado. Anda tudo a ganhar tempo.

Conclusão, anda tudo a brincar à politica. Arrastam-se as coisas pois assim evita-se discutir muita coisa. Enquanto se fala desta ADD não se fala de outras coisas, nem sequer na próxima. E este mandato vai ser assim. Tipo pilhas duracell (passo a publicidade), os assuntos vão durar e durar e durar...  

Nova (?) cara do blogue

Após muito considerar decidi experimentar este novo template. Mais uma vez comentários, sugestões, criticas etc... serão bem-vindas. Preferem este ou o antigo. Podem mandar as vossas respostas em jeito de comentário ou para o email indicado na barra lateral em "contacto".

Deixo duas imagens para alteração do blogue. A primeira é a anterior e a segunda era uma possível alteração. Digam de vossa justiça.



Carl Orff: Carmina Burana - Coliseu do Porto - Review


Como tinha dito em comentário, venho expor hoje, o que achei do espectáculo Carmina Burana, o qual se realizou no passado dia 9 de Novembro, no Coliseu do Porto.

Começo por dizer que esperava, sinceramente, muito mais. O referido espectáculo foi uma mistura de ópera e bailado e, no final, acabou por pecar por não ser nem uma coisa, nem outra. Mas então porquê, pergunta-se o leitor neste momento. Eu respondo.

A parte ópera, salvo a voz principal feminina, que era verdadeiramente fantástica, o resto era de medíocre para baixo, sendo as vozes masculinas uma verdadeira desilusão. As duas principais então, estavam perfeitamente aquém da qualidade que o espectáculo assim exigia. O coro em si, também não era do melhor que já se tenha ouvido, visto que muitas vezes cantaram "em stereo" (leia-se, cantavam uns para cada lado). Para terminar, neste ponto da sonoridade, o coliseu em si também não ajudou. A acústica daquilo definitivamente não é a suficiente nem a adequada para este género de espectáculos. Vou até cair na arrogância e presunção de dizer que tenho melhor som com as minhas 6.1 ou até os próprios headphones. Sim, comparação estranha mas verdadeira, mas ouvir os tacos do palco ranger quando se deveria conseguir ouvir apenas a orquestra... bem, diz tudo não?

A parte do bailado, bem essa, sinceramente foi o descalabro. Repetitiva e pouco expressiva, bailarinos que me fizeram pensar várias vezes quando é que iriam deixar cair as colegas bailarinas em quem pegavam ocasionalmente, uns "bailarinos" que, a julgar pela excessiva camada adiposa deviam ser apenas membros figurantes e não dançarinos e ainda menos aspirantes a bailarinos...

Sei que tracei um cenário um pouco apocalíptico do que se passou mas sinceramente foi o que mais me ficou do espectáculo. Não quer dizer que tenha sido um martírio vê-lo mas é um espectáculo que fica na memória como mais apenas mais um. Não marca, pois faltou-lhe essência, faltou pasmar a plateia. Salvou-se pela musica em si e pela excelente voz da cantora principal, uma verdadeira soprano.

P.S.: Em@ as minhas desculpas pelo atraso.

Ahmed The Terrorist



"I wouldn't kill the jews... No... I'd toss a penny between them and watch them fight to death! I did the same thing with two catholic priests but I toss them a small boy!" - Favourite quote

Dies Irae

Musica para a alma. O vídeo tem a letra que podem acompanhar enquanto ouvem a musica.


Eskimo Damien Rice feat. Lisa Hannigan


Tiredness fuels empty thoughts
I find myself disposed
Brightness fills empty space
In search of inspiration
Harder now with higher speed
Washing in on top of me
So I look to my eskimo friend
I look to my eskimo friend
I look to my eskimo friend
When I'm down, down, down.

Rain it wets muddy roads
I find myself exposed
Tapping doors, but irritate
In search of destination
Harder now with higher speed
Washing in on top of me
So I look to my eskimo friend
I look to my eskimo friend
I look to my eskimo friend
When I'm down, down, down.

When I'm down, down, down.
When I'm down, down, down.

Balada de Despedida do 5º Ano Jurídico 88/89 - Toada Coimbrã & Infantuna

Porque um amigo me mandou uma musica que me toca profundamente a alma pelos tempos passados até há uns anos atrás neste mundo que é a Academia do Porto e que me levou às lágrimas assim que o tempo de sair da vida académica-praxista se aproximava. E não me levou às lágrimas na minha ultima serenata porque simplesmente acho que já tinha me tinha esvaziado em lágrimas no inicio desse ano.

Contudo, agora que um fim, até bem mais marcante se me apareceu pela frente ainda mais oportuno me parece ouvi-la e o EU sabe bem porquê. Por isso lhe agradeço publicamente não só a música como o apoio. Brigadão aí, mano!

Mas como eu gosto de partilhar não tristezas mas alegrias, e porque esta musica poderá trazer boas recordações a muitos, e para quem estas coisas interessam, fica então a música e a respectiva letra aqui.

 Sentes que um tempo acabou
Qualquer coisa que não volta, que voou

Um choro de uma balada
Recordações do passado

Tu sabes que desenho do adeus
É fogo que nos queima devagar


The Gift - Fácil de Entender

Endings

To everything there is an ending. 



Lay down
Your sweet and weary head
Night is falling
You have come to journey's end

Sleep now
And dream of the ones who came before
They are calling
From across the distant shore

Why do you weep?
What are these tears upon your face?
Soon you will see
All of your fears will pass away

Safe in my arms
You're only sleeping

What can you see
On the horizon?
Why do those white gulls call?

Across the sea
A pale moon rises
The ships have come
To carry you home

Dawn will turn to silver glass
A light on the water
All souls pass

Hope fades
Into the world of night
Through shadows falling
Out of memory and time

Don't say
We have come now to the end
White shores are calling
You and I will meet again

And you'll be here in my arms
Just sleeping

What can you see
On the horizon?
Why do those white gulls call?

Across the sea
A pale moon rises
The ships have come
To carry you home

And all will turn to silver glass
A light on the water
Grey ships pass
Into the West

Preservativos de sabores - Cuidado ao usá-los...

Expor crucifixos em escolas públicas viola direitos humanos - JN

Expor crucifixos em escolas públicas viola direitos humanos - JN

Finalmente uma tomada de posição quanto à ameaça constante de perda de secularismo na Europa. E em Portugal, quando iremos aprender a separar Igreja/Religião e Estado? Vamos copiar os EUA também nisto? Vamos copiar um país que se diz estado laico e, no entanto, "obriga" os seus Presidentes a jurarem fidelidade e lealdade sobre a bíblia? Vamos copiar um país onde a própria justiça reserva ainda uma tradição semelhante com a célebre frase do juramento de dizer a verdade a qual termina com "so help you God"?

Que queremos nós afinal? Que queremos nós que nas obras públicas aparece sempre um fiel membro da Igreja Católica para abençoar a dita? Era bom que nós nos definíssemos quanto ao que queremos. E se queremos um estado laico, era bom que o estado fizesse a Igreja Católica perceber a sua posição na sociedade.

Talvez se comece a abrir uma porta com esta decisão. Falta saber para que lado da porta é que vamos passar. Sim, porque abrir uma porta é muito bom, mas mais importante é não nos esquecermos que a porta tem dois lados.

Mudanças e mais mudanças


Hoje o blogue andou às avessas devido a um pequenino problema técnico provocado inadvertidamente por um clique no sítio errado. Como tal, e aproveitando-o a onda de actualizações que esse erro causou, decidi mudar a face ao blogue.

Comentários, sugestões, criticas serão bem-vindas. Podem fazê-lo na caixa de comentários ou através do email desvarios.de.um.louco[AT]gmail.com.

P.S.: Imagem com pouca qualidade devido a ter sido tirada com telemóvel.

Paul van Dyk ft. Johnny McDaid - We Are One

Carl Orff: Carmina Burana - Coliseu do Porto



A ópera Carmina Burana estará no Coliseu do Porto dia 9 deste mês pelas mãos da Staatsooper Bourgas. O preço dos bilhetes e demais informação poderá ser consultado no site oficial do Coliseu, o qual pode ser acedido aqui.  

Socialistas católicos esperam que Sócrates avance para referendo ao casamento "gay" - JN


Socialistas católicos esperam que Sócrates avance para referendo ao casamento "gay" - JN

Cláudio Anaia continua a sua cruzada contra o casamento gay. Além do que já disse no post "Mais uma santa vez o casamento homossexual" volto a acrescentar: se os principios e moralidade que Cláudio Anaia defende, ele próprio não teria nascido. Também, cada vez mais, me questiono o que faz um democrata-cristão como ele num partido socialista? Será que os principios democratas-cristãos que ele defende impede que ele se sinta "deslocado" num partido democrata-cristão onde as "boas famílias" (entenda-se famílias com grande património ou nome) imperam?

Cláudio Anaia, utilizando o pouco conhecimento que a sua pouca escolaridade e experiência profissional lhe proporciona, diz o seguinte: "Trata-se, como a questão do aborto, de uma questão de consciência transversal aos eleitores dos vários partidos políticos". (in JN) O aborto é transversal porque afecta mais do que a mulher em causa. Afecta o pai da criança também. Afecta os ascendentes familiares caso hajam menores envolvidos. Afecta, ainda, os contribuintes em geral pois serão eles a financiar tal prática.

Pergunto-me, com que base é que esta
iluminada (por candeeiro pois iluminação divina ele não tem certamente) criatura de Deus faz semelhante afirmação? Senão vejamos o seguinte: o casamento (ou chame-se-lhe o que se quiser - vrenhak) homossexual não afecta ascendentes pois serão dois adultos a tomares a decisão; não afecta os contribuintes; não afecta a sociedade em geral pois é uma decisão do foro intimido de duas pessoas. Valores e moral, poderá defender sua senhoria, Cláudio Anaia. Então pergunto-me, valores e moral de quem? Então um islâmico partilha agora da moral católica? Um luterano sueco, que viu recentemente a sua igreja a decidir celebrar o matrimónio religioso entre pessoas do mesmo sexo, partilha dos mesmo valores e moral? E um anglicano? E um ateu? E um agnóstico? E mesmo entre os católicos, haverá uniformidade total e inequívoca para se dizer que todos partilham das mesma opiniões?

Assim sendo, porque insiste Cláudio Anaia e outros como ele, em impor os seus valores e moral a quem deles não partilha? Se é justo fazer um referendo ao casamento homossexual, então proponho que se faça referendos à prática de adultério para que esta passe a crime, à passagem a crime também a quebra de celibato dos padres, e já agora ao divórcio. Seria interessante ver a posição da igreja nestes referendos também e, principalmente, a posição de Cláudio Anaia.

É que se quer misturar religião e valores/moral religiosa com o estado, então que se faça tudo. Que se faça tudo o que diz nos textos sagrados. Que se imponha a escravatura por exemplo. Que se imponha tudo tal como está nos textos. Adoptemos o modelo de estado da Arábia Saudita e Irão. Venham as chibatadas! Nesse estado com uma moral religiosa a toda a prova, Cláudio Anaia seria das primeiras vitimas. Ostracizado por a mãe ter tido um filho fora do casamento. Nesse estado, Cláudio Anaia, estaria a condenar a sua própria mãe. O que me parece extremamente coerente e lógico... para alguém com palas que de valores e moral, me parece ter muito pouco.

No meio disto tudo, espero que Sócrates tenha o discernimento suficiente para usar a sua mesma teimosia que usou erradamente na educação. Aqui, a teimosia, será produtiva e em defesa duma verdadeira sociedade justa, tolerante e plural. Isto para não dizer que estará a defender a continuação do estado laico, o qual não se pode reger pelos valores e moral religiosa.

Fica ainda uma dúvida interessante. Num momento destes seria de ver as organizações LGBT a lutarem por algo que é do seu interesse. Seria de ver protestos, manifestações, campanhas, etc e tal. Onde está agora esse activismo? Estarão à espera que outros lutem por eles? Ou será que o armário é maior do que se pensa e isto é algo que, afinal, não interessa tanto ou só interessará a alguns? É que se assim for, eu calo-me já com isto. É que sinceramente, este assunto, até a mim já me enjoa quando os principais interessados se fecham no armário. O armário deve ser mesmo grande para lá caber tanta gente...

P.S.: Poderá ser coincidência, mas desde que fiz o meu outro post sobre este cavalheiro que o site dele ainda não voltou a estar disponível. Ainda está em... construção... O link está no outro post indicado no começo deste.

Presas 50 pessoas por mês por não pagarem multas - Portugal - DN


Presas 50 pessoas por mês por não pagarem multas - Portugal - DN

Claro! O importante são os condutores. Esses é que comentem crimes graves. Esses é que roubam dinheiro aos contribuintes. Esses é que se esquecem de pagar impostos ou lá o que é e depois ainda se candidatam a câmaras municipais. Esses é que são acusados e fogem para o Brasil, voltando depois sem qualquer consequência. Esses é que deixam as empresas falirem, deixando centenas de trabalhadores na Berlenga...

Os condutores é que são o mal da sociedade. Os condutores é que são os criminosos perigosos.


Funny Cats

Que mais há a dizer... Gatos?

Porque ainda é preciso lutar por direitos de muitos...


O seguinte vídeo não se trata de uma tentativa de fazer dos homossexuais vitimas desamparadas. Trata-se antes de mais um alerta para o que a estupidez humana faz e os resultados que tem. Apenas o publico porque me comoveu um pouco e porque tem um caso de Portugal.

Fico, no entanto, com algumas inquietações de espírito. Entre elas pergunto-me, que mal estas pessoas fizeram ao mundo para merecerem a sorte que tiveram?

Mais interessante ainda, que mal fizeram estas pessoas pessoalmente às pessoas responsáveis, directa ou indirectamente, pela sua morte?

Levarem para a cama pessoas do mesmo sexo? Amarem (note-se o verbo! É amar e não odiar!) pessoas iguais a elas do ponto de vista de género?

Francamente! Há 100 anos atrás eram as mulheres e os seus direitos que iriam trazer o fim do mundo. Ainda aqui estamos. Há 200 anos eram os negros com a sua emancipação (a qual ainda não se realizou totalmente). Ainda aqui estamos.

Os direitos dos homossexuais estão a dar agora alguns passos na direcção certa. Vos garanto que daqui a 100 anos alguém estará no meu lugar a dizer que ainda lá estão.

Nota: Particular atenção para os 3:05 do vídeo. Como tinha dito, não é só lá fora... Gisberta, ainda se lembram? E do resultado da investigação? Esse eu também vos relembro: a culpa da morte de Gisberta foi a água do fosso onde lhe enfiaram a cabeça. É a justiça que se propõe, é a moralidade que temos na sociedade.

Chamada à atenção.

Um excelente post sobre a prioridade de dizer que não é prioridade o casamento homossexual. O artigo pode ser lido arrastão.

Momento musical - Unkle - Burn My Shadow



Unkle - Burn my shadow

I have burned my tomorrow,
And I stand inside today...
At the edge of the future,
And my dreams all fade away...

I have burned my tomorrow,
And I stand inside today...
At the edge of the future,
And my dreams all fade away...

And burn my shadow away...
And burn my shadow away.

Fate's my destroyer.
I was ambushed by a light,
And you judged me once for falling...
This wounded heart arrives...

And burn my shadow away...
And burn my shadow away...

When I see the light,
True love forever.

When I see the light,
True love forever.

When I see the light,
True love forever.

When I see the light,
True love forever.

When I see the light,
True love forever.

(Burn my shadow)
When I see the light,
True love forever.

When I see the light,
True love forever.

(Burn my shadow)
When I see the light,
True love forever.
(Away...)

And burn my shadow away...
And burn my shadow away.
Oh, how I loved you.

Café Majestic no Porto

Este post vem no seguimento da queixa de uma leitora. Em@, tens razão, é imperdoável! Como tal melhor que por só uma foto sobre o café, dou-lhe destaque num post só para ele.

Café Majestic




Porto - World's Sexiest Affordable Destinations

Porto é considerado pela revista Americana Travel + Leisure como um dos destinos mais sexys do mundo. Aparece logo na segunda página do link em baixo colocado.

Perdoem-me o bairrismo mas... Bibó Porto, cuaragu!

World's Sexiest Affordable Destinations- Page 2 - Articles - Travel + Leisure

E umas fotinhas para ver a cidade.

Jardins do Palácio de Cristal






Livraria Lello


Avenida dos Aliados


Ribeira do Porto



Pedofilia e mundo islâmico

Ainda bem que no mundo islâmico só se condenam homossexuais à morte... Se fossem os pedófilos e violadores arrisco dizer que, pelo menos, Afeganistão já tinha desaparecido do mapa...

Mais uma santa vez o Casamento Homossexual


Antes de começar, um esclarecimento. O comentário que se segue não deve ser entendido como um ataque ao facto de ele ser filho de mãe solteira nem às escolhas da sua mãe, as quais não são de todo da responsabilidade de Cláudio Anaia. Entenda-se antes o ponto desta publicação como: se a mãe dele tivesse tido as escolhas que o filho tem agora, ele não teria sido deputado, pois ou não teria nascido ou a mãe não teria tido condições de o criar como criou. Entenda-se ainda que é uma crítica ao raciocínio circular do senhor em questão que acaba por ser contra a sua própria existência.

Prossigo, então, com o post.

Depois de ler dois dos meus blogues habituais fiquei estarrecido, aparvalhado, estupidificado com a notícia que diz que um deputado do PS, conhecido por ter levado a cabo a luta contra o aborto, quer agora levar a questão do casamento homossexual a referendo. Falo do deputado Cláudio Anaia que, para defender o que defende e chamar aberrante a união entre pessoas do mesmo sexo, certamente deve perceber tanto da Bíblia e do textos sagrados do Cristianismo como eu percebo de pintura ou arte plástica. Vejo e comento se é bonito ou feio, mas falar das técnicas é que já não me peçam pois farei figuras tristes.

Penso que o senhor católico praticante, que disponibiliza uma biografia onde se percebe que a vida do cavalheiro se resume à religião e à política, deveria era estar calado. A Suécia (onde recentemente até a Igreja passou a celebrar os casamentos homossexuais), Bélgica, Canadá, Holanda, Noruega e Espanha são países aberrantes... Curiosamente são todos mais desenvolvidos e ricos que nós mas... aberrantes por isso mesmo. Deveriam ser todos pobres e ignorantes como Portugal pois só assim se pode tolerar tais afirmações sem repudio público. Aliás, só assim se aceita um senhor deputado que, a julgar pela biografia, nada fez na vida profissional.

Penso, no entanto, que a resposta para a homofobia e a posição contra o aborto do senhor se encontra logo na primeira frase da sua biografia. Ele é filho de mãe solteira a qual, deduzo, se tenha casado depois. Bem, toda a gente sabe, ser mãe solteira era (e ainda é) muitas vezes visto como algo "aberrante" para citar o mesmo cavalheiro, especialmente pela Igreja que o próprio senhor frequenta. Se as opiniões do cavalheiro e da sua Igreja estivessem em vigor na altura do seu nascimento, provavelmente esse senhor, ou teria morrido durante a infância por ninguém querer empregar uma mãe solteira, ou seria um zé ninguém pois não teria tido o beneficio do estado laico ter possibilitado à mãe casar-se... Num estado com as leis e a moralidade que o senhor defende, ninguém quereria passar pelo estigma de casar com uma mulher que teve relações sexuais antes do casamento e, pior ainda, que engravidou fora do matrimónio. Faz ele muito bem em lutar contra o aborto. Se tivesse havido liberdade de abortar, arrisco dizer que, provavelmente, o senhor poderia não ter nascido.

Esta aparente contradição entre a vida do senhor e as suas posições hoje em dia dão muito que pensar e levam mesmo, quem não tenha palas nos olhos, a pensar que moralidade tem este senhor para falar quando é fruto daquilo que a sua Igreja repudia. Pior ainda, que direito tem ele em vir imiscuir-se na vida dos outros e na moralidade ou não dessa mesma vida?

Devia era estar calado por forma a evitar insultar a sua rica mãe que o criou e que lhe deu um lar contra as opiniões da época.

Site oficial de Cláudio Anaia com a respectiva biografia, aqui.

Nota: O site de Cláudio Anaia foi posto em modo de suspensão hoje, pouco depois da publicação deste post. Fica na mesma o link para quando voltar... Coisa curiosa esta, hein?!

Sugere-se a leitura do blogue Os Tempos Que Correm e De Profundis.

Outras publicações relacionadas:


Deixo ainda dois vídeos de Lewis Black relacionados com Cristianismo e casamento homessexual.