Também inspirado nas obras de Tolkien, os Blind Guardian criaram este album inteiramente dedicado a elas. Esta música é sobre a história de Fëanor.
Espaço para desabafos sobre os mais pertinentes (ou então nem tanto) assuntos. Sejam bem-vindos a um mundo insano.
O juramento de Fëanor - The Lays of Beleriand
Mais uma curiosidade do universo Tolkieniano feito por um dos inúmeros fãs das obras deste fantástico escritor.
Para saberem mais cliquem aqui.
Mais impostos: sim ou não, eis a questão!
Estava a "folhear" a edição online do Público quando me deparo com a noticia de que Sócrates não se compromete com mais aumentos de impostos ainda este ano.
De tal maneira fiquei chocado que a vista se me desfocou por uns segundos e tive que reler aquilo para ver tinha lido bem. Infelizmente tinha.
O que me pergunto agora, é se esta gente que nos [des]governa tem a sua massa cinzenta perfeitamente obstruída com... Pois, é melhor não dizer. Disse-o aqui e volto a dizer. Num país onde os salários são maioritariamente baixos, onde os salários médios e altos estão na função pública e nuns quantos (poucos) quadros superiores de algumas empresas privadas, faz sentido aumentar os impostos? É óbvio que não e só alguém perfeitamente embrutecido intelectualmente pode pensar que as soluções para o país passam por estas medidas. PS e PSD fizeram asneiras consecutivas de cumulativas desde o tempo dos grandes e maus investimentos de Cavaco até às novas megalomanias de Sócrates. Agora, com a corda ao pescoço e comprometidos com tantos tentam que sejam as gentes não comprometidas a fazer o esforço.
O resultado da subida de impostos só trará ainda mais crise para o futuro. Subir impostos a quem pouco dinheiro tem só agravará a sua situação ao ponto que se pode tornar insustentável viverem sem apoios dos estado. É um caso da célebre pescadinha de rabo na boca. Tira-se de um lado mas terá que se dar por outro ou então condenar as pessoas a um estado de pobreza extrema. Por outro lado subir impostos a uma classe média totalmente já desfalcada e diminuta ou que é parte do problema, ou seja, a função pública, também não resolverá a crise. A classe média é a classe do consumo das massas. Se lhes tiram o dinheiro eles deixam de comprar. Se deixam de comprar as empresas não vendem... e por aí fora. Conclusão estamos como o caso do barco que tem cinco furos no chão e o tripulante só tem membros para tapar quatro. Enquanto vai saltando de buraco em buraco para impedir que a água entre por um, rapidamente a água passará a entrar por outro. É o tapa e destapa e o problema mantém-se; o barco continua a afundar.
Portugal, parece-me cada vez mais estar numa situação semelhante. O que importava fazer não se faz pois tal implica mexer em interesses instalados contra os quais ainda não apareceu nenhum Cristo com coragem para os enfrentar. Enquanto isso vamos afundando lentamente.
Outro dia, em conversa disse que chegará o dia que compensará mais estar em casa sem receber/trabalhar do que andar a trabalhar. Porquê? Simples. Se no trabalho se ganha 100 e desses 100 o estado come 60 e os restantes 40 vão para transportes e afins, então chega-se ao fim do mês sem dinheiro. Entre trabalhar para pagar impostos, e nada nos ficar, e não trabalhar mais vale estar quieto em casa calmamente apodrecendo.
Mas pronto, nos entretantos, não nos resta mais senão rir quando alguém anuncia que se vai cortar 5,3% no orçamento do parlamento.
A time to...
There is an appointed time for everything. And there is a time for every event under heaven:
A time to give birth, and a time to die; A time to plant, and a time to uproot what is planted.
A time to kill, and a time to heal; A time to tear down, and a time to build up.
A time to weep, and a time to laugh; A time to mourn, and a time to dance.
A time to throw stones, and a time to gather stones; A time to embrace, and a time to shun embracing.
A time to search, and a time to give up as lost; A time to keep, and a time to throw away.
A time to tear apart, and a time to sew together; A time to be silent, and a time to speak.
A time to love, and a time to hate; A time for war, and a time for peace.
Eclesiastes 3:1-8
Para quem precisar aqui está uma tradução.
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Ah pois e tal e coisa
Disto e da moralidade respectiva, os eternos moralistas católicos não falam. Não pedem referendos. Não insultam. Encolhem os ombros e lamentam, "Pobre rapariga... Um pai assim." Gostava de ver a mesma força com que insultam e querem impedir outros de prosseguirem a sua felicidade, na condenação destes casos e dos outros e mais outros.
Pai suspeito de violar as duas filhas surdas - JN
Surda violada pelo pai relata vida de horrores - JN
Para se continuar em beleza só falta algum desses vir dizer que a culpa disto também é dos... outros... Tal como fez um senhor com relativa importância na Igreja Católica.
Dúvidas existênciais...
Expliquem-me uma coisa como se eu fosse muito burro mesmo... Caso contrário corro o risco de não perceber mesmo.
Portugal enfrenta um dos mais violentos ataques à sua integridade enquanto país soberano por entidades de aquém e além mar que insistem em fazer do nosso país um meio para terem mais uns milhões no final do ano. Isto porque, conforme tenho lido, Portugal, com um crescimento de 1% do PIB, por muito irrisório que este seja, supera TODOS os países da UE, EUA e Canada até agora; o nosso nível de endividamento está ao mesmo nível do da França e Alemanha e melhor que Itália. O nosso deficit é menor que Espanha, Grécia, Irlanda e, maravilhem-se, Reino Unido. No entanto, nós somos o alvo. enquanto outros vão passando ao lado sem sequer serem falados. Note-se para a situação no Reino Unido e o drama que lá se vive e veja-se bem quem, se calhar, terá mais probabilidades de ir ao fundo.
Para além destes ataques externos e devido a eles, o nosso governo opta por ir buscar receita a quem já está completamente sugadinho até ao tutano. Opta por implementar medidas que só prejudicarão o país e os seus habitantes no longo prazo. Opta por "atacar" o deficit pondo o fardo nos ombros de quem nada fez para que se chegasse ao ponto que se chegou.
Inversamente, recusa-se, o governo, a cortar nos seus próprios gastos exorbitantes e perfeitamente supérfluos. Opta por obras, as quais necessitam de consenso transfronteiriço, o qual neste momento é, no mínimo, duvidoso.
A juntar a isto ainda temos toda a panóplia de problemas antigos que ainda estão por resolver. O caos da educação e justiça, o eterno problema do (des)funcionalismo público, os problemas orçamentais relativos ao SNS e fundos para as reformas, os impostos que eram temporários e continuam, a falta de dinamismo económico do país... e podia continuar.
Posto isto, e vem então agora a pergunta, perante este panorama caótico, porque insistem aqueles que dizem que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não é (era) prioritário em falar nele? Porque se insiste em falar de algo que já está resolvido partindo para o insulto ao desbarato?
Se querem falar de coisas acessórias, porque não falam antes dos casos de pedofilia na Igreja com os mesmos valores que exigem que se cumpram quando se fala de homossexualidade? Ou ainda, dos problemas que leva aos constantes divórcios? Se estão verdadeiramente preocupados com os problemas "morais" e usam as questões religiosas para defenderem os seus próprios preconceitos, então porque não iniciam, também uma luta contra o divórcio? Afinal, tal coisa também é contra os preceitos da Santa Igreja de Roma.
Mas a questão essencial é mesmo, porque raio, depois de estar já aprovado o casamento se continua a massacrar tudo e todos com esta questão quando há coisas mais importantes e que dizem respeito a toda a sociedade independentemente de quem levam para a sua cama? Será que ficaram todos cegos ou será apenas mais o eterno problema da inveja típica Portuguesa?
Antes de terminar, partilho um momento linguístico com os meus leitores. A tradução correcta para gay é alegre e não maricas como alguém disse que era. Afim de descrever um homem homossexual, gay, será igual em português visto que não temos palavra semelhante. Em todo o caso, gay em inglês refere-se não só a homens homossexuais mas também a mulheres homossexuais. Por isso, nunca seria maricas.
Maricas em inglês será fag ou faggot se se quiser fazer referência à orientação sexual do homem em questão. Já agora, fag também quer dizer cigarro ou então estar cansado depois dum trabalho. Caso maricas seja no sentido de fraqueza/falta de coragem, a tradução correcta será sissy ou pussy. Ah, lobby tem dois "b".
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