Responsabilidades a quem as tem

Esta notícia mostra bem a [ir]responsabilidade de Cavaco e, sobretudo, Passos Coelho. É um que Sócrates já passou o seu prazo de validade. É um facto que Sócrates, à semelhança do governo de Durão Barroso, tentou e falhou no controle das contas públicas. Sócrates cometeu erros os quais iremos pagar durante muito tempo, de resto, como agora pagamos os erros de gestão económica de Cavaco (por exemplo). 

Tudo isto é verdade e por ser verdade seria importante houvesse outro Primeiro-Ministro para Portugal. No entanto, no momento que corre, seria mais importante ainda que Passos Coelho e a sua hoste laranja controlasse a sua ânsia pelo poder. Isto especialmente porque lhes pode sair o tiro pela culatra e, a nós demais cidadãos, termos de pagar ainda mais por isso. Isto para não falar que a qualidade de Passos Coelho, na melhor das hipóteses, não é superior à de Sócrates. Assim sendo, ainda pode acontecer que o PSD atire o pais o caos político só para ver CDS, PCP e BE crescerem e eles próprios ficarem na bancada da oposição mais uns quantos anos. 

Uma coisa é certa, Espanha não lhe vai agradecer e a Alemanha não lhe vai ficar a dever favores.

2 comments:

Miguel Loureiro said...

Elenáro
O problema é esse, não o de falta de alternativas, mas de Líderes alternativos e entre um roto e um esfarrapado, venha o diabo e escolha...
E o pior é que PPC está duplamente sujeito à Sra. Merkel, como credora e chefona (auto-indigitada) e chefona da família política do PSd.
Alguns tiros vão acertar ao lado, mas se morrer alguém nesta contenda, vai ser o Povo (classe média incluída).
Mas se não pagarmos, o efeito dominó vai ser uma realidade e era bem feito, porque quem tem a haver, devia dar prazo mais dilatado, se quer receber algum...
É um facto que o presidente do Eurogrupo já baixou a bola e estou convencido que o Mercado vai fazer o mesmo, quando vir que não tem onde ir buscá-lo e que o povo aqui ainda tem uma palavra a dizer, nem que seja: Não pagamos!

Elenáro said...

Olá Miguel!

Subscrevo completamente. O ideal seria mesmo assustar essas sanguessugas económicas internacionais (e nacionais também) havendo alguém que dissesse "não pagamos".