Se em Portugal os politicos falassem assim...

Independentemente das opiniões de cada um sobre a política americana uma coisa há que ter em conta. Quando fazem asneira (e se sabe, obviamente) não há cá que fugir com o rabo à seringa. Se em Portugal houvesse políticos como John McCain que, sem papas na língua, disse que os Republicanos, durante a administração Bush, deixaram o orçamento ficar fora de controlo. 

Olha que bonito seria ouvir Manuela Ferreira Leite dizer que "enquanto fui ministra das finanças de Durão Barroso, fui incapaz de por as contas em ordem" ou de ouvir Sócrates e algum dos seus ministros das finanças dizerem o mesmo... Mas não, em Portugal o que se ouve dizer é: nós não fizemos nada de mal; a culpa é da crise (e se não for da crise, desta ou doutra qualquer, há-de ser de alguém que não eles). Enquanto não houver uma mea culpa dos políticos e clara, sem papas na língua, sobre a maneira como nos governam desde o 25 de Abril de 1974 não haverão mudanças. Tudo ficará na mesma independentemente de quem esteja agora no poleiro. 

Também seria importante os Portugueses fazerem mais pelo país e a governação do mesmo do que fazem. Falam e, sobretudo, queixam-se que nem uns perdidos mas depois o futebol é sempre mais importante do que se faz com os dinheiros públicos, etc, etc... E não me refiro a patéticos referendos onde só fanáticos votam, ficando apenas a saber quem consegue por mais extremistas a votar. Refiro a uma participação cívica diária. Chamar os deputados para se explicarem a quem neles votou, ir às reuniões das Câmaras Municipais e ver o que lá se anda a fazer e decidir, participar em movimentos cívicos. Para quando uma sociedade que se queixe menos e faça mais? 

Só assim se poderá fazer mudar os destinos do país. Enquanto não se fizer, não adianta dizer que são os outros que nos governam que andam a fazer asneiras. Se o patrão não exige dos empregados e lhes paga o salário na mesma quer eles trabalhem quer não trabalhem acham que algum empregado se vai preocupar com o que faz? Deixemos os romantismos de lado e encaremos a realidade.

Fica então a entrevista para quem a quiser ouvir.


1 comment:

Vitor Manuel said...

Então o outro dá-lhe uma parceria e querias que agora que são "bons amigos" não dissesse bem?!