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Começar a vida com dívidas, não é solução.

Eu gostava de saber porque é que ainda há gente com lata para sugerir que pedir um empréstimo para tirar um curso superior é solução. Depois das tragédias do que se passa nos EUA com este sistema é, de facto, preciso muita lata e desfaçatez para sugerir isto. 

 Até porque faz perfeito sentido alguém que quer comprar casa, carro, construir uma vida, ter filhos/familia começar, logo à partida, com uma dívida de milhares de euros sem sequer ainda ter rendimentos. 

O curioso é que, sempre que ouço falar nisto, esta sugestão vem sempre de quem NÃO precisa destes empréstimos porque os papás podem ou puderam-lhe pagar um curso superior. 

 Quando se junta ignorância, hipócrisia e imbecilidade, temos ideias de merda como esta.

A culpa é sempre do vizinho...





Parece-me ilógico, insensato e, até mesmo, irresponsável dizer semelhante coisa até porque não nos podemos esquecer dos maus professores. Não adiante negar esta evidência. Eles existem. Eles andam aí a dar aulas a fingir que sabem. Professores, do público ou privado, há que teriam mais vocação para padeiro ou merceeiro do que para transmitir conhecimentos, seja a quem for.

Negar isto, é negar a realidade e, consequentemente, andar sempre a tratar de não-problemas e falhar em resolver os verdadeiros problemas do Ensino em Portugal.

Quero dizer com isto que a culpa é inteiramente dos maus professores que por aí andam a conspurcar a profissão e mentes de alunos? Não! Obviamente que não e quem ousar tal dizer das minhas palavras acusarei de má-fé, falta de seriedade e, se calhar, ainda acusarei de se ter sentido atingido pessoalmente.

Escusar-se-á também de tentar inferir que estou a querer dizer que a maioria dos Professores é notoriamente incompetente. É mesmo escusado até porque recuso essa ideia por completa. Que há maus professores, há. Que eles são mais do que é aceitável ou tolerável? Sim, isso também se pode dizer que digo. Se digo que são todos ou que estes são a maioria? Não!

Este problema de docentes inaptos a leccionarem é um dos problemas do Ensino. É um problema grave que importa resolver, tal como importa resolver os "outros". Negar este é mentir, antes de mais, a nós mesmos. É negar a realidade ou desconhecer por completo o que se passa para além do seu jardim.

Os problemas só se resolvem quando encararmos a realidade. Quando formos honestos, em primeiro lugar, connosco.

Mais acrescento: a frase acima transcrita, quer dizer (inadvertidamente, quero eu pensar) que os alunos são, por defeito, mal comportados e preguiçosos. Também os há, é certo. Contudo, implicar que são todos ou a maioria é, no mínimo, intelectualmente desonesto, isto para não dizer mesmo insultuoso.

Num momento em que tudo e todos mentem descaradamente, importa que se evite ao máximo este género de demagogias. A honestidade e a capacidade para encarar a realidade são, cada vez mais, cruciais para o sair de toda esta merda em que nos metemos e nos meteram.


O Orçamento para o Desastre



Este orçamento de estado (tudo com minuscula) é um verdadeiro desastre para o país. Não tem pés nem cabeça. É um orçamento para tapar buracos de estrada com areia. Com os primeiros chuviscos, lá aparecem os malfadados buracos.

Um orçamento que aumento impostos a quase, ênfase no quase, todos mas deixa alguns "privilegiados" de fora não pode ser um orçamento sério. Um orçamento que começa por deixar de fora alguns porque, técnicamente falando, não recebem reformas mas sim subvenções é gozar com a cara dos contribuintes. Um orçamento que, pelos vistos, vai deixar de fora nas reduções dos susbsidios de Natal e Férias os senhores do Banco de Portugal é algo que não é de gente séria.

Dizem-me que "isso são coisas pequenas que, mesmo tributadas e tudo o mais, são insignificantes no quadro geral." Pois, se calhar até são. O problema aqui, para além de um receita que se poderia arrecadar, obviamente, é maior do que uma mera contabilidade. É um problema moral. Ninguém aceitar, em aceitará, que uns sejam penalizados enquanto outros são beneficiados. É uma questão de igualdade e, sobretudo, de demonstar que TODOS estão a fazer um esforço para corrigir os erros do passado. Sem esta moralidade, tudo cairá em saco roto, mais tarde ou mais cedo.

Mas, vindo de um governo que tem dois membros que se acham no direito MORAL de pedir apoios para a sua deslocação para Lisboa quando já têm casa nessa mesma cidade, é um governo aldrabão. É um governo sem autoridade para impor seja o que for a quem for. É um governo que não ganhará o respeito de ninguém. Assim sendo, só irá conseguir impor a sua vontade pela força da Lei ou dos cacetetes das forças de autoridade.

Pior do que isto, é um orçamento que irá destruir a classe consumidora e geradora de riqueza. Não vai, também, ajudar empresa nenhuma, muito pelo contrário. Muitas irão à falência por causa do agravamento do IVA e outros impostos. É um orçamento, portanto, que irá ter como resultado o colapso económico do país. Isto levará a mais crise para o ano 2012 e seguintes e terá como destino a bancarrota, inevitavelmente. Não se consegue sair de uma crise sem crescimento económico o qual não é potencializado aqui.

É um orçamento que corta em tudo que é essencial e da inteira resposabilidade do Estado (Saúde e Educação) e aumenta no que é da resposabilidade dos agentes privados (Ministério da Economia). Ao Estado não cabe investir nas empresas nem financiar a banca. Ao Estado cabe para potenciar o crescimento através de mecanismos legais e educação civica e não atirando dinheiro para empresas que não o conseguem gerar sozinhas. Ou seja, este orçamento faz exactamente o oposto do que deveria fazer.

Resumindo. O actual governo criou um orçamento que é um verdadeiro desastre para qualquer pessoa mediana e só irá conseguir que, para o próximo ano e seguintes, se tenha que eleger alguém que vá para lá resolver os problemas que eles criaram antes de tratar dos problemas que Sócrates e seus antecessores deixaram. 

Pai desmente que tenha entregue filho na PSP


Como eu gosto de gente louca que adora fazer passar os outros por loucos e estúpidos. 

Então não é que sua excelência, este fantástico progenitor, diz agora que não foi à esquadra? Mas ele tem noção do que diz ou fala porque ficou com o cú quente? Estará consciente ele que acabou de acusar o JN e a PSP de mentirem? O jornal ainda estou como o outro, podia ter havido informações erradas, agora a PSP? Não me parece que os polícias andem a inventar histórias de pessoas que lhes vão às tantas da madrugada à esquadra para entregar o filho por este ser homossexual! 

Esta coisa de ser homofóbico e depois se ter vergonha de o ser quando a sociedade recrimina esse comportamento tem que se lhe diga... De facto, o pai deveria procurar um médico mas não para o filho como ele anuncia na notícia. Ele deveria procurar um psiquiatra para tratar a insanidade e confusão que vai na sua própria cabeça.

Fico surpreendido e esperançado que esta anunciada investigação dê frutos porque este pai não merece ter seja que filho for. 

Registo também que, de todas as associações LGBTs, só a amplos (Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual) se dignou a falar do caso e, mesmo assim, fez pouco a meu ver. Não consegui achar mais nada em nenhuma das outras.

Acrescento ao último post



Ao último post, tenho afinal mais uma coisa a acrescentar. Onde estão as organizações de defesa de LGBTs? Será que ex-aequos, ILGAs e coisas do género só servem para vir falar para as TVs e fazer paradas e prides e servir de local de "engate"? Vir deplorar estes actos para os média não?! Ajudar o pobre rapaz não?!

Pó Diabo com esta gente toda que o mundo está completamente louco e desgraçados daqueles que não estão.

Se baixeza, ignorância e embrutecimento intelectual em Portugal desse dinheiro... não haveria deficit

 
Pai entrega filho em esquadra por ser gay - JN

Um pai entregou, na madrugada de quinta-feira, o filho na esquadra da PSP Valadares, em Vila Nova de Gaia, por ter descoberto a orientação sexual do menor, ao início da noite.

Segundo fonte policial, o progenitor perseguiu o menor, com 15 anos, logo que este lhe pediu autorização para uma saída nocturna com amigos. O pai foi então encontrar o adolescente na discoteca Pride, no Porto, pelas 1.30 horas de quinta-feira.

Reagindo a quente, alegadamente, o homem accionou primeiro várias autoridades, acusando a gestão do espaço - maioritariamente frequentado por jovens homossexuais - de ter permitido a entrada do menor.

Tendo em conta que a PSP pouco mais terá feito que registar a falha de identificação na entrada do espaço, apenas permitido a maiores de 18 anos, pai e filho regressaram então a casa, a Valadares.

Pelas 4.30 horas, o progenitor, engenheiro de profissão, apresentou-se na PSP daquela localidade com o adolescente lavado em lágrimas, para o entregar aos polícias que estavam de serviço.

O JN sabe que o pai se recusou a ficar com o filho em casa, tendo sido accionado o serviço de emergência social para encontrar uma resposta de albergue para o jovem.

Perante uma notícia destas, apenas faço três comentários, pois ando sem paciência para boas maneiras e, sobretudo, para o politicamente correcto.

1- Isto demonstra o estado em que andam os estabelecimentos nocturnos e a respectiva segurança. Nada mais digo sobre o assunto.

2- O jornalista deve estar bêbado pois chamar progenitor a esta reles e desprezável criatura é um insulto a todo o bom pai e mãe deste pais.

3- Esta Reles e Desprezável criatura, esta Desculpa para ser humano e autêntico Desperdício de Carne e Alma, é apenas o produto de educação moral cristã da igreja católica. Isto são os valores que a igreja incute. Esta é a sua noção de família. Este deve ser o amor pelo outro que os padres ensinam nas paróquias... No final, apenas me apetece dizer mais uma coisa: Diabo os carregue a este e a todos como ele. Ipse venena bibas é tudo o que lhe desejo.

P.S.: O uso trocado de maiúsculas e minúsculas foi intencional.

Retórica e Falácia

Um interessante vídeo sobre as demagogias dos nossos dias.

Lições da Irlanda, país Católico

Às vezes os vêem-se coisas fantásticas vindas de onde menos se espera, neste caso, de um dos países mais Católicos do mundo. E agora, em Portugal, isto seria possível? Não! Seria um escândalo de proporções bíblicas. Tudo porque somos uma país de brandos costumes. 

Os homens podem deixar as mulheres casa enquanto vão as meninas (ou meninos - ultimamente tenho reparado na quantidade absurda de mulheres que por aí andam com os seus "maridos" ao engano). As mulheres podem andar por ai a beijarem-se umas às outras que todo o homem fica logo de pau feito. Pode-se violar crianças que só se fala durante dois dias e para espantar clientela e mau olhado. Pode-se ver Padres [Católicos] a engravidarem senhoras, a serem apanhados na sacristia a "rezar o terço", seja lá com quem for... Enfim, pode-se fazer quase tudo. O importante, no final do dia, é que não hajam paneleiros e borboletas homossexuais. Pelo menos, que não se os vejam!


Retirado do blogue Os Ponderantes


Algumas verdades...



Publico aqui um texto que me chegou por email. O texto encontra-se originalmente publicado no Instituto João Goulart e pode ser acedido clicando aqui.

Já li vários trabalhos de Noam Chomsky e, em todos, ele acerta com precisão no alvo trazendo as verdades ao de cima. Curioso é ele ser Americano. Aqui fica o texto o qual espero que sirva para uma melhor apreensão da realidade para nos defendermos do que nos atiram aos olhos. Só depois de conhecermos as armas dos inimigos é que nos podemos defender deles.



O lingüista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

Bairrismos

1.ª portagem era 10 cêntimos, hoje é 15 vezes mais - Portugal - DN

Vão-me desculpar o bairrismo mas... Enquanto foi nas SCUTs do Norte, era bom que se pagasse portagens! Afinal eles, lá em baixo, não tinham de pagar manutenção de coisas dos outros. Ainda me lembro de ver os comentários que se viam por aí nos Jornais e afins. Mas quando é lá em baixo que se põe portagem... Ah pois... Muda-se logo de opinião.

A notícia também é interessante, logo mesmo pelo título. Então e custo de vida etc e tal, aumentou quanto? Mas estes jornalistas tiram o curso onde? É melhor não responder... 

Desculpem a franqueza, mas este país é uma verdadeira tristeza. É o cumulo da mediocridade. E mais não digo...

Perdão! Divida de quem?



Hoje fiquei pasmado com o título da seguinte notícia: "Governo diz que taxa sobre o subsídio de natal é "imprescindível"". Pois... Mas ainda há uns meses Passos Coelho dizia o oposto. Mas adiante. Mal sabia eu que o melhor estava para vir.


Agora é que a porca torceu o rabo... Então a dívida agora já não é só nossa? Então a dívida agora já é do Euro? Mas então porque são Portugal, Grécia, Irlanda e agora Itália atacados e não a Alemanha e França? Não pertencem eles também à zona euro? E porque não o BCE? 

E já agora, pergunte-se ao PSD (e CDS também), porque é que andou na campanha eleitoral e mesmo antes a pintar o quadro que o problema era "português"? O que é que, de repente, os fez mudar assim tanto de opinião? Será por estaram agora eles no poder? Eu bem digo que a realidade dos factos altera-se dependendo do lado da mesa em que nos sentamos... 

Mas prossegue o ministro. "O ministro sublinhou que a medida é imprescindível para acelerar o esforço de consolidação orçamental de 5,9% para este ano e lembrou que a sobretaxa tem três características essenciais: extraordinária, universal e respeita o princípio da equidade social na austeridade."

Muito bem. Este ano tapa-se o buraco roubando quem já é chulado pelos impostos absurdos em Portugal. E para o ano? Espera o ministro, contra todas as previsões, que a economia cresça? É que se não cresce menos impostos se cobrarão. Assim sendo menos receita. Menos receita, maior deficit ou corte grotesco em tudo que é função do Estado, social ou não. Se isto se verificar, está o ministro em condições de dizer que não haverá outro imposto "extraordinário, universal e respeitador do principio de equidade social na austeriadade?"
.
E volta o ministro a falar em números sobre quem paga o quê. Diz ele: "Vítor Gaspar reiterou ainda que dos sujeitos passivos que pagarão a sobretaxa, cerca de 22%, pagarão menos de 50 euros e cerca de 50% pagarão menos de 150 euros". E eu volto a dizer que, se 22% pagam menos de 50 euros, então 78% pagarão mais e se 50% pagam menos de 150, então outros 50% irão pagar mais de 150%. Para quem é um perito na área, o ministro devia ser menos demagogo e mais sério naquilo que diz.

Já agora, ainda há muitos a acreditar que valeu assim tanto a pena ter atirado o país para um crise política, forçar a entrada de agentes externos nos nossos assuntos internos só para tirar lá o Sócrates? Mudou assim tanta coisa? Eu acho que não, mas posso estar enganado.

Maus resultados a Português devem-se à preferência dos alunos pela via científica - JN

Maus resultados a Português devem-se à preferência dos alunos pela via científica - JN

"Edviges Antunes Ferreira considerou, em declarações à agência Lusa, que o "factor aluno" é a primeira causa destes resultados, na medida em que os estudantes estão cada vez menos preocupados com o exame de Português porque pretendem seguir sobretudo a via científica.

"Logicamente, eles têm mais preocupações em obter boa nota a Matemática, Física e Biologia" do que em Português, porque são aquelas disciplinas específicas do seu curso que vão contar para a média de entrada na universidade."

Adorei a noticia a começar pelo titulo justificada pela citação acima transcrita. Ou seja, a culpa é dos alunos que vão para ciências... Mas serão as notas das disciplinas nucleares (Matemática, Física, Química e Biologia) assim tão brilhantes? É que se forem eu calo-me. Se não forem, então o problema está noutro lado e esta senhora não sabe o que diz ou diz o que não sabe.

"Outro factor de peso para os maus resultados em Português resulta, segundo Edviges Antunes Ferreira, do "próprio exame", que este ano mudou de paradigma, colocando perguntas diretas sobre a função da língua a que os alunos não souberam responder.

De acordo com a mesma responsável, 80% dos alunos não souberam indicar o sujeito. Também na identificação de uma oração, a mesma percentagem de alunos falhou a resposta.

Pois, afinal a culpa não é só dos alunos das ciências. Afinal a culpa também é do exame. Mudou de paradigma... Pois. Eu pergunto-me se, um aluno no secundário, a um passo de ir para uma faculdade ou vida profissional,  não teve já anos suficientes para se descobrir e ensinar o que é o sujeito da frase? Mas mais interessante ainda. Seguindo a lógica da senhora, e sabendo que os alunos de ciências, então, preferem as disciplinas que lhes são mais úteis, porque não adoptar de vez um programa de Língua Portuguesa para ciências? Um programa que dê aos alunos as ferramentas necessárias para a sua vida profissional. Quer dizer, começamos no 5º ano e no 12º (7 anos depois) ainda andamos a perguntar o mesmo? Pois, enquanto se achar que o importante para se saber falar uma língua é a gramática andaremos sempre na cepa torta. Estes pedagogos, estes teóricos da teoria, bem... não vou terminar a frase. Aliás termino por aqui. Afinal eles são os peritos. Pena que a sua perícia não conduza a resultados nenhuns tirando estas tristezas.

O país está louco!

Rapaz agredido a pontapé tem medo de sair de casa - JN

Depois de termos ouvido a notícia de uma rapariga a qual foi violentamente espancada por outras duas matrafonas, de uma rapariga que foi esfaqueada com um x-acto por outra senhora, podemos ler agora uma outra notícia de um rapaz agredido a pontapé, alegadamente por outros três jovens que ainda lhe roubaram 100 euros!! Mas não é caso único. Soube outro dia que uma aluna minha anda a ser ameaçada de morte por uma colega. A rapariga anda tão assustada que já nem vai mais à escola, especialmente porque a turmita dela, segunda ela me contou, se juntou à festa.

O que eu pergunto é onde é que estão os pais no meio disto tudo? Vou propor uma explicação.

Ter um filho é uma coisa muito engraçada. É giro para mostrar ao amigos e tudo. O problema é que, para além de custar muito dinheiro, ao fim de 12 anos acaba-se a macacada. A criança começa a ganhar "vontade própria". Começa a querer sair debaixo das "asas" dos pais. Aos 15, 16 anos começa a fase de rebeldia onde o jovem se tenta encontrar com ele próprio e com o mundo. Como vivemos numa sociedade que cultiva a desresponsabilização de tudo e incentiva a vida "fácil", pode-se perceber que aos 12 anos a criança passa de engraçadinha a chata. Aos 15, 16 anos passa a irritante. E o que é que se faz com coisas chatas e irritantes? Simples, ignora-se. Não se liga. Deixa-se andar que é para não haver chatices. Resumindo, é o mesmo problema dos animais domésticos. Enquanto são bebés ficam. Quando se tornam adultos ficam ao abandono na rua. Como às crianças não se pode deixa-las na rua, deixa-se a criatura vir dormir a casa e dá-se-lhe de comer e beber. O resto, ela que se desenrasque.

Os pais, em Portugal, precisam de um curso para o serem. Uns acham que as crianças se educam sozinhas. Outros há que acham que a educação é da responsabilidade de outros; Escola, Professores, Estado... Mas isto é de espantar? Claro que não. Isto é o resultado da educação que os pais de hoje receberam dos seus próprios pais juntamente com a ideia que se criou em Portugal que a culpa morre solteira. E como é possível não ser assim quando temos um bastonário da ordem dos advogados que acha que gente que comete estes actos não deve ficar presa? Eu até acho que, para além dos filhos, os pais também deviam de ir para os "quadradinhos" perante casos destes. O facto de estar previsto na Lei a possível detenção dos pais pelos actos dos filhos faria muita gente andar bem mais atenta aos seus petizes.

No meio disto tudo, e falando do caso do rapaz, fico com uma grande pergunta. Para que é que um rapaz de 16 anos andava com 100 euros no bolso? E mais uma vez, isto leva a outra pergunta: de quem é a responsabilidade do miúdo andar com tanto dinheiro? Dele ou dos pais?

Eu sei que o embrutecimento intelectual é uma coisa atroz em Portugal. Há em pobres e ricos, engenheiros e trolhas, professores e alunos... Mas usar a massa encefálica não doí... Custa ao inicio para quem não está habituado a fazer uso dela mas não mata e garanto que possíveis dores de cabeça serão passageiras... Não se comece a usar a cabecinha, não, que o país não dura mais 50 anos.

De facto, é bem verdade o que outro dia li. Nós não somos descendentes dos corajosos portugueses que partiram à descoberta de novos mundos. Nós somos descendentes dos Velhos do Restelo que cá ficaram.

O mau Inglês no ensino em Portugal...

Outro dia, a propósito das perguntas da prova de físico-química de 9º Ano e das respectivas críticas à mesma, lembrei-me de ir desenterrar mortos. Lembrei-me de uma certa prova de Inglês... A 650, do ano de 2005. A dada altura da prova, aparece a seguinte pergunta:


Ora bem. Na altura, isto deu-me uma volta tal ao cérebro que precisei de, sensivelmente, meia hora para descortinar o que se queria com isto. Devo de admitir que ao fim desse tempo ainda não tinha resposta convincente. Em desespero de causa, fiz o que nunca se deve fazer, traduzir a pergunta. Maravilhas das maravilhas, eis que tudo passou a fazer sentido. Agora finalmente conseguia perceber o que é que a criatura que fez esta prova queria. Afinal o que se queria era o tempo dos verbos. Pois bem, pena é que se tenha confundido tempo com tempo verbal, que em Inglês, qualquer beginner sabe que são duas coisas completamente diferentes. Há o time e depois há os tenses. Só o segundo é que se refere à questão gramatical em causa sendo que o primeiro se refere a horas e afins.

De facto, traduzindo a frase ficamos com: "Leia as linhas 10/11 e identifique o TEMPO do verbo a que todas as três seguintes formas verbais se referem". Pois, pena é isto ser uma prova de Inglês e não de tradução de Inglês. Em Inglês, a pergunta teria de ser ligeiramente, só um bocadinho, diferente. Isto é como quem diz, bastaria perguntar simplesmente "Identify the tenses of the following verbs?". Infelizmente, a complexidade desta simples frase era demais para a mente que fez a prova.

Até se poderia pensar que seria outra coisa qualquer, mas não. Repare-se nos critérios de correcção:


Aparentemente, era mesmo os tempos, os tenses, portanto, que se queria. Na altura até fiquei a pensar que o defeito era meu mas, depois de mostrar esta prova a ingleses e americanos, ambos me disseram que não conseguiam perceber metade do que se queria lá. Fiquei logo mais aliviado. Afinal, o problema não era mesmo meu ou, se calhar, era mesmo. Se calhar o problema está em ter aprendido Inglês cedo demais tal como uma qualquer criança britânica, americana, canadiana e por fora. Se calhar, para perceber o Inglês destas provas, por vezes é preciso ter andado, unicamente, na escola pública portuguesa e ter tido professores que ensinam que white se lê "uíte" e não "uáite".

Quero eu com isto tudo dizer o quê? Ora bem, em primeiro lugar, este problema de más provas, sejam elas de que ano forem ou de que área forem, não é de agora. Já vem de trás. Em segundo lugar, quero dizer, e respeitante à minha área de trabalho, que, embora haja bons professores de Língua Inglesa na escola pública portuguesa, há uma enormidade de gente que devia estar a aprender Inglês e não a ensiná-lo. São estes, infelizmente, que dão cabo de todo o trabalho dos bons.

Para minha infelicidade, talvez, reparo nas gravíssimas falhas dos professores quando lhes dou formação. Ainda bem que são parcas as vezes que o faço porque, caso contrário, correria o risco de ficar deprimido tal é o desconhecimento em certos casos. Lembro-me de um caso em particular. Cai-me nas mãos, uma senhora que precisava de umas aulas de "refrescamento", ou assim fui informado. Quando dei por mim e sem dar conta, estava a dar o verbo "To be" no Simple Present.

Pelos bons professores que há, importa que se trate de limpar o sistema dos maus. Limpar não implica obviamente e unicamente apresentar de forma automática a porta da rua às pessoas. Até porque há muitos que podem ser "salvos". Importa é que se lhes diga claramente que, se têm vontade e gosto pelo ensino, têm de melhorar o seu nível de conhecimentos. Os que estão na profissão por gosto e vontade de ensinar, tenho a certeza que não hesitarão em fazer isso para depois serem recompensados com melhores resultados e elogios de pais e alunos. Sim, elogios de pais e alunos. É que, como em todo o lado, há os bons e os maus. Ao contrário do que uma certa ADD quer fazer crer, nem tudo são rosas mas nem tudo são silvas também.

O problema é que, por alguma razão que eu prefiro não especular, anda-se há anos a tapar o Sol com a peneira, atirando as culpas para todos os lados menos para os lados que se deve. A culpa é sempre de pais, alunos ou do governo. Nunca ouvi da parte dos profissionais de ensino dizer que há um problema nos manuais e em alguns professores e só poucas vezes ouvi falar nos programas (os quais são perfeitamente estupidificantes mas fico com a sensação que quase todos os seguem sem piar; quando muito, fazem um encolher de ombros). Também nunca ouvi dizer que Portugal tem um sério problema de qualidade no Ensino Superior ao nível de quem lá lecciona e, tristemente, tem mesmo.

Enquanto se insistir e se querer fazer acreditar que os professores são todos bons, acima de todas as críticas e vitimas de um sistema que, pela própria inércia dos profissionais do ensino, eles próprios ajudaram a criar, o ensino não melhorará.

Esperar que as mudanças venham do ME é irrealista, senão mesmo, utópico. O ME vive do mostrar trabalho aos eleitores. O ME "tem" de trabalhar para os eleitores no seu geral e não, apenas para uma parte deles (os professores). Acreditar que o ME terá força para fazer as mudanças necessárias contra a inércia e pasmaceira da sociedade em geral e o querer manter o status quo dos trabalhadores do sistema de ensino é esperar que Cristo desça novamente à Terra.

Para as coisas mudarem é preciso que haja uma verdadeira vontade de mudar e isso tem de começar a partir de quem está no terreno todos os dias. Greves e manifestações? Pois certamente mas para exigir exigência e não apenas para lutar por privilégios perdidos (tenham eles sido merecidos ou não).

Penso que seria bem melhor para todos que não víssemos mais provas de 9º Ano como as que vimos e que erros tão infantis como estes que mostrei na prova de Inglês. Eu prezo pelo meu futuro e pela qualidade do meu trabalho. Seria bom que mais o fizessem em vez de encolher os ombros e olhar para o lado. Queremos ser tratados com respeito e prestigio merecidos? Tratemos de o merecer então.

É que ainda hoje*, reparei que um dos meus "pupilos" está sem aulas de Inglês faz três semanas. Quando começou a faltar, ainda nem metade do livro tinha dado. Entretanto faltou e continua a faltar e já estamos no final do ano. Assim não pode ser. Não quero ofender ninguém mas passo bem sem colegas destes e penso que a profissão também. Infelizmente, casos destes não são únicos. Eu diria mesmo que são, estranhamente, vulgares.

*Nota: o "hoje" refere-se à data em que escrevi o post e não à sua data de publicação.

PSD vai prosseguir política de mega-agrupamentos de escolas

 
Ainda continuam a acreditar que o PSD de Passos será diferente do PS de Sócrates? Daqui a 6 meses, não tenho dúvidas que estarei a ouvir uma quantidade de queixumes vindos daqueles que hoje defendem Passos como alternativa a Sócrates.

PSD vai prosseguir política de mega-agrupamentos de escolas - Política - PUBLICO.PT

Já agora, deixou outro link que poderá interessar. Podem aceder clicando aqui.

Vídeo para finlandeses verem... E portugueses aprenderem!


Um vídeo interessante, excepto que a bandeira finlandesa é baseada na Cruz Nórdica que já existe desde o século XIV e a "bandeira" portuguesa era o símbolo heráldico de um Francês, o mesmo que era casado com uma Leonesa (hoje Espanhola) e, portanto, o filho deles, primeiro Rei de Portugal, era tudo menos "português" e precisou de "bater" na mãe para ter a sua "terrinha".

Depois seguem-se uns factos de "a minha pila" é maior que a tua até se chegar às armas de fogo no Japão que acabaria por destruir uma era na história da cultura japonesa bem como deu oportunidade para a construção do Império Japonês que haveria de cometer as atrocidades que cometeu na China e na Coreia. Isto para não falar de toda a história da guerra do Pacifico no contexto da Segunda Guerra Mundial.

De seguida, diz-se uma grande aldrabice: arigato é de origem portuguesa, o que é falso. Pior de tudo é que, de tanta palavra japonesa que tem origem portuguesa foram escolher aquela que não é. Podiam ter escolhido "shabon" que é sabão, ou "manto" que é manto, ou ainda "bidoro" que é vidro. Mas pronto...

A escravatura, segundo sei (posso estar enganado) foi abolida em 1761 e não em 1751 e isto para Portugal metropolitano e Índia pois no Brasil e África a escravatura só seria abolida no século seguinte. O que também não se diz é que, embora não tenha sido Portugal a criar a escravatura, fomos nós que criamos o lucrativo negócio de comércio de escravos de África para as Américas. Já agora, a Finlândia, então parte da Suécia, aboliu a escravatura em 1335, 426 anos antes.

A pena de morte também não foi Portugal o primeiro a aboli-la. Foi antes San Marino dois anos antes. Já agora, Portugal aboliu a a pena capital em 1867 para os crimes civis mas só em 1911 é que aboliria a para todos os crimes. Em 1916 voltou a ser usada para crimes de traição em tempo de guerra e só em 1976 é que seria totalmente abolida. A Finlândia fez o mesmo em 1972.

Napoleão tentou conquistar Portugal três vezes e... falhou? Ah pois... até nem houve necessidade da família real fugir para o Brasil e nem tivemos cá os Ingleses para nos ajudarem a tirá-los de cá... Está bem, é justo. Por comparação, propunha aos autores do vídeo que lessem um pouco da história das guerras pela independência da Finlândia e depois me dissessem quem fez melhor...

Colombo disse ao Rei Português o quê? Admitindo que isso é verdade, quem é que acabou por ficar com aquilo? Portugal ou Espanha?... No México fala-se português?

A do chá está muito bem. Pena que logo depois venha a do território. Portugal pode ser do tamanho da Dinamarca e Países Baixos juntos mas a Finlândia tem cerca de 3,7 vezes o tamanho de Portugal em área. Quem é que a tem maior agora?

Quanto aos templários, não vou entrar pela história. Vou apenas dizer que os autores do vídeo escusavam de ter ido buscar uma imagem do jogo Assassin's Creed como ilustrativa do facto... Diz muito acerca de quem fez o vídeo...

Nós dividimos o mundo em duas partes e ficamos com a melhor parte? Desde quando? Afinal o ouro e prata estavam na Índia? E que aproveitamos nós do que tivemos? Espanha tomou conta da parte dela e nós ficamos com quê?

No século XVIII o rendimento do Rei Português era 30 vezes superior ao Rei de Inglaterra (já agora o Rei já não era de Inglaterra mas da Grã-Bretanha)... Ah pois, ok. Mas pondo tudo o resto de parte, no final desse século, quem é que tinha o maior Império?

Depois seguem-se um conjunto de banalidades e coisas sem sentido (Festival da Eurovisão?) até que se chega à Aliança Luso-Britânica... Nós ainda a levamos a sério? Pois... Somos só mesmo nós e, com jeitinho, nem isso.

Mais outro conjunto de banalidades e do tique de inferioridade de "a minha pila é maior que a tua" e chega-se ao Magalhães, o homem não o computador. Diz o vídeo que o senhor foi o segundo português a servir na corte espanhola... Volto a repetir, corte espanhola... Não portuguesa... Certo...

Fica-se depois a saber que o homem mais famoso do país, aquele que mais contributos deu para ser mundialmente conhecido é, nada mais nada menos que um treinador de futebol... Fantástico.
Um milhão e meio de portugueses fizeram o quê depois? Mas houve alguma invasão da Indonésia que eu não me tenha apercebido? Não terá sido antes pelos apelos de Guterres a Clinton o qual pressionou o governo indonésio para sair de lá? A isto chama-se ilusão de grandeza.

A última coisa do vídeo até que foi interessante. No entanto, termino este post com a seguinte pergunta: em 2011 quem é que está a pedir um empréstimo a quem?

Da próxima vez que esta gente "chique" de Cascais queira defender Portugal, ou lá o que seja que este vídeo tenta fazer, façam uma coisa: calem-se e ide tomar uma bica à praia que estarão a fazer um melhor serviço a todos.

O acordar para a realidade



Agora que se começam a saber as medidas para a "ajuda" a Portugal, os que acharam que isto era a solução para o país devem estar todos satisfeitos, a começar pelo funcionalismo público que tanto quis ver Sócrates de lá para fora, mesmo que isso significa-se o FMI/FEEF. 

Bem, a cegueira das decisões tomadas pelo ódio e rancor sem a força da razão, está prestes a dar os seus frutos. Ninguém ainda lhes garantiu que se vão ver livres de Sócrates e, mesmo que isso aconteça, a julgar pelo que se tem ouvido da boca de Passos Coelho, não será para guardar muitas esperanças sobre as decisões do cavalheiro. Por outras palavras, mesmo que se livrem de Sócrates Rosa, poderão estar a trocá-lo por um Sócrates Laranja. 

Julgavam que iriam ficar numa situação "melhor" do que com os PECs de Sócrates. Pelo que se houve, o tiro saiu-lhes pela culatra. O que até agora era impensável vai acontecer: vão haver despedimentos na Função Pública. Os senhores de certas empresas públicas que tanto queriam, com as privatizações que se adivinham, não só não terão o que exigiram como, se calhar, ainda perdem o que ainda têm. Os que temiam perder os seus altos salários e pensões também devem começar a pensar que teria sido melhor ter agido com a cabeça e não com o coração e ainda menos com a carteira.

Em suma, queriam o FMI/FEEF para acabar com a "mama". Podem congratular-se. Conseguiram-no. Não acabaram foi com a "mama" dos políticos. Acabaram foi com a "mama" de todos os outros, mesmo aqueles que não a tinham.

Comece-se é a pensar agora, não nas medidas imediatas do acordo com Troika mas sim nos efeitos secundários delas.

O que o país precisa


Portugal se quiser sair da situação em que se encontra precisa de fazer uma séria de mudanças quer a nível político, quer a nível sócio-cultural. Por ordem de prioridades, deixo aqui o que penso ser preciso para que se mude esta carcaça velha em que se tornou Portugal. Já agora acrescento que não guardo esperanças de que alguma coisa irá mudar.


1- Portugal precisa de se renovar socialmente. A sociedade civil tem de perceber que o seu destino está nas suas mãos e não nas mãos dos outros. Tem de haver mais empenho e participação dos portugueses na vida política, quer ao nível dos partidos, quer ao nível de movimentos cívicos e outras organizações. Não quero dizer com isto que se façam mais greves a torto e a direito e sempre pelos mesmos. Não quero dizer com isto que se venha para a rua fazer umas "festas" onde se insulta tudo e todos, de maneira por vezes vil, chamando-lhes "manifestações" e "protestos". Quero dizer com isto que tem de haver mais envolvimento nas decisões e posições de partidos. Eles só mudam as suas posições quando quem lá está dentro é forçado a mudar. Para isto é preciso que haja mais gente envolvida. A sociedade civil tem de fazer uso dos mecanismos legalmente previstos na constituição ou, então, fazer com que se criem outros que possam faltar.

Em suma, o cidadãos deste país têm de fazer uso a esse nome. Todos têm de deixar de dizer mal e passar a fazer algo. Chega de protestar e na altura devida nada fazer. Há que passar das palavras às acções, não em greves ou acções espontâneas mas todos os dias nas nossas acções diárias. A velha desculpa de "eu não falo de política porque não gosto e não me interessa" foi o que nos levou a esta situação e é o que nos mantém nela. Talvez seja altura de se ir para o café a discutir como fazer melhor que os políticos em vez de se ir a falar na novela, futebol ou no puro insulto a tudo e todos.


2- Tem de haver uma racionalização da educação em Portugal. Tem de chegar ao fim a "escola depósito" de crianças e jovens. A escola tem de ensinar e tem de ensinar aquilo que precisa de ser ensinado doa a quem doer. Quem não gosta ou não é capaz, que se retire e dê lugar a quem sabe e quer fazer o que tem de ser feito. No seguimento disto, temos de levar para as escolas aqueles que são capazes para dar aulas e tirar os que lá estão porque não arranjaram nada melhor para fazer ou porque tiraram um curso que só serve para aquilo mas que não é a sua vocação profissional. Tem de se dar aos alunos que querem aprender as condições para o fazer e tirar da escola os que não querem. Esses últimos que se desenrasquem da forma que quiserem e acharem mas conveniente (e se optarem pelo crime, temos de dar meios a quem de direito para os levar à Justiça e pô-los atrás das grades) mas, se não querem estudar, não podem prejudicar quem quer. 

O Ensino Superior tem de ser forçado a redireccionar o seu trabalho para servir o país, a sociedade civil e a economia e não quem lá trabalha. Os professores do Ensino Superior têm de deixar de usar as instituições públicas onde leccionam para a auto-promoção ou como refúgio profissional. Também aqui é preciso trazer os melhores e/ou os mais capazes e não falo apenas na média com que terminam o curso mas sim com um percurso profissional que os habilite a proporcionar a melhor transmissão de conhecimentos face à realidade da área em questão. Não podemos ter professores a dar aulas hoje como as davam há 25 anos atrás, pois o mundo muda todos os dias e é preciso que haja uma adaptação constante aos novos factos científicos e sociais. Não podemos ter apenas, num ensino profissionalizante, teóricos e académicos que nunca saíram da sua sala de aula ou do seu laboratório. Tem que haver complementaridade entre os dois por forma a que os alunos não saiam de lá enciclopédias de carne ou meros papagaios.  


3- O mundo empresarial tem de mudar apoiando-se, entre outras coisas, nos dois pontos anteriores (aposta numa verdadeira qualificação dos trabalhadores e numa autonomia face ao poder "paternal" do Estado). Os portugueses têm de ser mais audazes no seu mundo profissional. Os portugueses têm de deixar para trás a ideia de arranjar um trabalho para a vida a trabalhar para outro. Tem de haver empreendedorismo (esta bonita palavra de que tantos falam mas que poucos fazem) da parte dos trabalhadores. Mas porque não havemos de ter todos em mente, um dia, termos a nossa própria empresa, fundando-a ou querendo chegar à direcção de uma grande empresa já existente? Tem de acabar a ideia de se apontar para os quadros médios e mediocridade como objectivo final profissional. 

Os empresários actuais têm também de aprender a inovar e a gerirem as suas empresas, não como a mercearia da esquina, mas sim como uma entidade económica capaz de crescer nos tempos bons e de se aguentar nos tempos maus. Não se pode continuar com a ideia de que a empresa é para dar lucro amanhã para se poder construir uma vivenda. Os empresários e gestores têm também de mudar o paradigma de remuneração dos seus funcionários, não querendo que estes trabalhem no seu melhor pelo menor preço possível. Os salários e remunerações têm de reflectir o valor real do trabalho de cada um. Também tem de acabar a ideia do "trabalho" não qualificado barato como escolha preferencial para os quadros das empresas. Tem de se apostar na formação dando-a aos que já lá estão e indo buscar quem a tem. A questão experiência/formação tem de estar no cerne da decisão de quem se contrata e não o valor do salário. 


4- O Estado tem de ser redefinido. Tem que se decidir para que é que se quer o Estado e o qual o seu papel na sociedade portuguesa. Estado mínimo ou Estado Social? É importante definir isto tudo e depois fazer as mudanças e ajustes necessários, com coragem e doa a quem doer sem se ficar refém dos interesses individuais seja de quem for. O Estado tem de saber qual a sua missão e fazê-la da maneira mais eficaz. Para isto precisa de ir buscar os melhores e não os amigos. Precisa de ter capacidade de renovação de quadros por forma a se tirar quem nada faz e trazer quem faz. Sobretudo, o Estado, tem que remunerar os seus funcionários de acordo com o valor do seu trabalho e não a chapa sete, tratando bons e maus da mesma maneira. 


5- A sociedade portuguesa tem de se habituar a conviver bem com o mérito pessoal/profissional dos seus indivíduos. Há premiar e valorizar o mérito e não as amizades ou conveniências pessoais. O paradigma social do supérfluo e conveniências tem de acabar. A cunha tem de ser criminalizada do ponto de vista social, nem falo do ponto de vista legal. A idade tem de deixar de ser um posto por ela própria. Certo que, geralmente e por uma razão de lógica (embora, por vezes, ela seja uma batata), a idade trás experiência mas experiência sem conhecimento para a usar bem de nada serve. A sociedade do mérito tem de ser o objectivo final e tem de se dar (ponto 2) a possibilidade de todos poderem ter mérito em alguma coisa. Sobretudo, há que parar os típicos actos de sabotagem do mérito. A mesquinhez de, quando não se consegue dizer/fazer melhor que alguém, se atacar o carácter da pessoa tem de acabar. As pessoas têm de ganhar uma coisa muito importante: respeito, a começar pelo respeito por elas próprias.

Regionalização: As verdades

Imagem retirada da Wikipedia

A propósito de um post d'O Jumento onde se fala da regionalização achei apropriado trazer à luz da ribalta algumas verdades sobre este assunto.

Os que são contra dizem que Portugal é pequeno, é mesmo dos mais pequenos da Europa. Bem, quem diz isto não olha para as estatísticas ou, então, está a mentir para defender interesses próprios, nomeadamente os de Lisboa que fica horrorizada só de saber que terá que dar dinheiro para que Trás-os-Montes ou Beira Interior tenham recursos para se desenvolver. 
Repare-se nos dados seguintes.

Na União Europeia temos 27 países. Desses 27 países, Portugal ocupa o 13º lugar em termos de área e o 9º em termos de população (dados retirados do Eurostat referentes a 2010). Ou seja, em área estamos acima do meio da tabela com 14 países mais pequenos e em população estamos mesmo nos 10 primeiros. Como alguém teria dito "e esta, hein?!"

Se olharmos para aqueles que estão perto de nós em área e população reparamos que aqueles que são ricos estão regionalizados de uma forma ou de outra. Holanda, Bélgica, Áustria, Suíça (fora da UE) e mesmo a Dinamarca estão todos regionalizados. Destes, Portugal é o maior de todos em área e em população só a Holanda é maior. A Bélgica, Áustria e Suíça não só estão regionalizados como são mesmo federações ou confederação no caso da Suíça. A Dinamarca é aquele que está apenas regionalizado e isto apenas desde 2007 pois até aí a Dinamarca estava divida em condados os quais podiam cobrar impostos. 

Note-se também que destes, Holanda, Dinamarca e Suíça são pouco maiores que o Alentejo, chegando a Bélgica a ser mesmo mais pequena em área. Isto é, em dimensão territorial Portugal é duas vezes maior do que qualquer um deles. Apenas a Áustria se mantém mais ou menos ao mesmo nível em área territorial. 

 Imagem retirada daqui
Fora destes fica a Irlanda a qual não está regionalizada mas note-se que a Irlanda tem menos de 4,5 milhões de habitantes numa área ligeiramente mais pequena que Portugal. Ficamos então com um caso contrário de um país que se desenvolveu sem estar regionalizado mas note-se que a Irlanda, por tradição, não sofre do centralismo desmesurado que se verifica em Portugal.

Depois temos ainda a Grécia (sensivelmente igual em população e área a Portugal) que, não estando regionalizada, está, curiosamente, na mesma situação que Portugal. Mostra-se incapaz de ter uma economia em franco crescimento, deficits altíssimos e uma situação financeira crítica. 

Em qualquer um dos países regionalizados também se verifica uma maior equidade nacional em termos de desenvolvimento do que se vê em Portugal ou Grécia. Em ambos, a capital assume um papel excessivamente preponderante face ao resto do país, possuindo um rendimento ao nível das zonas mais ricas da Europa enquanto que o resto dos seus países encontram-se nas regiões mais pobres dessa mesma Europa.

Então temos países administrativamente divididos e/ou com um sistema de Welfare State (Estado Social) bem estabelecido os quais conseguiram ter um nível de qualidade de vida muito alto e taxas de crescimento económico capazes de pôr o país a andar para a frente. Temos um outro país que, embora não se tendo regionalizado, não assumiu um modelo de desenvolvimento centralista, apostando noutro tipo de investimentos.

Por outro lado, temos dois países, Portugal e Grécia, que apostaram em modelos de desenvolvimento centralistas. Ambos foram incapazes de acompanhar o resto da Europa e, neste momento, estão com problemas de coesão nacional com uma região a usar os recursos do resto do país para o seu crescimento enquanto que o restante território empobrece. Ambos estão a braços com uma crise económica sem precedentes na história recente com problemas de natureza financeira à mistura. Ambos tiveram de pedir empréstimos para pagar as suas dívidas.

Sem ser do ponto de vista económico, do ponto de vista cultural, muitos argumentam sobre aquela coisa de Portugal ser uma nação única e indivisível em todos os seus momentos da história. Se assim fosse, deveríamos ter uma país mais ou menos homogéneo linguística e culturalmente falando (isto até porque quem diz isto, geralmente, diz que o país é pequeno). Bem do ponto de vista da língua, num país tão pequenos temos duas línguas, Português e Mirandês. Temos ainda, dentro da primeira uma diversidade tal de sotaques e palavras típicas das regiões que até mete medo para um país que se diz "pequeno". Vos garanto que eu vou a Lisboa e, se quiser, falo português e ninguém me entende. Quem experimentar por um transmontano a falar com um algarvio como ambos falam normalmente e com os regionalismos de cada um, ambos terão mais facilidade em perceber um Espanhol a falar Castelhano. Culturalmente, os costumes do Norte não são os da gente do Sul e mesmo a maneira de estar na vida é bem diferente das gentes do Norte, Centro, Alentejo e Algarve.


Peneda Gerês retirado da Wikipedia 

Isto prende-se, para quem lê história e não fala do pé para mão, com o desenvolvimento do país que foi um aglomerar de regiões com povos diferentes. Até a história de sermos Lusitanos é uma grande aldrabice. Primeiro porque a Lusitânia compreende apenas uma região e povo situado a norte do Tejo e a sul do Douro. Só mais tarde é que as tribos Galegas (Gallaeci - romanização do grego Kallaikói) adoptaram para si o nome de Lusitanos como termo denominador de todos os povos na Península que lutavam contra os Romanos. Aliás, Viriato é herói Português mas também Espanhol...


 Imagem retirada da Wikipedia

O conceito de nação, algo que se quer convencer as pessoas que sempre existiu, é relativamente recente do ponto de vista histórico. Não nos vamos esquecer que, os Reinos eram as terras do Rei e não nação coisa nenhuma.
Assim sendo, e embora o post não seja perfeitamente neutro, não vou dizer se se deve ou não regionalizar o país mais do que deixei implícito. Deixo a liberdade aos leitores para tirarem as suas próprias conclusões face a tudo o que apresentei. 

As melhores decisões são aquelas que tomamos quando desconstruirmos aquilo que nos querem impingir, geralmente, com segunda intenções e construímos as nossas próprias ideias e valores. Em vez de aprender aquilo que se houve e lê cegamente deve-se usar os factos para fazermos nós a nossa própria aprendizagem pessoal em vez de assimilarmos apenas informações, ideias e valores em segunda mão. Foi isso que tentei fazer com este post, contribuir (não se forma exaustiva) para o esclarecimento sobre esta temática que tanta demagogia e mentira faz por aí circular por quem apenas pensa nos seus próprios interesses.

Fontes:

Eurostat
Wikipedia

Escola portuguesa "melhorou em termos de equidade" - JN



Escola portuguesa "melhorou em termos de equidade" - JN

Obviamente! Quando se limita os com capacidade para irem longe à velocidade daqueles que querem ficar à sombra da bananeira, não podia haver outro resultado senão a melhoria da equidade!