7 razões para não ir ao Mantra em Matosinhos

Interrompo aqui a sequência de diarreias mentais que tinha prometido para fazer uma pequena dissertação de uma visita ao restaurante/discoteca/bar Mantra situado em Matosinhos na Avenida Villagarcia de Arosa, 975.

1- As escolha das bebidas é aparentemente extremamente limitada. Ice Tea não há (segundo o empregado havia Joy... gostava que me explicasse o que é que chá tem a haver com sumo), e coca-cola só de pressão com 60% de água.

2- Entradas: um ridículo e minúsculo pãozinho (nem metade da palma de uma mão ocupava) e umas manteiguinhas...

3- Prato: Arroz aquecido de há três dias atrás pelo menos e com um sabor que o tornava completamente incomestivel), dois a três bifinhos (cerca de 3 a 5 cm de diâmetro) com um molho de champignon e cogumelos. Quando uma pessoa na mesa pediu para trocar arroz por batata frita o pedido quase foi recusado. O pedido por uma salada mista (tomate e alface e cebola) foi igualmente recebido com um ar de: não acha que já está a pedir demais?

4- Sobremesa: bem isto dependeu do empregado. O primeiro só havia bolo de bolacha e pudim. Quando se perguntou a outro afinal já havia, bolo de bolacha, mousse de chocolate, mousse de manga e o pudim...

5- Musica (ou direi melhor barulho/ruído) ambiente: uns cavalheiros quaisquer foram para lá fazer ruído de fundo com a desculpa que aquilo era musica brasileira. Bem primeiro deviam ter escolhido alguém que soubesse cantar. Depois deviam ter informado os senhores que os testes de sons fazem-se ANTES dos estabelecimentos abrirem não quando já está toda a gente a comer. E finalmente deviam ter escolhido de facto alguém que ao menos soubesse o que é musica brasileira e não ruído brasileiro. Até porque a capacidade de se bater num tambor qualquer não implica que se esteja a fazer musica.

6- Depois disto tudo, como se o serviço ainda não estivesse suficiente mau, ainda apareceu um grupo qualquer lá verdadeiramente gigantesco (150 pessoas por ai arrisco eu dizer), que tiveram direito a tudo e mais alguma coisa. Desde Ice Tea (que misteriosamente passou a haver) até sangria e coisas afins mais direito a self-service, de repente para aquele canto da sala havia tudo.

7- A conta: era de esperar que com tamanho mau serviço os preços fossem iguais a de uma qualquer tasca portuguesa (sem ofensa nenhuma até porque se tivesse ido comer a uma tasca tinha comido melhor) sem renome, pagou-se os olhos da cara. Uma garrafa de água (0,5 L), prato (com arroz aquecido e amostras de bifes), 1 ridículo pão, 1 manteiga, bolo de bolacha 8,5 €. De facto o preço não está caro por si mesmo mas quando comparado ao que se lá passou e à qualidade do serviço bem, num MacDonalds tinha comido mais, melhor, mais barato e tinha sido mais bem atendido.

8- Hino nacional: para terminar a noite fomos todos presenteados por um brasileiro a cantar o A Portuguesa (o hino nacional para quem não sabe). Para além da falta de respeito que é cantar o hino nacional misturado com musica brasileira (ou fosse ela que género de musica fosse) como se estivessemos a ouvir Madonna (sim o hino foi de facto feito para ser dançado), ainda o senhor que teve o desplante de presumir cantá-lo devia de o aprender primeiro. Para além que gostava de saber o que é que o hino português diz a esse senhor de além mar (eu também não me ponho a cantar o hino brasileiro se for à festa de anos do senhor).

Conclusão: se não gostam de gente aos berros (suponho que estavam a tentar cantar) e a violentar tambores com a desculpa que estavam a fazer musica, se não gostam de ficar com fome, se gostam de beber e se gostam de ser bem atendidos, então sugiro que escolham outro local para ir jantar pois ali saem mal servidos.

P.S.: Pelos vistos problemas ali já são algo vulgar.
http://www.matosinhoshoje.com

4 comments:

Pedrosense said...

Gostei tanto... que deu me volta à barriga quando de tarde me falaste dos bifinhos com molho de natas acompanhado com massa de cbapar paredes disfarçado de arroz branco.

Absolutamente recomendavel para masoquistas, amantes de dietas ou então surdos com uma incapacidade auditiva a rondar os 100% e que queiram atingir os 3 digitos o mais depressa possivel.

O alto da noite além da companhia foi o bolo e o champanhe bruto como acompanhamento algo que se já está adivinhar veio da cortesia do aniversariante, porque da parte do restaurante a unica cortesia a que tivemos direito foi um teste aos limites da paciencia humana.

O que vale é que vendo as coisas pelo lado positivo será sempre uma noite que ficará nas nossas memórias...

E já sabem... Mantra Jamais Salomé!!

Vitor said...

Eu sei que aquilo ninguém esperava, muito menos eu :(

Fiquei fulo, costumo marcar ali jantares e sempre correu tudo pelo melhor num ambiente que costuma ser sereno e descontraído.

Mas foi a última vez, isso é garantido...

Quem me conhece sabe bem que gosto de tratar muito bem os convidados, pelo menos com o bolo e o champanhe ninguém passou fome ou sede lol

E não digam a palavra "mantra" nos próximos 20 anos, de preferência 30.

Bem, enfim, a reclamação já foi. A verdade é que acho que não me irão responder!

Até eu faço um arroz melhor, e normalmente também não deixo a carne crua como aquela! Parecia o arroz que a minha mana dá ao cão

Elenáro said...

Oh rapaz! Tranquilo! O problema não foi teu. Eu também já lá tinha ido e não tinha tido razões de queixa da comida. Nada de tristezas amigo!

Valeu a companhia :) Para além que o que interessava era estar contigo pois era o teu dia. A comida é assunto para resolver com quem a fez e não com quem marcou o restaurante :P

Vá! Nada de tristezas! :)

O Outro Lado do Mundo said...

Olá, visto que pelo o que escrevestes o mantra nao é muito bem servido. Sabes se o mocho sentado serve bem e é acessivel?
Beijo Joana