Cavaco está esquecido do seu tempo como Primeiro-Ministro



Nunca deixa de ser curioso ouvir falar em "repovoamento agrário do interior" da boca do mesmo corpo que, no passado, se preocupou, sistematicamente, em destruir a agricultura. Ora leia lá aqui e digam se este senhor não se torna num autêntico palhaço de cada vez que abre a boca... Será que o senhor está tão senil que não se lembra da sua década no poder?

Duas equipas para formar governo...



PSD e CDS criam equipas para preparar acordo e proposta de programa de Governo - Política - PUBLICO.PT

Perante isto, apenas uma pergunta simples. Passos Coelho disse durante a campanha que iria reduzir o tamanho do governo e, logo para começar forma com Portas duas equipas só para formar governo? Mas é este o exemplo que, mesmo antes de serem governo, nos dão? Eu dizia que em Dezembro todos os que neles votaram iriam chorar mas se calhar cometi um erro. Não será preciso tanto tempo. Então numa altura que se precisa de poupar o primeiro sinal que dão é formarem a duas equipas para estudarem isto ou aquilo? Quê? Uma não era suficiente para lá porem os amigos a trabalhar?

Se isto começa assim antes de serem governo, até eu que já esperava pouco desta coligação, começo a ficar com receios.

A estória da história...

 
Em resposta ao que O Jumento sabiamente escreveu aqui, publiquei o comentário que aqui agora reproduzo em forma de post.

A direita, mais do que a esquerda, tem uma tendência para fazer uma análise diferente da mesma realidade dependendo se está na oposição ou no governo. Na oposição tudo é mau e a culpa de tudo ser mau é de quem está no poder. Quando chegam eles próprios ao poder, tudo passa a ser culpa de outros.

Foi a "direita" que se deixou levar pela ganância uma elite dos seus membros e levou o mundo à pior crise nos últimos 100 anos. Mas não se engane ninguém. Isto não começou com a crise financeira. Isto começou com a falcatrua que foi a eleição de George W. Bush para a Presidência dos EUA. O resto decorre da má administração desse não-presidente e da ganância de quem com ele estava e tudo deu aos amigos.

Em Portugal, a crise começou não com o PS, se bem que este a agravou por falta de capacidade para melhor, mas sim com o governo de Cavaco Silva que destruiu a base económica que o país ainda detinha a troco de uns dinheiros para auto-estradas que não se conseguiriam sustentar e betão armado para estrangeiro ver. Agora no poder, a direita vai continuar a fazer o mesmo que sempre fez, zelar pelos interesses dos amigos e enteados. Mas não é preciso ficar muito chateado, afinal é apenas uma redistribuição dos lugares que passam do PS para o PSD e CDS. No meio disto, sem estarmos preparados levamos com a crise dos outros e com ela permanecemos e, pior, iremos primeiro ajudar a que os causadores da crise se levantem para depois nos levantarmos nós.

O que resta da esquerda também deve estar muito orgulhosa. O PCP conseguiu voltar a ser o que sempre foi, uma nulidade que vive da miséria alheia. O BE vai passar os próximos anos a lamber as feridas resultantes da sua tentativa de copiar o populismo de Portas mas à esquerda. O PS, esse, vai entrar como guerra interna para ver quem vai ocupar o lugar deixado vazio por Sócrates.

No meio disto tudo, agradeça-se aos eleitores que, cegamente, decidiram levar o país à falência apenas por embirrarem com o Primeiro-Ministro, esquecendo-se que quem lá iam por não será capaz de fazer melhor. Lá para Dezembro, senão antes, iremos ver o país a pedir novas eleições para resolver a crise criada por esta. Depois, sim, poderemos começar a resolver os problemas da crise que afinal é dos que agora exigem juros para não se afogarem eles mesmos.

Augusto Mateus: "Onde Portugal é competitivo é na mão-de-obra qualificada" - Economia - PUBLICO.PT

Augusto Mateus: "Onde Portugal é competitivo é na mão-de-obra qualificada" - Economia - PUBLICO.PT



Esta frase diz tudo sobre os problemas de Portugal. O país tem sido governado por gente incapaz com gestores/administradores de mercearia e economistas de treta. Esta gente conseguiu o que mais nenhum país da Europa, talvez mesmo do mundo, conseguiu que é por gente que andou anos a estudar, anos a gastar dinheiro em formação académica para depois ganhar o mesmo que um não-qualificado.

Enquanto se puder dizer isto e, aparentemente há quem o diga com a maior das tranquilidades, o país irá andar no mesmo.

O que vai sair destas eleições.

Hoje, depois dos resultados ainda não totais, ficamos com uma meia boa notícia: José Sócrates, o trapalhão de serviço, perdeu as eleições e não irá continuar à frente do governo de Portugal. O problema é que termina aqui tudo o que de bom saiu destas eleições.

Depois de uma campanha vergonhosa onde tudo se disse excepto aquilo que se devia ter dito, reparamos que os portugueses continuam preguiçosos para irem votar. Dos que foram, retiramos algumas coisas interessantes. A primeira é que a memória dos eleitores é, de facto, muito curta. Paulo Portas já tinha estado no governo e teve a actuação que teve. A sua marca foram uma quantidade infindáveis de negócios duvidosos na área da Defesa Nacional. Duvidosos e que, afinal, pouco trouxeram de "modernização" real às Forças da Armadas. A segunda que se pode retirar é os portugueses gostam muito mesmo das balelas dos políticos.

Na ânsia de tirar de lá Sócrates, talvez ninguém tenha percebido bem que nestas eleições se estava a discutir quem e como irá ser aplicado o "Acordo com a Troika". Para responder a quem, nem sequer teria sido preciso ter havido eleições. É óbvio que seria o trio maravilha (PS, PSD e CDS) a fazer isso. As eleições apenas serviram para satisfazer egos e interesses pessoais de alguns e dos seus compinchas. O problema real surge quando se quer responder ao "como". Isso, o que era verdadeiramente importante nestas eleições, não foi falado. Pior ainda é que foram poucos a reparem sequer na ausência deste crucial tema.

Em suma, os portugueses com uns míseros votos brancos/nulos, uma abstenção semelhante a outras eleições legislativas, quiseram dar um cheque em branco ao PS, PSD e CDS. Depois da bebedeira das eleições passar, vai haver muito choro e lágrimas de quem, hoje, decidiu votar nos mesmos. Nos mesmos que trouxeram o país ao ponto que estamos. Tal como disse nas eleições presidenciais e apesar das influências que possam ter havido durante a campanha de diversos sectores, os eleitores de Portugal escolheram livremente quem queriam que os governassem. Espero que, já por altura do Natal, não haja arrependimentos e que a energia que gastaram a eleger estes deputados não seja transferida para dizer mal deles por estarem a fazer cumprir aquilo que se sabia que eles teriam de cumprir seja lá por onde fosse. Espero, portanto, que a alegria de hoje não seja choradeira amanhã e que se lembrem bem em como hoje se votou.

Para quem não achou que Portas era alternativa em 2005 e que as eleições são sempre para eleger os mesmos, não se esqueçam que hoje tiveram a oportunidade de mudar as coisas e escolheram o mesmo. Aprendam a viver com isso caso isto dê para o torto. Em boa verdade, espero que o futuro me obrigue a engolir estas palavras mas, infelizmente, tal parece-me altamente improvável.

Um bem haja a quem achou que as escolhas de hoje era insuficientes e foram votar e não votaram em nenhum ou votaram num dos pequenos partidos. Obrigado a esses corajosos pois são esses que verdadeiramente querem que as coisas mudem.

Nojo e vergonha de pertencer a esta naçãozinha de treta


São estes os "homens" de Portugal. São estes os "machos latinos" que Portugal tem. São estes os país das nossas crianças e os seus modelos. São muito homens mas são precisas dúzias para bater num único que, seja lá o que tenha feito, se algo fez, para mostrarem como são homens duros.

São estes os senhores que dizem "defender" a pátria. Com defensores assim ficamos melhores sem eles. É preciso ter lata para depois ainda virem falar de "honra", de "espírito de corpo", de "unidade" e "coragem". Se é isto que estes senhores aprenderam na recruta dos seus superiores então se calhar, já que nada fazem pela nação que não possa ser feito por um corpo civil, então mande-se esta gente toda para a reforma antecipada pois um país não precisa de um exército que mostra ao mundo ser uma colecção de rufias. 

Este comportamento é inadmissível numa organização como as Forças Armadas de um país civilizado. É bom que haja reprimendas sérias, duras e que haja, sobretudo, acusação de crime para estes senhores para que sirva de exemplo.

Sei que nas Forças Armadas se estão a ensinar pessoas a matar e não a treinar comissários de bordo mas há valores que têm de ser mantidos. E convinha também não esquecer, para os senhores que se lembram destas covardias, que um dia no "campo de batalha" poderão precisar que o coitado que estava no chão dê o corpo por eles. 

Penso que os Americanos ainda precisão de homens para o Afeganistão. Talvez se devesse "voluntariar" estes senhores para lá para os montes para os Talibans os ensinarem o que é coragem ou loucura, dependendo do ponto de vista.

Estou enojado com isto.